Sexta-feira, 15.11.13

Cinema - Lance Armstrong, a verdade de uma mentira

Lance Armstrong, a verdade de uma mentira


Lance Armstrong, a verdade de uma mentira

Verdade ou mentira? Quem quis responder a esta questão foi Alex Gibney, realizador do documentário “A Mentira de Armstrong”, através de testemunhos reais e com a participação do próprio Lance. 

A estreia está marcada para o próximo dia 14 e promete questionar o público. 

Alex Gibney decidiu fazer um documentário que retratasse o regresso do ciclista à competição, apoiando-se na sua luta contra o cancro e nas suas sete vitórias consecutivas da Volta à França. 

O documentário tem início em 2013 com a declaração de Armstrong ao admitir que tinha tomado substâncias dopantes na sequência de investigações pelas autoridades judiciais e pela própria USADA, a agência antidopagem dos Estados Unidos. 


A declaração foi feita numa entrevista com Oprah Winfrey, chocando todos os fãs e apoiantes de Armstrong. 


O documentário é caracterizado por vários flashbacks, revelando testemunhos, a reacção dos média e imagens inéditas.

Armstrong negou durante muitos anos a sua relação com o doping, falando sobre o código omertà, a protecção que tinha, a sua fundação e a publicidade e a fama a que começou a estar sujeito.

O realizador tenta mostrar a ascensão de Lance baseada na mentira e, mais tarde, a sua queda que o tirou das competições desportivas. 

Utiliza planos muito detalhados, tentando captar, principalmente, o rosto e as mãos para observar as diferentes emoções dos intervenientes. 


O documentário termina com uma das declarações do ciclista, afirmando que nunca fez batota e que o mais importante foram as sete vitórias porque isso ninguém lhe tira. 


Carolina Gouveia


Retirado do HardMúsica

publicado por olhar para o mundo às 10:04 | link do post | comentar
Domingo, 10.03.13

Lance Armstrong, estrela de Hollywood?

Lance Armstrong, estrela de Hollywood?

A Warner Bros. e a Paramount Pictures estão a preparar dois filmes com a história do ciclista norte-americano.

 

Não há história que fuja às atenções de Hollywood. Quando em Janeiro, Lance Armstrong admitiu que venceu, recorrendo ao doping, as sete Voltas à França, quantas pessoas não terão pensado que o caso era digno de um filme? Pois bem, agora vai mesmo chegar aos cinemas. E não será apenas com um filme, mas dois.

 

Os dois grandes estúdios de Hollywood não querem perder a oportunidade de contar a história da ascensão e queda daquele que já foi o herói do ciclismo e, por isso, cada um terá o seu filme. Segundo o Deadline, a Warner Bros. adquiriu os direitos para avançar com o projecto mas a Paramount Pictures já tinha revelado a intenção de adaptar a história de Armstrong ao cinema.

 

A Warner Bros. tem o ciclista norte-americano Tyler Hamilton, colega de equipa de Armstrong e que também admitiu o uso de doping do seu lado; e a Paramount Pictures tem a jornalista Juliet Macur, autora do livro Cycle of Lies: The Fall of Lance Armstrong, do qual comprou os direitos para adaptar ao cinema.

 

Ainda não são conhecidos muitos detalhes de nenhum dos projectos mas, de acordo com o site Deadline, o filme da Warner Bros. será produzido por Charles Roven e Alex Gartner, da Atlas Entertainment, e o argumento vai ser da responsabilidade de Scott Z. Burns, argumentista do novo filme de Steven Soderbergh Efeitos Secundários.

 

A realização vai ficar entregue a Jay Roach, realizador de comédias comoAustin Powers ou Um Sogro do Pior. Além do cinema, o percurso de Roach ganhou destaque também na televisão, tendo vencido três Emmys com os filmes Recount (2008) e Game Change (2012), ambos sobre temas políticos.

 

O estúdio protegeu os direitos de Tyler Hamilton, garantindo assim que este não participará de forma alguma no filme da Paramount.

