Segunda-feira, 28.01.13

Diário de Anne Frank em versão iPad com material inédito

Diário de Anne Frank em versão iPad com material inédito

A aplicação inclui fotografias da família antes da vida no esconderijo, vídeos, e excertos do livro lidos por Helena Bonham Carter.

Há 65 anos O Diário de Anne Frank era publicado pela primeira vez, e o mundo descobria o relato dos dois anos (entre 1942 e 1944) que a jovem passou escondida dos nazis num anexo em Amsterdão. Agora, a história de Anne Frank, que tinha 13 anos quando começou a escrever, surge em versão para iPad, lançada pela Penguin.

A aplicação inclui excertos do livro lidos pela actriz Helena Bonham Carter, páginas facsimiladas do diário original, fotografias até aqui inéditas, excertos do documentário Anne Frank Remembered, emissões de rádio do tempo da guerra, e ainda um vídeo de apresentação com o primo mais velho (e único membro da família ainda vivo) de Anne, Bernd Elias, mais conhecido como Buddy.

Não é que Anne Frank precise de publicidade – a casa onde viveu escondida antes de ser enviada para os campos de concentração de Auschwitz e Bergen-Belsen, onde morreu de tifo três meses antes de fazer 16 anos, continua a ser um lugar de peregrinação em Amsterdão. Mas o Fundo Anne Frank, localizado na Suíça e que gere os arquivos da família, preocupa-se em manter vivo o interesse do mundo, e vai divulgando novos materiais. “No passado havia apenas o diário, agora há fotografias e vídeos”, diz Elias ao Observer. “O ódio, e, claro, o racismo, continuam a existir no mundo. É muito importante que as crianças aprendam a respeitar todas as religiões e nacionalidades”.

Assim, o Fundo tornou públicos livros de colagens, que, diz o The Observer, se supõe terem sido feitos por Otto Frank, o pai de Anne, que era fotógrafo amador e que foi fazendo, ao longo da vida, centenas de fotos da família e amigos. Uma das imagens agora divulgadas, conta o jornal britânico, mostra Anne, a irmã mais velha, Margot, e os pais junto à casa da família em Amsterdão; noutra, Anne surge fotografada pela irmã na varanda de um edifício de apartamentos, com o cabelo a esvoaçar. São imagens que ajudam a perceber o que era a vida da família Frank antes de serem obrigados a esconder-se no anexo do número 263 da rua Prinsengrach.

O conteúdo da aplicação para iPad integra muito deste material proveniente dos arquivos e que foi escolhido com a ajuda de Buddy, hoje com 87 anos – o primo sobre o qual Anne também escreve no diário, chegando a desenhar a roupa que sonha usar quando, um dia, puder ir esquiar com ele.

No Telegraph, o jornalista Alex Peake-Tomkinson faz uma crítica da nova aplicação. Explica que esta inclui Trilhos da História, intitulados por exemploMedo ou A Vida no Esconderijo e elogia o facto de estes serem acompanhados por um aviso que aconselha os utilizadores a lerem primeiro o livro – há o risco de muita desta informação se sobrepor à leitura do livro.

Peake-Tomkinson sublinha a mesma ideia a propósito de toda a informação de contexto histórico que a aplicação oferece, que, para além de ser muito didáctica, e portanto destinada a um público mais jovem, pode “perturbar a experiência de ler o diário”. O conselho é, por isso, que quem ainda não leu o diário o faça primeiro, e só depois mergulhe nos novos materiais oferecidos pela aplicação da Penguin.

 

Retirado do Público

publicado por olhar para o mundo às 08:25 | link do post | comentar
Sábado, 26.01.13

Apple ainda não se livrou do trabalho infantil nas suas fábricas

Apple ainda não se livrou do trabalho infantil nas suas fábricas

Empresa chinesa empregava crianças com menos de 16 anos.

 

Não é a primeira vez, mas o problema permanece por resolver. Uma auditoria interna ordenada pela Apple concluiu que continua a haver trabalho infantil na cadeia de produção da empresa norte-americana, incluindo uma fábrica chinesa, que empregava 74 crianças com menos de 16 anos.

 

Só no ano passado foram detectados 106 casos de trabalho infantil na cadeia de fornecimento da Apple, diz o mesmo relatório, citado pelo jornal Guardian.

 

Este relatório surge após suicídios de funcionários na fábrica da Foxconn, fornecedora da Apple em Taiwan, onde são montados aparelhos como o iPad e o iPhone.

 

A auditoria anual da Apple – que analisou 400 fornecedores – detectou crianças em 11 fábricas que participam na montagem de produtos da empresa norte-americana. Algumas delas foram recrutadas com recurso a documentos falsos.

 

O relatório refere ainda outras práticas ilegais, como testes de gravidez obrigatórios ou trabalhadores verem os seus salários confiscados para pagar às empresas de recrutamento.

 

A Apple quebrou o contrato com a empresa chinesa que empregava as 74 crianças.

 

O director-executuvo Tim Cook tinha qualificado o trabalho infantil como algo “detestável” e prometeu erradicar esta prática nos fornecedores da empresa.

