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28
Out13

Lobo Antunes, uma estrela no Centro Cultural de Belém

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Lobo Antunes, uma estrela no Centro Cultural de Belém


Lobo Antunes, uma estrela no Centro Cultural de Belém

No Centro Cultural de Belém teve lugar na tarde ensolarada de 27 de Outubro um encontro com o escritor António Lobo Antunes no âmbito do programa Humanidades.

 

A sessão abriu com duas intervenções muito curtas do presidente do Centro Cultural de Belém, Vasco Graça Moura, e do representante do parceiro na realização dos encontros “Humanidades”, Guilherme de Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura.

 

Nesta sessão de revisitação da obra de António Lobo Antunes houve a possibilidade de ouvir Maria Alzira Seixo, Agripina Carriço Vieira, Norberto do Vale Cardoso e Ana Paula Arnaut  numa análise conhecedora e bem estruturada da escrita de Lobo Antunes.

 

Maria Alzira Seixo dissertou sobre a “imagística do fogo” no romance de António Lobo Antunes numa intervenção demasiado longa e utilizando linguagem demasiado hermética para um público que, na sua maioria, não faz da análise literária o seu trabalho diário.

 

A intervenção de Agripina Carriço Vieira, que versava o tema “…a religiosidade na ficção de António Lobo Antunes” foi elucidativa do tema, escrita de uma forma divertida, a mesma que o escritor utiliza quando foca o tema em questão.

 

Norberto do Vale Cardoso falou sobre as sombras e as luzes que permanentemente as iluminam e dissipam nos escritos de Lobo Antunes criando espaços de penumbra que fazem adivinhar a luz que ilumina as trevas.

Ana Paula Arnaut trouxe-nos a sua visão sobre o equilíbrio de Lobo Antunes na fronteira da escrita subversiva e do post modernismo. Ele está no fio da navalha!

A segunda parte desta sessão foi ocupada com as intervenções de leitores de Lobo Antunes sobre a obra e sobretudo sobre o temperamento do escritor.

Maria Rueff fez uma declaração apaixonada e muito emocionada sobre o seu primeiro encontro com o escritor e leu um poema que por pouco não a levou às lágrimas.

 

Harrie Lemmens, tradutor holandês de obras de Lobo Antunes, falou do seu orgulho por ter sido o primeiro tradutor a verter em holandês algumas obras do escritor. 


Nesta sua análise foi salientando que no decorrer das suas traduções foi sentindo “o rumor dos passos” que se vão ouvindo ou sentindo quando lemos Lobo Antunes, e que vão marcando a sua temática.

Bento Domingues, o frade dominicano que nos habituámos a ver e a ouvir falou das perspectivas religiosas de Lobo Antunes e lembrando que ele diz: “não sei como foi aconteceu”, quando escreve um livro que por norma tem sido um êxito.


A sessão terminou com uma curtíssima intervenção de António Lobo Antunes, que para além de agradecer a presença de muitos, o Pequeno Auditório estava cheio, e de lembrar que para ele ser escritor não é um prazer é uma obrigação sem a qual não conseguiria viver.

 

Retirado do HardMúsica

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