Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

Porque há sempre muito para ver e para contar

As Coisas da Cultura

07
Abr17

Indie Lisboa - Competição internacional de curtas: Cinquenta e um filmes à procura do invisível

olhar para o mundo

florestiff1.jpg

 

 

Pela primeira vez desde o nascimento do festival, o IndieLisboa vai premiar as melhores curtas metragens nas categorias de Animação, Ficção e Documentário, para além da atribuição do Grande Prémio de Curta Metragem. Uma decisão que comprova o espaço que esta secção tem vindo a conquistar na descoberta daqueles que serão os grandes cineastas do futuro. À décima quarta edição, o IndieLisboa reforça assim a sua missão e compromisso com o apoio ao cinema de novas vozes, valorizando o trabalho dos realizadores que têm a coragem de se aventurar em primeiras obras. O júri para a competição internacional de curtas metragens será composto por Filipe Abranches, professor, realizador e ilustrador, Katja Pratschke, cineasta em destaque na secção Silvestre, e Richard Raskin, argumentista, jornalista, crítico de diversas publicações internacionais e editor da revista Short Film Studies.

A selecção oficial de curtas metragens a concurso apresenta um programa com 51 filmes, numa viagem à volta do mundo, que serve de espelho diversificado de visões e temas. Procurar o invisível é o grande motor de arranque desta programação que vê voltar o grande animador Nicolas Ménard à procura de um "Goddard" numa montanha (Wednesday with Goddard), Duncan Campbell - vencedor do Turner Prize de 2014 e antes em competição com o estimulante Bernardette - traz The Welfare of Tomás Ó'Hallissy, a finlandesa Salla Sorri (Silencio) procura entender uma jovem que só necessita de mais atenção, Lucas Doméjean, depois do divertido Retarded 2, faz uma espécie de sequela, ainda mais divertida, em que os supermercados Lidl continuam a representar o lugar onde se quer estar com os amigos (Nirvana) ou Camilo Restrepo que, depois de na edição passada ter sido contemplado com uma menção especial por La Imprésion de una Guerra, acompanha uma jovem que procura obsessivamente o pai (Cilaos).

Da Polónia chegam-nos quatro animações e um documentário numa prova da vitalidade do cinema polaco nas suas diversas expressões. De Sundance surge o filme que venceu o Grande Prémio Internacional, And So We Put Goldfish in the Pool, do japonês Makoto Nagahisa, que tem sido a grande sensação dos festivais a oriente e Hot Winter: a Film by Dick Pierre de Jack Henry Robbins, cujo cunho político e sexual do filme afronta esta América de Trump. Entre os portugueses, destaca-se o regresso de Joana Pimenta (premiada no IndieLisboa 2014 com o seu primeiro trabalho) com Um Campo de Aviação e de Ico Costa com Nyo Vweta Nafta, realizador que tem feito um circuito assinalável de festivais desde a sua estreia e recém galardoado com o Prémio de Melhor Realizador no Festival de Cinema du Réel. Em estreia mundial e também numa viagem de regresso ao IndieLisboa, estão Jorge Jácome (Flores), Hugo Pedro (Turno da Noite) e André Ruivo (Circo).

 

Animação

489 Years, Hayoun Kwon (França)

Amalimbo, Juan Pablo Libossart (Suécia)

Beside Oneself, Karolina Specht (Polónia)

Circo, André Ruivo (Portugal)

Impossible Figures and other Stories II, Marta Pajek (Polónia)

Ink Meets Blank, Tymon Albrzykowski (Polónia)

Je ne sens plus rien, Noémie Marsily, Carl Roosen (Bélgica, Canadá)

Play Boys, Vincent Lynen (Bélgica)

Pussy, Renata Gasiorowska (Polónia)

The Waves, Oscar Lewis (Reino Unido)

Wednesday with Goddard, Nicolas Ménard (França)

Documentário

Avant l'envol, Laurence Bonvin (Suiça)

Um Campo de Aviação, Joana Pimenta (EUA, Portugal)

The Benevolent Dictator, Bernhard Braunstein, Martin Hasenöhrl, Albert Lichtblau (Áustria)

Close Ties, Zofia Kowalewska (Polónia)

En la boca, Matteo Gariglio (Suiça)

