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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

13
Mai13

Governo japonês atribui bolsas de estudo a portugueses

olhar para o mundo

Estudantes

Bolsas para mestrado, investigação ou curso profissional no Japão disponíveis para portugueses. Até 21 de Junho

O Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia do Japão está a recrutar licenciados portugueses que queiram realizar um projecto de investigação, um mestrado, um doutoramento ou um curso superior profissional em universidades do país.

 

O programa de bolsas não tem um número definido de vagas ou cursos disponíveis. O processo assemelha-se àquele que um estudante teria de fazer no seu próprio país de origem. Ou seja, escolhe uma área de estudo, a instituição que gostaria de frequentar e candidata-se.

 

A bolsas atribuídas incluem todas as despesas com propinas, inscrição e viagens, bem como uma remuneração mensal, de 143 000 ienes (cerca de 1098 euros) para bolseiros de investigação, 144 000 ienes (cerca de 1106 euros) para alunos de mestrado ou curso superior profissional, e 145 000 ienes (cerca de 1113 euros) para alunos de doutoramento.

 

Candidaturas até 21 de Junho

Os interessados devem apresentar, até 21 de Junho, o boletim de inscrição, certificado de licenciatura, carta de recomendação e restante documentação exigida no regulamento junto da Embaixada do Japão. Depois deverão ainda fazer uma entrevista e um exame em japonês. Ainda que o domínio da língua japonesa não seja exigido, a realização do exame é obrigatória, sendo ainda possível fazê-lo também em inglês.

 

Mediante os resultados desta primeira fase, a Embaixada do Japão e o Governo Português fazem uma selecção preliminar dos candidatos. Os escolhidos deverão então contactar universidades e envidarem esforços para obter uma carta de admissão. A selecção final dos bolseiros, bem como a escolha da universidade onde serão colocados cabem às autoridades japonesas.

 

A data de partida é diferente para os diferentes cursos e instituições, mas todas têm vista a frequência durante o ano lectivo de 2014. As bolsas de investigação terminam em 2016, e as restantes no final do curso.

 

Os bolseiros que não falam japonês terão direito a um curso intensivo da língua nos primeiros seis meses, e só começam os estudos quando este terminar. No caso de não conseguirem resultados satisfatórios, perdem o direito à bolsa.

 

O regulamento, bem como morada e contactos, podem ser consultados online na página da Embaixada do Japão

 

Retirado do P3

15
Jan13

Morreu Nagisa Oshima, o director de O império dos sentidos

olhar para o mundo

Morreu Nagisa Oshima, um dos grandes cineastas do corpo

O realizador de O Império dos Sentidos e Feliz Natal, Mr. Lawrence, um dos mais importantes nomes do cinema japonês do século XX, morreu num hospital de Kanagawa, a sul de Tóquio.

 

O realizador japonês Nagisa Oshima morreu esta terça-feira aos 80 anos na sequência de uma pneumonia, noticiam os meios de comunicação japoneses. A televisão pública japonesa NHK precisa que o cineasta morreu num hospital em Kanagawa, a sul de Tóquio.

 

"O meu pai morreu tranquilamente", disse à AFP o seu filho mais novo, Arata, precisando que o cineasta se encontrava internado desde o ano passado e que faleceu rodeado pela família, entre os quais a mulher, Akiko.

 

A primeira longa-metragem de Oshima foi Uma Cidade de Amor e Esperança(Ai to Kibo no Machi), de 1959, tendo logo aí firmado uma temática que iria percorrer a sua obra: os deslocados, as personagens mal amadas e à margem de uma sociedade. Já Feliz Natal, Mr. Lawrence, um filme de guerra protagonizado por David Bowie, que interpreta um prisioneiro britânico num campo japonês, e pelo compositor Ryuichi Sakamoto, que veste a pele de um militar japonês que dirige o campo, mereceu a Nagisa Oshima a entrada a concurso para a Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1983. Seria o seu único filme em inglês, onde o realizador tenta resgatar a memória do comportamento do Japão na Segunda Guerra Mundial. O filme explora a relação homoerótica entre Bowie e Sakamoto, contando ainda com a presença do actor e realizador Takeshi Kitano.

 

Nascido a 31 de Março de 1932 em Quioto, no meio de uma família aristocrática e tradicional, Nagisa cedo se interessou por causas estudantis e por política. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Quioto, onde liderava actividades estudantis de esquerda, e especializou-se em História Política. Mais tarde, tornou-se crítico de filmes e editor da revista de cinema Eiga Hihyo. Foi nos estúdios Shochiku que aprendeu a filmar, trabalhando como assistente de realização. 

 

Nagisa Oshima foi um dos nomes-chave da “nova vaga” japonesa conhecida como nuberu bagu, iniciada em finais dos anos 1950 por uma geração de jovens realizadores que trabalhava dentro do sistema de estúdios nipónico, da qual faziam igualmente parte Shohei Imamura, Kaneto Shindo, Masahiro Shinoda ou Seijun Suzuki. A carreira dos velhos mestres acabava, o cinema era cada vez mais ameaçado pela televisão, um novo público chegava às salas e os velhos estúdios não tinham como não acolher a "revolução" – tal como aconteceria na América à "nova Hollywood".

 

Depois da sua estreia na longa-metragem em 1959 com Ai To Kibo No Machi,Oshima assinou durante os dez anos seguintes 17 das suas 26 longas-metragens, tornando-o num dos mais prolíferos cineastas de uma década fértil em convulsões na arte e na sociedade nipónica. A que Oshima respondeu, em filmes como O EnforcamentoNoite e Nevoeiro no Japão ou Cerimónia Solene, como ferozes investidas contra a sociedade burguesa, armadas de sexo e política.