 

Noticia do Público

publicado por olhar para o mundo às 13:23 | link do post | comentar
Sábado, 12.01.13

Sabe o que o seu filho anda a comprar no iPhone ou no iPad?

Sabe o que o seu filho anda a comprar no iPhone ou no iPad?

Um gráfico do jogo Smurf Village DR

 

Multiplicam-se casos de pais que receberam contas astronómicas depois de terem descarregado aplicações e deixado os filhos brincar com os aparelhos logo de seguida. É que estes podem fazer compras durante 15 minutos sem que lhes seja pedida qualquer palavra-passe ou código.

 

O aviso vem do Reino Unido mas é útil para todos os que já se renderam às novas tecnologias da Apple. Especialistas em controlo parental estão a alertar os pais para que tenham cuidados redobrados quando deixam os seus filhos brincar no iPhone e no iPad, para evitarem surpresas desagradáveis quando virem a conta bancária.

 

Vários sites que ajudam os pais a controlar o acesso dos seus filhos a conteúdos impróprios têm tido conhecimento de muitos casos de pais que receberam contas no valor de 600 euros ou mais, depois de os filhos terem feito compras através das aplicações (in-app purchases – IAPs) enquanto jogavam no iPhone ou no iPad jogos como Playmobil PiratesCoin Dozer e Racing Penguin.

 

Isto acontece porque quando as crianças tentam explorar novas áreas de um jogo ou querem armas mais avançadas para evoluir nas personagens, é-lhes oferecida a possibilidade de as comprar através de um clique.

 

“Sabemos de casos em que os pais receberam contas de centenas de libras, uma vez que as aplicações estão muitas vezes ligadas aos dados dos seus cartões através do iTunes. Muitas vezes o dinheiro não é debitado logo e só dias depois descobrem que lhes foi cobrado esse valor”, explica Siobhan Freegard, fundador do Netmums, um site de controlo parental, citado pelo jornal britânico Guardian.

 

O cantor, compositor, bailarino e actor norte-americano Chris Brown é um dos que já tiveram que pagar a factura de deixar o seu filho de seis anos brincar com estes aparelhos. O artista comprou o jogo Smurfs Village para o filho e poucos dias depois descobriu que lhe tinham saído da conta cerca de 195 euros. “Primeiro pensei que a conta tinha sido alvo de um ataque informático, mas quanto fui à minha conta na Apple vi que me tinham cobrado 160 libras em créditos para o Smurf Village”, diz Chris Brown.

 

O filho do actor comprou os créditos através da janela que ficou activa durante 15 minutos enquanto ele jogava o jogo. “Contactei a Apple e descobri que não era o único pai ingénuo no mundo. É uma situação recorrente e a Apple recusou dar qualquer tipo de reembolso”, afirma.

 

Depois deste episódio, Brown aprendeu a lição: desactivou a opção para comprar através das aplicações, restringindo o acesso às IAPs. É isso que recomendam os especialistas em controlo parental.

 

A legislação permite que, depois de os utilizadores escreverem o código do seu cartão para comprar um produto, fique activa durante 15 minutos uma janela que lhes permite fazer novas compras sem voltar a escrever o código.

 

Ou seja, se os pais fizerem download de uma aplicação no iPhone ou no iPad e deixarem que os filhos usem os aparelhos logo de seguida, estes podem fazer compras livremente durante 15 minutos, até que lhes seja pedido o código novamente.

 

“Os criadores das aplicações não são muito altruístas”, ironiza Spencer Whitman, da AppCertain, uma empresa que trabalha com os sistemas de protecção das aplicações. O que acontece é que, muitas vezes, os jogos são gratuitos numa primeira fase, mas depois é preciso pagar para continuar a jogá-los, ou para evoluir no jogo, o que é tentador para as crianças.

 

Os analistas da Gartnet estimam que as IAPs representem 41% das receitas das aplicações em 2016 – em 2012 representaram 10%.

 

A Apple defende-se: “Todos os aparelhos iOS têm formas de controlo que dão aos pais a possibilidade de restringir o acesso a conteúdos, como o acesso à Internet e a conteúdo impróprio para menores”. Os pais, ou todas as pessoas que sejam responsáveis pelas crianças que podem aceder a estes aparelhos, devem desligar os IAPs e escolher a opção que exige uma palavra-passe para voltar a ligar aquela função, nas definições dos iPhones e dos IPad.

 

Retirado do Público

publicado por olhar para o mundo às 19:20 | link do post | comentar
Sábado, 08.09.12

O Kindle Fire HD quer estragar o jantar de Natal da Apple

<p>O Kindle Fire HD vai ser posto à venda na próxima semana</p>

O Kindle Fire HD vai ser posto à venda na próxima semana

 

A Amazon apresentou o Kindle Fire HD, umtablet que está a ser visto por muitos analistas como um forte concorrente do iPad. As características podem não ser as melhores do mercado, mas um ecrã de alta definição, o acesso a milhões de livros, filmes e aplicações e, sobretudo, a diferença de preço em relação à estrela da Apple, podem deixar uma bela prenda no sapatinho da Amazon este Natal.