Find Fix Finish, Mila Zhluktenko, Sylvain Cruiziat (Alemanha)

Fraktur, Gilles Ribero (França)

The Hollow Coin, Frank Heath (EUA)

NO'I, Aline Magrez (Bélgica)

Nyo Vweta Nafta, Ico Costa (Portugal, Moçambique, Argentina)

Ocean Hill Drive, Lina Sieckmann, Miriam Gossing (Alemanha)

Pattern Language, Peter Burr (EUA)

The Rabbit Hunt, Patrick Bresnan (EUA)

Rubber Coated Steel, Lawrence Abu Hamdan (Líbano)

Simba in New York, Tobias Sauer (Alemanha)

Stand-by Office, Randa Maroufi (França/Holanda)

Sur la route, Annabelle Amoros (França)

Ficção

À ton âge le chagrin c'est vite passé, Alexis Langlois (França)

And So We Put Goldfish in the Pool, Makoto Nagahisa (Japão)

Centaur, Nicolás Suárez (Argentina)

Cilaos, Camilo Restrepo (França, Chile)

La culpa, probablemente, Michael Labarca (Venezuela)

Dekalb Elementary, Reed Van Dyk (EUA)

Dreaming of Baltimore, Lola Quivoron (França)

Le film de l'été, Emmanuel Marre (França)

Flores, Jorge Jácome (Portugal)

Fog, Adrian Voicu (Roménia)

Hot Winter: a film by Dick Pierre, Jack Henry Robbins (EUA)

Martin Pleure, Jonathan Vinel (França)

Nirvana, Lucas Doméjean (França)

Noyade Interdite, Mélanie Laleu (França)

The Off-Season, Yelzat Eskendir (Cazaquistão)

Out of Reach, Efrat Rasner (Israel)

Sakhisona, Prantik Basu (India)

Silencio, Sala Sorri (Finlândia, Cuba)

Turno da Noite, Hugo Pedro (Portugal)

Watchkeeping, Karolis Kaupinis (Lituânia)

The Welfare of Tomás Ó'Hallissy, Duncan Campbell (Irlanda, Reino Unido)

Wild Hope, Audrey Bauduin (França)

Written/Unwritten, Adrian Silisteanu (Roménia)

 

O IndieLisboa 2017 by Allianz é organizado pela IndieLisboa - Associação Cultural, com o apoio financeiro do Ministério da Cultura/ICA - Instituto do Cinema e do Audiovisual, da CML - Câmara Municipal de Lisboa, do Programa Creative Europe da União Europeia e da Allianz Portugal; em co-produção com a Culturgest e o Cinema São Jorge e em parceria estratégica com a EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, EEM.

 

05
Abr17

O cinema português no 14.º IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema Independente

olhar para o mundo

indie.jpg

 

O cinema português no 14.º IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema Independente

 

Sinal da genética missão com a mostra do melhor cinema português, o IndieLisboa 2017 volta a reforçar a presença de realizadores e filmes portugueses nas diferentes secções do festival. Um total de 24 filmes concorrem, em programas separados de curtas e longas metragens, aos grandes prémios da competição nacional em 2017.

Amor, Amor, o mais recente filme de Jorge Cramez, retrata as dúvidas sobre o que significa a entrada na idade adulta através do olhar de um grupo de amigos com 30 anos. Luz Obscura, o documentário de Susana de Sousa Dias, recria a história familiar do activista político Octávio Pato, a partir da memória de imagens dos arquivos da PIDE e dos testemunhos dos seus filhos. Encontro Silencioso, de Miguel Clara Vasconcelos, reflecte sobre a actualidade histórica, política e psicanalítica a partir da fantasia de uma estudante em retiro de praxe. Uma jornada pessoal em torno das alterações climáticas é a proposta de Dia 32, de André Valentim Almeida, um filme que nos desafia a pensar sobre os impactos da humanidade no mundo que habita. Fade Into Nothing, de Pedro Maia em colaboração com Paulo Furtado, dá continuidade à narrativa sobre a viagem de um homem só, iniciada em How To Become Nothing. Coração Negro, o mais recente registo ficcional de Rosa Coutinho Cabral, acompanha a degradação da vida amorosa de um casal à beira da ruptura.