 

Experimentalista formal incansável e iconoclasta assumido que disse em tempos odiar tudo no cinema japonês, Oshima abandonou os estúdios Shochiku onde iniciara carreira na sequência da controvérsia levantada porNihon no Yoru to Kiri (Noite e Nevoeiro no Japão, 1960). Esta sátira da política japonesa foi retirada de exibição pela companhia, preocupada que o filme tivesse incentivado o assassínio de um político por um membro da extrema-direita. Oshima estabeleceu-se então independentemente e partiu para uma carreira marcada pelas reviravoltas estilísticas. Para Ninja Bugei-cho (Bando de Ninjas, 1967) sonorizou quadradinhos de um popular mangade época; Shinjuku Dorobo Nikki (Diário de um Ladrão de Shinjuku, 1969) construía-se como uma colagem godardiana de ficção, improvisação, documentário e found-footage.


Se os críticos e estudiosos consideram a sua produção dos anos 1960 como fulcral para a compreensão da sua carreira, a maioria destes filmes foi pouco vista fora do Japão e só começou a ser descoberta no Ocidente com o recente reacordar do interesse na história do cinema japonês.

 

Foram os últimos filmes de Oshima – as obras realizadas a partir de Cerimónia Solene (1971) – a valer-lhe a sua aclamação internacional: a co-produção britânica Feliz Natal, Mr. Lawrence (1983), com David Bowie, e o controverso díptico formado por O Império dos Sentidos (1976) e O Império da Paixão (1978, Melhor Realizador em Cannes). O seu último filme, Tabu, foi realizado em 1999, numa altura em que Oshima se encontrava já debilitado; dois AVC sofridos posteriormente impediram-no de voltar a filmar.

 

 

O escândalo em Portugal


E foi O Império dos Sentidos que lançou inesperadamente, pelo menos sob a forma de referência de cultura popular, Oshima para o mainstream português. Os anos 1990 tinham acabado de começar e a RTP programou a exibição de O Império dos Sentidos para uma noite do início de 1991. O erotismo do filme, focado na relação num crescendo obssessivo entre a prostituta Sada (interpretada por Eiko Matsuda) e o dono do bordel Kichizo (Tatsuya Fuji), gerou escândalo em Portugal e teve honras de primeira página dos jornais – na época, o arcebispo de Braga, D. Eurico Dias Nogueira, insurgiu-se contra a administração da RTP pela inclusão da obra na grelha do canal público, tendo ficado conhecida a sua frase sobre o visionamento de O Império dos Sentidos: "Aprendi mais em dez minutos deste filme do que no resto da minha vida". O humorista Herman José imortalizou o momento em que o país discutiu a obra e o seu cariz explícito num sketch do seu programa de fim de ano.  

 

Como escreveu Augusto M. Seabra, em 2008, é mais que lamentável que um tão grande cineasta – e seguramente com Fassbinder e Pasolini um dos grandes “cineastas do corpo” – tenha sido remetido para um virtual esquecimento, como se só houvesse a recordar, e porque “escandalosos”, O Império dos Sentidos e O Império da Paixão. O crítico do PÚBLICO escrevia a propósito da exibição pela Cinemateca de Noite e Nevoeiro no Japão, o quarto filme do realizador (depois de Contos Cruéis da Juventude e O Cemitério do Sol), afirmando que este foi a matriz da nuberu bagu, talvez a mais política de todas as “novas vagas” dos anos 60, por certo a mais radical na sua abordagem não só da política como da sexualidade. Noite e Nevoeiro no Japão é seguramente um dos grandes filmes políticos e um dos filmes mais marcantes dos anos 60.

 


 Retirado do Público

28
Ago12

Cinema, Curta-metragem de Regina Pessoa premiada no Japão

olhar para o mundo
"Kali, o pequeno vampiro" fechou uma trilogia de animação sobre a infância (DR)

A curta-metragem de animação “Kali, o pequeno vampiro”, da realizadora Regina Pessoa, foi premiado no Festival de Cinema de Animação de Hiroshima, que terminou na segunda-feira no Japão, informou o produtor Abi Feijó.

 

O filme, que integrou uma programação com cerca de 60 produções de todo o mundo, recebeu o prémio Hiroshima, de cerca de dez mil euros.

“Kali, o pequeno vampiro”, que foi exibido em antestreia em Abril no festival IndieLisboa, fecha uma trilogia de animação sobre a infância, juntando-se a “Noite” (1999) e “História trágica com final feliz” (2005), sendo este um dos filmes mais premiados de sempre do cinema de animação em Portugal.

“Kali, o pequeno vampiro, com desenho e gravura em computador, conta a história de um pequeno vampiro que não gostava de estar no escuro e queria ser como as outras crianças. Mas há um momento decisivo no encontro com outros meninos que mudará o modo dele de encarar o mundo.

“O filme fecha uma trilogia sobre a infância (...). Eu senti que tinha necessidade de fechar este tema com um filme em que o personagem consegue ser o que é”, afirmou a realizadora portuguesa, de 43 anos, à agência Lusa quando o filme passou no IndieLisboa.

A curta-metragem, que é uma co-produção entre Portugal, França, Canadá e Suíça, tem música original dos Young Gods e narração do actor Christopher Plummer na versão em inglês e do realizador Fernando Lopes na versão portuguesa.

Actualmente, Regina Pessoa prepara um novo filme de animação, “A contabilidade dos dias”, sobre o processo de envelhecimento.

 

Retirado do Público

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