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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

10
Dez12

Antigo guarda-redes do Nápoles assume que viciou resultado

olhar para o mundo

Antigo guarda-redes do Nápoles assume que viciou resultado

Matteo Gianello admitiu que manipulou o resultado de um jogo do campeonato italiano de 2010.

O Nápoles poderá ser penalizado com a subtracção de dois pontos, depois de um antigo guarda-redes da equipa azzurri ter admitido, nesta segunda-feira, que participou na manipulação de um resultado de um jogo em 2010.

 

Perante os responsáveis do comité disciplinar da Federação Italiana de Futebol (FIGC), o guardião Matteo Gianello assumiu que viciou o resultado do jogo entre a Sampdoria e o Nápoles, a 16 de Maio de 2010, e que terminou com a vitória da equipa de Génova, por 1-0.

 

Nesse encontro da última jornada do campeonato, a Sampdoria garantiu o quarto lugar e o acesso à Liga dos Campeões da temporada seguinte.

Por ter colaborado com a FIGC, o organismo decidiu reduzir a suspensão de Matteo Gianello para 16 meses.

 

Na mesma audiência, Paolo Cannavaro, actual capitão do Nápoles, o defesa Gianluca Gava e responsáveis da emblema napolitano negaram qualquer envolvimento em manipulação de resultados.

 

Actualmente, o Nápoles ocupa o terceiro lugar da Série A, com 33 pontos, menos cinco que a Juventus, que lidera.

 

Já esta temporada quatro equipas foram punidas com redução de pontos, depois de ter sido provada a existência de manipulação de resultados. O Siena perdeu seis pontos, a Atalanta ficou sem dois e Sampdoria e Torino, ambos, sem um.

 

Noticia do Público

12
Set12

Hóquei em patins, Portugal vence Itália no Europeu

olhar para o mundo

Portugal venceu nesta terça-feira a Itália, por 3-0, e igualou a Espanha na liderança do Campeonato da Europa de hóquei em patins 2012, que se realiza em Paredes.

Jorge Silva foi uma das figuras do encontro que encerrou o terceiro dia de competição, ao inaugurar o marcador, aos 22 minutos, com um remate cruzado, permitindo a Portugal "desmontar" a estratégia de contenção italiana e dando a tranquilidade necessária à equipa para ir à procura de um resultado mais folgado, como se verificou.

O "passeio" de Espanha frente à Inglaterra (vitória por 21-1), no jogo anterior, pressionava Portugal a vencer a Itália, para continuar a partilhar a liderança do campeonato, e o "cinco" luso procurou assumir cedo o domínio do encontro.

Acusando alguma ansiedade, que levou a que fossem acumuladas quatro faltas nos primeiros cinco minutos, Portugal alternava o jogo interior com o exterior, mas a Itália, bem posicionada, não dava espaços e bloqueava as tentativas de remate, sobretudo de Reinaldo Ventura.

Com as duas formações a conseguirem "anular-se", mesmo nos livres directos (Ambrosio e Reinaldo Ventura foram vencidos pelos guarda-redes contrários aos oito minutos), foi em contra-ataque que Portugal "espreitou" o golo, mas o remate de Jorge Silva foi devolvido pelo ferro da baliza de Barozzi.

Bem diferente teve o destino do remate do mesmo Jorge Silva, praticamente no reatamento, dando a primeira vantagem no jogo a Portugal, que, um minuto depois, ampliaria o resultado por Ricardo Barreiros, na cobrança de um livre directo.

No mesmo minuto, a Itália falhou a possibilidade de reentrar no jogo, quando o guarda-redes Ricardo Silva parou o remate de Motaran, num livre directo.

Com o resultado favorável para gerir, Portugal, apoiado por um pavilhão lotado, ainda chegou ao terceiro golo, apontado por Reinaldo Ventura, aos 28 minutos.

Após ultrapassar com sucesso este primeiro grande teste, parece confirmar-se a ideia inicial de que a decisão do campeonato será conhecida no último jogo da prova, entre Portugal e a campeã em título Espanha, marcado para sábado.


Noticia do Público

04
Jul12

O FUTEBOL «MORREU» FAZ AMANHÃ TRINTA ANOS

olhar para o mundo

«Acabou o futebol». A frase foi guardada e repetida por Valdir Moraes, adjunto de Telê Santana, o «arquiteto» da fabulosa seleção do Brasil de Zico, Falcão e Sócrates, no momento em que esta caía aos pés do futebol defensivo da «Squadra azzurra» e da frieza dos golos de Paolo Rossi, em pleno Estádio Sarriá, em Barcelona. 


A data de 5 de julho de 1982 marca o início de uma nova era. Até então, o «escrete» encantava, com uma defesa permeável, mas com um ataque que demolia os adversários com toques de fantasia. As vitórias sucessivas sobre a União Soviética (2-1), Escócia (4-1), Nova Zelândia (4-0) e, particularmente, sobre a Argentina (3-1), deram corpo à lenda do «futebol-arte», com um total de treze golos, cada um mais bonito do que o outro.