Nas curtas metragens, de assinalar o regresso de Joana Pimenta (premiada no IndieLisboa 2014 com o seu primeiro trabalho) com o seu mais recente projecto Um Campo de Aviação, uma história fantasma acerca de cidades enterradas, civilizações perdidas e o colonialismo ocidental. Com um já impressionante presença em festivais internacionais desde a sua estreia em Janeiro, Ico Costa apresenta Nyo Vweta Nafta, um jogo entre o documentário e a ficção, que desmonta as várias texturas do comportamento humano e da vida diária de Moçambique nos dias de hoje. Também num retorno ao festival, André Ruivo estreia a divertida e irónica animação O Circo. Ubi Sunt, o híbrido e ecléctico projecto de Salomé Lamas é um filme sobre o tecido humano e urbano de uma cidade em expansão. Joosé Filipe Costa em O Caso J, aborda a violência policial no Rio de Janeiro, narrando uma história banal de tribunal para mostrar o teatro do implícito. A paisagem da lava é a proposta de Na Cinza Fica Calor, de Mónica Martins Nunes, onde acompanhamos os habitantes de Chã das Caldeiras na Ilha do Fogo (Cabo Verde). A comédia de enganos sobre as hierarquias contemporâneas estão espelhadas em O Turno da Noite de Hugo Pedro. As memórias da infância contadas através da animação de O Limoeiro, de Joana Silva; a viagem ao interior da paisagem e das gentes de Trás-os-Montes através do Guia de Portugal e de um realizador à procura do seu filme, é a proposta de Miguel Moraes Cabral em O Homem de Trás-os-Montes e a carta-memória-recordação é o filme Num Globo de Neve, de André Gil Mata. Há uma praga de hortências e as reflexões em torno do sentimento de pertença em Flores de Jorge Jácome e procuram-se os cruzamentos entre a humanidade e a genética modificada em Semente Exterminadora, de Pedro Neves Marques. Encontramos histórias da juventude no olhar de Diogo Baldaia em Miragem Meus Putos, o último momento antes da entrada no mercado de trabalho em Tudo o que Imagino, de Leonor Noivo, e a dialéctica entre as memórias e histórias de diferentes gerações de uma mesma família em De Madrugada, de Inês de Lima Torres. A olharem para outras expressões artísticas, From Vincent's House in the Borinage, de José Fernandes, com uma enebriante viagem à vida e obra de Vincent Van Gogh, e Antão, o Invisível, de Maya Kosa e Sérgio da Costa, que questiona o significado da visão nas artes plásticas.

Na secção Director's Cut (em contexto), a autobiografia póstuma ao cineasta Miguel de Guimarães em Nasci com a Trovoada, de Leonor Areal. A análise ao universo do cinema, a sua relação com a tecnologia e o papel do actor e espectador retratados no documentário Special A/Effects, de Filipe Afonso. E uma aproximação ao que poderia ser a apropriação de Serguei Eisenstein ao filme de John Ford resumida em Young Mr. Lincoln por Eisenstein, de Guilherme Rodriguez.

No IndieJúnior, o documentário de Hugo Santos, O Impacto da Música na Juventude anima algumas das influências mais importantes da música no crescimento humano. E Talasnal, de João Teotónio, retrata o processo de construção da banda Nome Comum na Serra da Lousã, na secção IndieMusic.

 

As Sessões Especiais incluem a estreia nacional de Colo, a mais recente longa metragem de Teresa Villaverde, estreada no último festival de Berlim; a estreia mundial de Rosas de Ermera, o documentário de Luís Filipe Rocha sobre a família de Zeca Afonso e a primeira longa metragem de Leonardo Mouramateus, António Um Dois Três. Nas curtas, destaque para A Construção da Villa Além, de Ana Resende, Miguel C. Tavares, Rui Manuel Vieira e Tiago Costa.

O IndieLisboa 2017 by Allianz é organizado pela IndieLisboa - Associação Cultural, com o apoio financeiro do Ministério da Cultura/ICA - Instituto do Cinema e do Audiovisual, da CML - Câmara Municipal de Lisboa, do Programa Creative Europe da União Europeia e da Allianz Portugal; em co-produção com a Culturgest e o Cinema São Jorge e em parceria estratégica com a EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, EEM.