 

Por seu lado, a Paramount já garantiu o apoio na produção da Bad Robot, produtora de J.J. Abrams. E foi já a pensar neste filme que comprou os direitos do livro de Juliet Macur, jornalista que acompanhou a carreira de Lance Armstrong, especialmente nos últimos anos, desde a recuperação do cancro até à revelação final.

 

Cycle of Lies: The Fall of Lance Armstrong só chegará às lojas em Junho com o selo da Harper Collins, que em Novembro assegurou o projecto depois de ter pago um adiantamento à jornalista de cem mil dólares (cerca de 77 mil euros).

 

Mas estes não são os únicos projectos em curso. Alex Gibney, que em 2007 venceu o Óscar para o melhor documentário com Taxi to the Dark Side, já estava a trabalhar num documentário sobre o ciclista e as constantes acusações de uso de doping antes de tudo se ter descoberto.

 

A queda de Lance Armstrong aconteceu no início deste ano quando o próprio admitiu o uso de doping, depois de anos a negar. O ciclista contou, numa entrevista a Oprah, como ao longo destes anos conseguiu esconder e enganar toda a gente e pediu desculpa pelas suas acções.

 

Retirado do Público

publicado por olhar para o mundo às 21:40 | link do post | comentar
Quarta-feira, 16.01.13

Confissão de Armstrong coloca em risco futuro do ciclismo como desporto olímpico

Confissão de Armstrong coloca em risco futuro do ciclismo como desporto olímpico

Antigo ciclista pode enfrentar acusações de fraude e perjúrio nos Estados Unidos.

 

A admissão de que se dopou durante a carreira é um encontro com a verdade para Lance Armstrong. Mas a confissão do mítico ciclista pode deixá-lo a contas com a justiça americana e coloca mesmo em risco o lugar do ciclismo como modalidade olímpica.

 

“Podemos dizer: ‘olhem, vocês [ciclismo] têm um problema. Por que não sair [dos Jogos Olímpicos] durante quatro ou oito anos”, disse à Reuters Dick Pound, membro do Comité Olímpico Internacional (COI) e antigo presidente da Agência Mundial Antidopagem: “E quando pensarem que estão preparados para voltar, veremos se é boa ideia recolocar-vos no programa [olímpico].”

 

As declarações de Pound surgem depois de terem sido levantadas algumas dúvidas sobre a actuação da União Ciclista Internacional (UCI) no combate ao “doping” e de se ter sabido que a organização recebeu um donativo de 100 mil dólares de Lance Armstrong, em 2002 – a UCI negou que esse dinheiro tenha servido para esconder testes positivos do ciclista norte-americano.

 

Dick Pound disse mesmo que a única forma de o ciclismo se tornar “limpo” é saber que já não integra os Jogos Olímpicos e que tem ganhar o seu lugar de volta.

 

Além das possíveis implicações no ciclismo – Armstrong era o grande nome das últimas décadas –, o ciclista norte-americano fica agora à mercê da justiça norte-americana.

 

Os termos exactos da confissão de Armstrong na entrevista a Oprah Winfrey não são ainda conhecidos – o programa só é emitido na quinta-feira à noite nos EUA –, mas até a apresentadora já deu a entender que o ex-ciclista confessou ter recorrido a substâncias dopantes.

 

“Estou sentada aqui, porque já foi confirmado”, disse Oprah, numa entrevista ao programa matinal da CBS.

 

A apresentadora tinha um acordo com Armstrong para não revelar pormenores da entrevista realizada em Austin (Texas). No entanto, quando regressou a Chicago já grande parte dos órgãos de comunicação social americanos davam conta da confissão do ex-ciclista.

 

“As perguntas importantes que toda a gente no mundo inteiro queria ouvir foram feitas e respondidas. Fiquei satisfeita com as respostas”, contou Oprah que se confessou “atordoada” com algumas das respostas dadas por Armstrong na entrevista de duas horas e meia. “Foi certamente a entrevista mais importante que alguma vez fiz em termos de exposição”, acrescentou Oprah, dizendo que ambos ficaram esgotados. “Ele foi sério e preparou-se para este momento. E no fim, ficámos ambos exaustos.”