O Brasil chegava ao jogo com a Itália como grande favorito, mas, a 5 de julho, uma segunda-feira, «fatídica» para a história, acabou desarmado pelo pragmatismo da equipa de Enzo Bearzot. Bastava um empate para a equipa de Telê Santana chegar às meias-finais, mas foi a Itália que marcou primeiro, com uma cabeçada de Rossi, um nome que os brasileiros não vão esquecer. 

Com a derrota do Brasil diante da Itália no Mundial-82 (2-3)Sócrates, um tributo à arte do futebol

Zico e Sócrates construíram o empate, com conclusão do doutor, mas a Itália chegaria ao intervalo em vantagem, com Rossi, outra vez ele, a aproveitar uma falha de Toninho Cerezo. O empate só chegou a vinte minutos do final, com uma «bomba» de Falcão. O 2-2 chegava, mas não durou mais de cinco minutos, o tempo que Rossi, na sequência de um canto, demorou para chegar ao seu terceiro golo. Foi nesse momento que Valdir Moraes ouviu a simbólica frase: «Olhávamos perplexos para o campo e os espanhóis ao meu lado não acreditavam naquilo. Eles comentavam entre si: "Acabou o futebol"». 

Sócrates, uma das grandes figuras desta equipa, faleceu a 4 de dezembro de 2011, vítima de um choque-séptico. No decorrer do Mundial-82, o «doutor» escrevia um «diário da Copa» que era publicado na revista «Placar». Fica aqui a última, que dá conta da frustração da derrota diante da Itália: «Estou profundamente triste, sem forças para explicar nada, para escrever... Agora, nesta última página do meu diário da Copa, deixo apenas dois momentos que vivo: a frustração intensa, talvez a maior da minha vida, por não conquistar o título que eu, no íntimo, alimentava tanto. E também a frustração de não ter mais uma semana de trabalho neste diário, que eu queria que terminasse com a seguinte frase: "Obrigado, torcida. Somos campeões"». 

Veja o resumo de um dos jogos mais comentados da história do futebol: 
 

 

Retirado do Push

 

01
Jul12

Espanha campeã da Europa ao golear a Itália, 4-0

olhar para o mundo

espanha goleou a itália

Viena, Joanesburgo e Kiev, a história a vermelho e amarelo

 

Em 2008, em Viena, marcou Fernando Torres. Alemanha KO. Em 2010, em Joanesburgo, Iniesta desempatou no prolongamento. Holanda KO. Em Kiev, os espanhóis foram gulosos e escreveram uma história inédita no futebol com uma goleada frente a uma incapaz selecção da Itália. David Silva, Jordi Alba, Fernando Torres e Juan Mata marcaram os golos numa final onde o domínio espanhol não deixou dúvidas a ninguém. O mundo rendeu-se, mais uma vez, à Roja.

 

Há quatro anos e 10 dias, no Ernst-Happel-Stadion, em Viena, Fàbregas marcou a grande penalidade que qualificou a Espanha. O adversário era a Itália, Buffon foi batido e os espanhóis garantiram o acesso às meias-finais do Euro 2008. O resto é o início de uma história de sucesso: meia dúzia de dias depois, a Roja voltou a casa com um título que lhe escapava há 44 anos. Ninguém colocou em causa a justiça do triunfo da equipa de Luis Aragonés, o mundo rendia-se ao “tiqui-taca”. Dois anos depois, na África do Sul, já com uma cara nova no banco (Vicente del Bosque), surgiram as primeiras críticas. Uma derrota contra a Suíça, muitos sofridos 1-0. Mas a Espanha regressou de Joanesburgo com um inédito título mundial. Em Kiev, o ciclo completou-se.

A Itália voltou a estar no caminho da Roja, a selecção que, neste Euro 2012, a imprensa transalpina rotulou de “aborrecida”. A resposta de Xavi, Iniesta, Casillas e companhia foi dada em campo. Há noventa e dois anos que os espanhóis não venciam os italianos em jogos oficiais. Nunca nenhuma selecção tinha conquistado três grandes títulos consecutivos. Dino Zoff detinha o recorde do guarda-redes que mais minutos manteve a sua baliza inviolada num Europeu. Tudo isso passou a ser história no futebol. Uma história escrita a vermelho e amarelo.

No jogo de estreia das duas selecções na prova, na Arena Gdansk, Del Bosque surpreendeu ao colocar Fàbregas como “falso nove”. Do outro lado, Cesar Prandelli também inovou. A Itália estava “pessimista”, carregava nos ombros uma humilhante derrota contra a Rússia, por 0-3, e um cheirinho a catenaccio, com um sistema de três defesas, não podia chocar ninguém. Mas o jogo mostrou uma Squadra Azzurra corajosa e uma Roja presa numa teia bem montada.