31
Mar17

IndieLisboa abre com filme de Teresa Villaverde e encerra com Raoul Peck

olhar para o mundo

indie.jpg

 

 

IndieLisboa abre com filme de Teresa Villaverde e encerra com Raoul Peck

 

Colo, de Teresa Villaverde, é o filme de abertura do 14º IndieLisboa e será exibido no dia 3 de Maio no Cinema São Jorge. Colo teve estreia mundial no Festival de Cinema de Berlim. I Am Not Your Negro, o documentário de Raoul Peck com James Baldwin, é a sessão de encerramento do festival, a 14 de Maio no Grande Auditório da Culturgest.

 

Colo é uma reflexão muito actual, e quase serena, sobre o nosso caminho comum como sociedades europeias de hoje, sobre o nosso isolamento, a nossa perplexidade perante as dificuldades que nos vão surgindo, sobre a nossa vida nas cidades e dentro das nossas famílias. É um filme em tensão crescente que nunca chega a explodir.

 

O ambicioso projecto de James Baldwin, Remember This House, poderia ter sido um dos grandes livros sobre a história negra dos Estados Unidos da América. O documento, que serviria para contar a história de Medgar Evers, Malcolm X and Martin Luther King Jr., nunca saiu da gaveta do autor, que acabaria por falecer com apenas 30 páginas escritas. Com I Am Not Your Negro, Raoul Peck, parte desta história para fazer uma radiografia sobre a lutas pelos direitos civis nos EUA, problematizando as questões de raça em Hollywood e na sociedade americana dos últimos 30 anos. Com narração de Samuel L. Jackson, o documentário usa as palavras originais de Baldwin e material de arquivo inédito. O filme é apresentado em anteestreia e terá depois estreia comercial a 18 de Maio pela distribuidora Midas Filmes.

 

O IndieLisboa 2017 by Allianz é organizado pela IndieLisboa - Associação Cultural, com o apoio financeiro do Ministério da Cultura/ICA - Instituto do Cinema e do Audiovisual, da CML - Câmara Municipal de Lisboa, do Programa Creative Europe da União Europeia e da Allianz Portugal; em co-produção com a Culturgest e o Cinema São Jorge e em parceria estratégica com a EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, EEM.

 

28
Mar17

Indie Lisboa - Secção Silvestre dá destaque ao fotofilme

olhar para o mundo

fotofilme.jpeg

 

Secção Silvestre dá destaque ao fotofilme

 

Dupla Gusztáv Hámos e Katja Pratschke em foco na secção Silvestre

 

Gusztáv Hámos e Katja Pratschke são os realizadores em foco na secção Silvestre do IndieLisboa. O trabalho desta dupla de origem alemã/húngara será mostrado no festival como uma das referências mais actuais na exploração, estudo e criação de fotofilmes. Gusztáv e Katja têm vindo a trabalhar em torno do uso da imagem fixa em contexto cinematográfico não só enquanto realizadores, mas como curadores das Photofilm Film Series que estiveram em exibição no Tate Modern London, SFMOMA, San Francisco, National Gallery of Art Washington, entre outros.

 

Explorando a relação entre a fotografia e o movimento, Gusztáv Hámos e Katja Pratschke criaram uma linguagem que desafia o espectador a descobrir novas formas de perceber o tempo, o espaço e o movimento. Para o IndieLisboa foram seleccionados um conjunto de 9 filmes que apontam as imensas potencialidades do fotofilme, enquanto género ímpar na desconstrução das relações entre linguagem, som, música e imagem. 

 

O primeiro ciclo dedicado aos cineastas, compõe-se com Citiesuma narrativa sobre as cicatrizes físicas de cidades como Nova Iorque, Budapeste ou Berlim que explora a humanidade e desumanidade das sociedades; Transposed Bodies, uma história sobre o amor partilhado de dois grandes amigos que perdem a cabeça num desafortunado acidenteRope, filme com inspiração clara no trabalho de Étienne-Jules Marey sobre a história de um homem com a corda ao pescoço. 