 

No plano pessoal, Armstrong pode vir a enfrentar diversas acusações judiciais nos Estados Unidos. O ciclista, que já foi banido do desporto e perdeu todos os títulos conquistados, já testemunhou, sob juramento, tendo negado sempre o recurso à dopagem.

 

“Tendo testemunhado sob juramento e negado todas as acusações, a confissão de Armstrong torna relativamente fácil provar acusações de perjúrio e obstrução da justiça”, disse à Reuters Andrew Stoltmann, um advogado de Chicago.

 

O mesmo advogado acrescentou que os antigos patrocinadores do ciclista podem processá-lo por danos à sua imagem.

 

A CBS, por outro lado, adiantou que Armstrong estará em conversações para devolver parte do dinheiro dos contribuintes americanos – a US Postal, onde correu durante anos, era a equipa dos correios dos EUA – e para testemunhar com outros envolvidos naquilo que a Agência Antidopagem dos Estados Unidos qualificou como “o mais sofisticado, profissionalizado e bem-sucedido programa de doping alguma vez montado no desporto”.

 

Outro advogado contactado pela AFP, Brian Socolow, diz que o Estado norte-americano pode reabrir o processo por fraude, arquivado no ano passado.

 

E Peter Keane, professor do Direito na Universidade de Golden State, acrescenta que o antigo campeão enfrenta grandes riscos. “Falo de dinheiro, de muito dinheiro, mas também de liberdade”, disse este especialista à AFP.

 

O Estado norte-americano patrocinou a US Postal com 30 milhões de dólares – adianta o Wall Street Journal – e, segundo peritos citados pela AFP, o Governo pode tentar recuperar o triplo deste montante.

 

Brian Socolow, por outro lado, considera provável que Armstrong e o Governo cheguem a um acordo, até porque “não teve muito sucesso em anteriores processos de perjúrio contra desportistas que confessaram o uso de doping”.

 

Retirado do Público

publicado por olhar para o mundo às 08:35 | link do post | comentar
Segunda-feira, 22.10.12

Armstrong o não campeão

Lance Armstrong perde as sete vitórias na Volta à França

O ciclista Lance Armstrong ficou sem as sete vitórias na Volta à França em bicicleta e nunca mais poderá voltar a participar em provas oficiais, decidiu nesta segunda-feira a União Internacional do Ciclismo (UCI, na sigla original).


O presidente da UCI, Pat McQuaid, foi muito duro com o norte-americano, afirmando que Armstrong "não tem lugar no ciclismo" e que o nome dele "merece ser esquecido".

Na prática, a decisão da UCI – que validou o processo da agência norte-americana de antidopagem – significa que Lance Armstrong perdeu todos os títulos desde 1 de Agosto de 1998 e não poderá voltar a participar em provas oficiais para o resto da vida.

O responsável da UCI pediu desculpa pelo facto de o organismo não ter conseguido "apanhar cada um deles em flagrante e expulsá-los do desporto naquela época" e reafirmou que não vai pedir a demissão.

"Quando assumi o cargo, em 2005, fiz da luta contra o doping a minha prioridade. Reconheci que existia uma cultura de doping no ciclismo. O desporto já percorreu um longo caminho desde então. Não tenho qualquer intenção de me demitir da presidência da UCI", afirmou Pat McQuaid.


Noticia do Público

publicado por olhar para o mundo às 20:54 | link do post | comentar
Sexta-feira, 19.10.12

UCI pronuncia-se na segunda-feira sobre o caso Armstrong

UCI pronuncia-se na segunda-feira sobre o caso Armstrong

Depois de a agência antidipagem norte-americana (USADA) ter denunciado práticas dopantes de Lance Armstrong durante boa parte da carreira, é a vez de a União Ciclista Internacional (UCI) se pronunciar sobre o tema. A decisão será comunicada na próxima segunda-feira, dia 22 de Outubro.


"O presidente da UCI, Pat McQuaid, vai transmitir a posição do organismo a respeito da decisão da USADA sobre o caso Armstrong", pode ler-se num comunicado divulgado esta sexta-feira. A agência norte-americana já invalidou todos os resultados desportivos do ciclista a partir de 1 de Agosto de 1998, uma decisão aplicável no território dos EUA, mas o alargamento dos efeitos dessa punição ao resto do mundo está dependente da UCI.