Precisamente três semanas depois, Del Bosque, depois de testar Fernando Torres e Negredo, voltou à fórmula inicial e acabou o Euro exactamente com o mesmo “onze” com que começou. As diferenças estavam no campo oposto. Embalados por uma competição sempre em crescendo, os azzurri foram exorcizando os fantasmas que os perseguiam e, após a autoritária exibição frente à laxista selecção alemã, voltaram a defrontar um candidato olhos nos olhos. Mas se na meia-final de Varsóvia a Itália pouco tinha a perder, desta vez era uma final. E as finais não se jogam, ganham-se.

O jogo mostrou uma Espanha que não queria deixar escapar por entre os dedos uma oportunidade única. Nos primeiros cinco minutos os azzurri ainda se mostraram audazes, mas aos nove os adeptos espanhóis já gritavam “olé” e, aos 14’ já estavam a ganhar: Xavi-Iniesta-Fábregas-Silva. Tudo simples, tudo perfeito, bola de cabeça no fundo da baliza. Contra a Alemanha a Itália tinha resistido ao impacto inicial, desta vez não. E nunca tinha estado em desvantagem neste Euro. A reacção até foi boa, mas Casillas estava decidido a tirar o recorde de Zoff (494 minutos sem sofrer golos) e evitou o empate aos 16’, 27’, 29’ e 33’. Ao desperdício azul, a Roja respondeu com cinismo: minuto 41, contra-ataque, assistência à Xavi, golo de Jordi Alba. A Bella Italia estava finitta.

E a segunda parte acabou por ser penosa para os italianos. Aos 61’, com a lesão de Motta, os italianos ficaram reduzidos a 10 jogadores (Prandelli já tinha feito as três substituições) e a Espanha aproveitou para banquetear-se. Aos 84’ Torres, que tinha entrado aos 75’, fez o 3-0 — mais uma assistência de Xavi — e, quatro minutos depois, foi a vez de o avançado do Chelsea oferecer um presente a Juan Mata. Tudo simples, tudo fácil, nada aborrecido, numa história escrita a vermelho e amarelo.


Positivo

Xavi
A UEFA atribuiu a Iniesta o prémio de melhor jogador em campo, mas Xavi merecia sair da final de Kiev com essa distinção. Aos 32 anos, o médio do Barcelona teve altos e baixos — contra Portugal não foi tão influente como é hábito —, mas frente aos italianos, num confronto particular com Pirlo, o número 8 da Roja esteve ao seu nível. Preponderante na batalha a meio-campo, Xavi estendeu a passadeira para Alba e Torres, que frente a Buffon não tiveram dificuldades para marcar.Iniesta
O prémio de melhor jogador do Euro 2012 não lhe vai escapar. Foi considerado em três partidas o “homem do jogo” e fez um grande Europeu.

Jordi Alba
O golo que marcou é um prémio merecido. Foi uma das revelações da prova e resolveu de vez o problema que a Espanha tinha no lado esquerdo da defesa. Agora segue-se o Barcelona.

Casillas
Apenas sofreu um golo, no primeiro jogo contra a Itália, e muito do mérito da vitória da Espanha no Euro 2012 é do guarda-redes do Real Madrid.


Negativo

Cassano
Contra a Alemanha desequilibrou, desta vez desiludiu. O avançado do AC Milan passou ao lado do jogo e acabou substituído ao intervalo. Ameaçou calar os espanhóis que lhe tinham chamado “gordo”, mas deu-se mal.

UEFA
Uma final com bastantes cadeiras vazias é apenas mais uma prova de que, ao contrário do que afirmou Michel Platini, nem tudo foi “perfeito” neste Europeu. Na Polónia tudo correu relativamente bem, mas na Ucrânia os adeptos depararam-se com inúmeros problemas.


Ficha de jogo:

Espanha: Iker Casillas, Piqué, Sergio Ramos, Arbeloa, Jordi Alba; Iniesta (Juan Mata 87'), Xavi Hernández, Cesc Fàbregas (Fernando Torres 75'), Xabi Alonso, Busquets, David Silva (Pedro Rodriguez 59').

Suplentes: Valdés, Reina, Albiol, Martínez, Juanfran, Cazorla, Navas, Rodríguez, Torres, Negredo, Mata, Llorente.

Itália: Buffon, Chiellini (Balzaretti 21'), Abate, Barzagli, Bonucci; Marchisio, De Rossi, Montolivo (Thiago Motta 57'), Pirlo; Balotelli, Cassano (Di Natale 46'). 

Suplentes: Sirigu, De Sanctis, Maggio, Ogbonna, Balzaretti, Motta, Giaccherini, Diamanti, Nocerino, Di Natale, Borini, Giovinco.

Golos: David Silva (14'), Jordi Alba (41'), Fernando Torres (84'), Juan Mata (88')

Árbitro: Pedro Proença (Portugal)

Acção disciplinar: Amarelo para Piqué (25'), Barzagli (45')

Estádio: Olímpico de Kiev (Ucrânia)

Assistência: 63.170 espectadores

 

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