 

O segundo ciclo deste foco, integra Rien ne va plus, onde uma cadência repetitiva de eventos abre espaço a uma reflexão sobre as noções de tempo, luz e espaço; Fiaskofilme inspirado no romance homónimo de Imre Kertész (Nobel da literatura) sobre a história de vida de um escritor judeu-húngaro e a continuidade da opressão no pós segunda guerra mundial; e Cities (Potential Space), uma ficção sobre cidades futuras e imaginadas que reactualiza a obra ímpar de Italo Calvino.

 

Um terceiro ciclo olhará o trabalho a solo de Gusztáv Hámos, recuperando as obras que marcaram o início da sua carreira e a importância que as mesmas tiveram no pensamento sobre o lugar do vídeo no cinema. Para este ciclo o IndieLisboa recupera a história do superherói Flash Gordon de Seins Fiction II, a alegoria à Alemanha pós-industrial de Luck Smith 1989 - The Real Power of Television, que questiona o impacto da televisão na vida comum através do diálogo entre os factos históricos do pós-Guerra do Golfo e as rotinas diárias da avó do realizador.

 

A par dos filmes, o IndieLisboa está ainda a preparar uma programação complementar de conversas em torno das conexões entre cinema, fotografia e arquitectura.

 

 

FOCO GUSZTÁV HÁMOS & KATJA PRATSCHKE

 

Seins Fiction II, 1980, 20''

1989 - The Real Power of Television, 1989, 59''

Luck Smith, 1989

Transposed Bodies, 2002, 27 ''

Rien ne va plus, 2005, 30''

Fiasko, 2010, 32''

Hidden Cities, 2012, 27''

Cities (Potential Space), 2014, 30''

Rope, 2016, 28''

 

 

O IndieLisboa 2017 by Allianz é organizado pela IndieLisboa - Associação Cultural, com o apoio financeiro do Ministério da Cultura/ICA - Instituto do Cinema e do Audiovisual, da CML - Câmara Municipal de Lisboa, do Programa Creative Europe da União Europeia e da Allianz Portugal; em co-produção com a Culturgest e o Cinema São Jorge e em parceria estratégica com a EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, EEM.

22
Mar17

Paul Vecchiali na Cinemateca Portuguesa Herói Independente IndieLisboa 2017

olhar para o mundo

 

indie.jpg

 


Paul Vecchiali na Cinemateca Portuguesa

Herói Independente IndieLisboa 2017

 

3 a 14 de Maio

 

Culturgest | Cinema São Jorge | Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema | Cinema Ideal

 

O IndieLisboa e a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema apresentam a primeira retrospectiva de Paul Vecchiali em Portugal. O realizador francês é homenageado nesta 14.ª edição do IndieLisboa, juntando-se a Jem Cohen na secção Herói Independente. A obra do cineasta será revista através de uma selecção de 17 filmes. Aos 86 anos, Vecchiali acumula mais de cinco décadas de trabalho e de 50 filmes. No currículo do cineasta francês destaque ainda para a colaboração com a seminal revista Cahiers du Cinéma e o papel enquanto produtor nos filmes iniciais de Jean Eustache. Vecchiali sempre se considerou um provocador, conseguindo com a sua linguagem experimental e autobiográfica trazer novas leituras e abordagens a temas sensíveis como a sexualidade, SIDA, pena de morte e religião.

 

Serge Bozon chamou à célebre Diagonale, produtora nascida do coração profundamente cinéfilo de Vecchiali, a última grande escola de cinema depois da nouvelle vague. Fundada por Vecchiali em 1976, além dos filmes do cineasta, a Diagonale deu origem a obras de Marie-Claude Treilhou, Jean-Claude Guiguet e Jean-Claude Biette, deixando a sua marca na história do cinema.

 

O realizador, argumentista, montador, produtor e actor estará presente em Lisboa durante o festival para apresentar as sessões dos seus filmes, na Cinemateca. O IndieLisboa decorre de 3 a 14 de Maio. Os bilhetes estarão à venda a partir de 19 de Abril.