 

Sempre que um novo gadget é anunciado, as atenções voltam-se para as características técnicas. O processador é dual-core ou quad-core? "Quantos gigas é que isso tem?" O ecrã é HD? "O quê, não tem entrada para cartões de memória?"

A verdade é que os consumidores deste tipo de tecnologia podem estar descansados: com mais ou menos píxeis, com mais ou menos capacidade de processamento ou com mais ou menos horas de vida após a bateria ter atingido a sua capacidade máxima, os melhoressmartphones e tablets oferecem mais ou menos a mesma experiência de utilização em termos de desempenho. Em suma, ninguém vai perder um avião só porque o processador do seu tablet tem 1.0GHz e não 1.3GHz.

Mas como estas coisas ainda importam, aqui ficam algumas das características do Kindle Fire HD: há uma versão com um ecrã de 7 polegadas (178 mm) e uma versão com um ecrã de 8.9 polegadas (226 mm) – em comparação, o ecrã do iPad 3 tem 9.7 polegadas (246 mm).

A primeira tem um processador dual-core a 1.2GHz e uma resolução de 1280x800; a segunda é mais robusta, com um processador dual-core a 1.5GHz e uma resolução de 1920x1200. Comuns a ambas as versões são a incorporação de duas antenas Wi-Fi – que a Amazon reclama serem capazes de melhorar a eficácia em 40% em relação ao iPad 3 – e de dois altifalantes estéreo Dolby Digital Plus.

Ambas têm modelos de 16GB e de 32GB. Vão ser postas à venda através da Amazon.com a partir de 12 de Setembro, a preços que variam entre os 199 dólares (7 polegadas e 16GB) e os 369 dólares (8.9 polegadas e 32GB). Para mais tarde fica o lançamento de uma versão com acesso 4G, com 32 GB ou 64GB de memória (499 dólares e 599 dólares, respectivamente), que em tudo o resto é igual à versão Wi-Fi de 8.9 polegadas. No site da Amazon podem ser consultadas todas as especificações técnicas.

Ecossistema vs. processadores

Desde que a Apple lançou o iPhone, em 2007, as restantes marcas têm vindo a aperceber-se de que a aposta deve centrar-se no ecossistema, ou seja, na qualidade dos serviços e dos produtos a que os utilizadores podem aceder através dos seus equipamentos. São exemplos disto o iPad e a loja de aplicações App Store e o Kindle Fire e a loja da Amazon.

O novo tablet tem muitas das melhores características de campeões como o iPad, o Galaxy Tab ou o Nexus 7, mas tem um trunfo que está a levar muitos analistas a apostarem no Kindle Fire HD como uma jogada de mestre da empresa fundada por Jeff Bezos.

Num comentário enviado ao PÚBLICO, o analista português Francisco Jerónimo, da International Data Corporation, afirma que a Amazon "deu uma importante lição a toda a indústria da electrónica de consumo".

"A Amazon anunciou não só um excelente tablet do ponto de vista do hardware, mas embrulhou-o em excelentes serviços e conteúdos, que melhoram significativamente a experiência dos utilizadores, a um preço que vai tornar, pela primeira vez, o segmento dostablets de boa qualidade acessível ao mercado de massas", afirma o especialista.

Randy Hellman, analista da empresa norte-americana Bovitz, também recebeu o novo Kindle com entusiasmo: "Em poucas palavras, o Amazon Kindle Fire HD elimina toda a competição à excepção da Apple", cita o site da revista Wired.

Do ponto de vista dos especialistas, o sucesso do Kindle Fire HD parece estar garantido, mas quase todos salientam que o iPad continuará a ser visto como o rei dos tablets. "Devido à quantidade de aplicações do [sistema operativo] iOS e do ecossistema da Apple, não considero que o iPad esteja sob uma grande ameaça. Mas a Apple não deve assumir uma atitude complacente", escreveu no Twitter o analista Michael Gartenberg, da empresa Gartner. Noutro tweet, Gartenberg aponta o caminho que as grandes marcas devem seguir, se quiserem, de uma vez por todas, dar luta à Apple: "Qual é a lição da Amazon? Não tentem ser quem não são. O que está a funcionar para a Amazon é deixar que a Amazon seja a Amazon."

O analista Francisco Jerónimo não tem dúvidas: "Todos os fabricantes de smartphones e detablets têm de olhar com muita atenção para a revolução que a Amazon está a protagonizar. Com o lançamento do Kindle Fire HD, a Amazon apresenta finalmente um equipamento que realça "a importância que tem para a empresa desenvolver um ecossistema."

Os títulos dos principais sites de tecnologia e agências noticiosas não pouparam elogios à nova estrela do mundo dos gadgets: "Com o Kindle Fire HD, a Amazon desafia a Apple no seu próprio campo" (Wired); "A Amazon desafia o iPad com o novo tablet Kindle Fire" (AFP); "O Kindle Fire HD pode chamuscar o iPad" (CNET). Mesmo os mais cautelosos não conseguem afastar definitivamente a comparação entre o novo Kindle e o iPad: "Por que o Kindle Fire HD não vai prejudicar muito a Apple... por enquanto" (CNBC). 

 

Noticia do Público

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