Em causa estão, concretamente, as sete vitórias de Lance Armstrong na Volta a França, entre 1999 e 2005. Vitórias que ficam em risco depois da denúncia da USADA acerca do "mais sofisticado, profissional e bem sucedido programa de dopagem jamais visto na história do desporto", levado a cabo na US Postal, antiga equipa de Armstrong.


Noticia do Público

publicado por olhar para o mundo às 18:28 | link do post | comentar
Quinta-feira, 11.10.12

Armstrong fez parte do "programa de doping mais sofisticado de sempre"

Armstrong fez parte do

Tem mais de 1000 páginas o relatório sobre Lance Armstrong e a sua antiga equipa que a Agência Antidopagem Norte-Americana (USADA) entregou ontem à União Ciclista internacional (UCI) e à Agência Mundial Antidopagem (WADA). Segundo aquela organização, os dados reunidos no extenso documento provam, "sem margem para dúvidas", que o antigo ciclista norte-americano e a US Postal "montaram o mais sofisticado, profissional e bem-sucedido programa de doping da história do desporto".


Esta conclusão foi anunciada num comunicado assinado por Travis Tygart, director da USADA, que acrescenta que as provas da culpa de Armstrong, que sempre negou as acusações, e da US Postal são "esmagadoras" e incluem depoimentos de 26 pessoas com conhecimento de causa, incluindo 15 ciclistas. Desse grupo, 11 são antigos companheiros de equipa do homem que venceu sete edições seguidas da Volta a França, de 1999 a 2005. 

Além destes testemunhos, o relatório inclui e-mails, cópias de pagamentos e resultados de testes de laboratório que, segundo a USADA - que também enviou o documento para a Federação Internacional do Triatlo, órgão que rege a modalidade a que Armstrong se dedicou nos últimos anos -, confirmam que o texano se dopou sistematicamente ao longo da sua carreira profissional.

Entre os 11 ex-colegas que admitem ter-se dopado e que também disseram que Armstrong se dopou, encorajou o uso de doping e administrou ele mesmo substâncias dopantes aos colegas estão alguns dos mais destacados corredores da sua geração, como Levi Leipheimer, Tyler Hamilton, Floyd Landis e George Hincapie. Os outros são Frankie Andreu, Michael Barry, Tom Danielson, Stephen Swart, Christian Vande Velde, Jonathan Vaughters e David Zabriskie. 

De resto, Hincapie, que nunca tinha admitido ter recorrido ao doping, confessou ontem que usou substâncias ilícitas para melhorar o rendimento. "Cedo na minha carreira profissional tornou-se claro que, devido ao uso generalizado de substâncias proibidas, não era possível competir ao mais alto nível sem elas", disse o único homem que acompanhou Armstrong em todas as suas sete vitórias no Tour, sublinhando, no entanto, que o uso de doping já não está impregnado na cultura actual do ciclismo.

"Lance Armstrong teve a mesma oportunidade de confessar e ser parte da solução", referiu Travis Tygart. "Mas rejeitou-a". No passado dia 23 de Agosto, Armstrong anunciou que não iria combater mais as acusações e a USADA rapidamente lhe retirou os resultados e títulos obtidos a partir de 1998, além de o ter afastado para toda a vida de qualquer competição oficial.

O castigo da USADA, contudo, só é válido para o território norte-americano e cabe à UCI privar ou não Armstrong, recordista de triunfos na Volta a França, dos seus sucessos na prova mais famosa do ciclismo. Há cerca de um mês, o presidente da UCI, Pat McQuaid, afirmou que não tinha intenção de contrariar a decisão da USADA, a não ser que o relatório oferecesse razões para o fazer.

Agora que o documento - do qual foram tornadas públicas 202 páginas - chegou finalmente às mãos da UCI tudo aponta para que, mais cedo ou mais tarde, Armstrong perca oficialmente os seus títulos. Um dos advogados do antigo ciclista, Timothy J. Herman, disse ontem ao New York Times que o relatório está baseado em "mentirosos em série, testemunhos coagidos e histórias motivadas por ameaças".


noticia do Público

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