 

 

HERÓI INDEPENDENTE: PAUL VECCHIALI

 

Les Roses de la Vie (20 min, 1962)
Le Récit de Rebecca (20 min, 1963)
Les Ruses du Diable (105 min, 1965)
Les Premières Vacances (26 min, 1967)
L’Étrangleur (93 min, 1970)
Femmes Femmes (120 min, 1974)
Change Pas de Main (85 min, 1975)
La Machine (100 min, 1977)
Maladie (11 min, 1978)
Corps à Cœurs (126 min, 1979)
En Haut des Marches (92 min, 1980)
Rosa la Rose, fille publique (92 min, 1985)
Once More (87 min, 1987)
À vot’bon couer (95 min, 2004)
Les gens d’en bas (103 min, 2010)
C’est l’Amour (97 min, 2015)
Le Cancre (116 min, 2015)

 

O IndieLisboa 2017 by Allianz é organizado pela IndieLisboa - Associação Cultural, com o apoio financeiro do Ministério da Cultura/ICA - Instituto do Cinema e do Audiovisual, da CML - Câmara Municipal de Lisboa, do Programa Creative Europe da União Europeia e da Allianz Portugal; em co-produção com a Culturgest e o Cinema São Jorge e em parceria estratégica com a EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, EEM.

10
Mar17

Indie Lisboa - Jem Cohen: um dos Heróis Independentes em 2017

olhar para o mundo

jem cohen.jpg

 

 

Jem Cohen: um dos Heróis Independentes em 2017

No 14.º IndieLisboa, homenageamos e teremos presente no festival um dos cineastas mais prolíficos do cinema contemporâneo e debruçamo-nos sobre a sua vasta e impressionante carreira e filmografia. Jem Cohen, realizador e artista multidisciplinar, esteve por trás de curtas metragens, documentários, filmes de ficção, instalações e exposições de fotografia e alguns dos seus filmes fazem parte da colecção do MoMA e do Whitney Museum de Nova Iorque. Apesar de apenas ter recebido uma bolsa pelo governo americano desde 2004, Jem Cohen realizou mais de 70 filmes ao longo da sua carreira e o seu espírito independente sente-se muito na sua obra. Os seus filmes são montados de forma intuitiva e são trabalhos que evocam outros tempos, espaços e os seus fantasmas, recorrendo muitas vezes a formatos pouco recorrentes como Super 8 e 16 mm. Depois de Smells Like Teen Spirit e Museum Hours terem feito parte da programação do IndieLisboa em 2008 e 2013 respectivamente, exibimos, este ano, 13 filmes de Cohen. O jornal The Guardian descreveu o seu filme Counting, que faz parte da programação dedicada ao realizador este ano, como sendo  “um daqueles raros filmes que te fazem ver o mundo de uma forma diferente” e assim se pode também falar de toda a sua obra.

Programação:
Lost Book Found (37 min, 1996)
Lucky Three (11 min, 1997)
Instrument (115 min, 1999)
Benjamin Smoke (73 min, 2000)
Little Flags (6 min, 2000)
Chain (99 min, 2004)
NYC Weights and Measures (5 min, 2005)
Long for the City (9 min, 2008)
Night Scene New York (9 min, 2009)
Museum Hours (107 min, 2012)
Counting (111 min, 2015)
World Without End (No Reported Incidents) (57 min, 2016)
Crossing Paths with Luce Vigo (12 min, 2016)

O IndieLisboa decorre de 3 a 14 de Maio. Bilhetes à venda a partir de 19 de Abril.

 

15
Mar13

O IndieLisboa em 20 filmes

olhar para o mundo

O IndieLisboa em 20 filmes

Terça-feira o festival anuncia o programa da 10ª edição, que decorre de 18 a 28 de Abril. Vamos tropeçar nestes filmes.

É o ano do 10º aniversário, é também a primeira edição do IndieLisboa a seguir à oficialização da "crise". A ver como a programação se deixou afectar por ela ou, pelo contrário, a contornou.

 

Terça-feira o Indie anuncia, em conferência de imprensa, tufdo o que vai mostrar entre 18 e 28 de Abril. É uma edição que inaugura com Não, de Pablo Larrain - o final da sua trilogia sobre o Chile, depois Tony Manero e de Post Mortem  -, que encerra com Before Midnight, de Richard Linklater, o final de outra trilogia. E que dedica uma atenção especial ao cinema do austríaco Ulrich Seidl

 

Entre 18 e 28 de Abril, haverá vários títulos em que apetecerá tropeçar. Ficam aqui 20 hipóteses (para já)...

 

retirado do Público

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub