Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

Porque há sempre muito para ver e para contar

As Coisas da Cultura

23
Jan17

“A Barriga da Baleia” na Biblioteca Municipal do Barreiro

olhar para o mundo

barriga.jpg

 

 

“A Barriga da Baleia” na Biblioteca Municipal

 

Realiza-se no próximo dia 28 de janeiro, pelas 11h00, a Animação da Leitura, seguida de oficina de expressão plástica “A Barriga da Baleia”, de António Jorge Gonçalves, pela atriz e mediadora de histórias Madalena Marques.

Mergulhamos nesta história, experimentando sons e movimentos e até canções. No fim, baleias em cartão precisam de uma mão.

Sinopse: Sari tem quatro anos e uns pais dorminhocos. Certa manhã, cansada de esperar que estes acordassem, decidiu partir com o seu amigo Azur numa aventura de barco para a terra-onde-nunca-ninguém-se-aborrece. De repente, uma grande onda lança-a para a boca de uma baleia. O que irá Sari encontrar dentro da barriga da baleia? Irá conseguir sair?

Público-alvo: crianças a partir dos 4 anos (famílias)

Duração: cerca de 1h30

Limite de inscrições: 15 famílias

Inscrições: 21 206 86 59. 

 

CMB 2017-01-19

06
Abr15

Livros Viajantes no Barreiro

olhar para o mundo

livros viajantes.jpg

 

 

LIVROS VIAJANTES NO BARREIRO

 

O conceito Boockrossing já chegou ao Concelho do Barreiro. A Câmara Municipal do Barreiro, através da Biblioteca Municipal do Barreiro, aderiu à iniciativa “para que todos os cidadãos se tornem leitores livres de compromissos de prazos de leitura, que sintam prazer em partilhar as suas leituras e opiniões sobre as obras que leem”.

 

Registe os seus livros em www.bookcrossing.com, coloque-lhes uma etiqueta com um número único (fornecido pelo site) e depois liberte-os numa das zonas oficiais do Barreiro, ou em qualquer outro sítio, para outros o encontrarem, lerem e passarem a novos leitores.

 

As zonas oficiais de libertação no Barreiro são:

» Biblioteca Municipal do Barreiro;

» Centro Hospitalar Barreiro/Montijo;

» Espaço J;

» Piscina Municipal do Barreiro;

» Piscina Municipal do Lavradio

» Santa Casa da Misericórdia do Barreiro;

» Unidade de Saúde Familiar do Lavradio

» Unidade Saúde Familiar de Santo António

 

Quando alguém encontrar o livro que registou e deixar uma mensagem no site sobre ele (journal entry), recebe uma notificação por mail. Assim, pode seguir as viagens dos seus livros pelo mundo.

 

CMB 2015-03-30

 

02
Jan13

Em Cuba, ler jornais, Dumas e Balzac dá direito a ser património nacional

olhar para o mundo

leitor numa fábrica de charutos em Cuba

 

Ler com os ouvidos. É o que fazem os operários das tabaqueiras de Havana. Cada fábrica tem um funcionário que lê para os colegas. Esta profissão já é património nacional. Agora, quer ser do mundo

 

Ganham a vida a ler em voz alta nas fábricas de charutos de Cuba. Lêem jornais, poesia, receitas de cozinha e romances eternos. Sem eles a rotina dos operários que passam os dias a enrolar folhas de tabaco não seria a mesma. De manhã, a imprensa diária, à tarde um clássico da literatura, de preferência com muito amor e intriga. Pelo meio pode haver o horóscopo da semana e até livros para ensinar a perder peso ou o último best-seller de Dan Brown. Escolham o que escolherem, os leitores são peça essencial na indústria tabaqueira da ilha dos irmãos Castro. A sua função é de tal forma importante que foi recentemente distinguida pela Comissão Nacional para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial de Cuba. E a candidatura a herança cultural da humanidade está já a ser preparada.

Os cubanos querem ver a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) reconhecer que esta profissão com 150 anos é única no mundo e que tem um papel importante na história e, sobretudo, na vida de Cuba. Não lhes basta que seja património nacional. "É bem verdade que os leitores são há muito tempo considerados uma parte chave da sociedade de Cuba e também da evolução de uma consciência política [na ilha]", diz ao PÚBLICO Antoni Kapcia, professor de História da América Latina na Universidade de Nottingham, fazendo a óbvia ligação que existe entre estes profissionais que chegaram às fábricas na segunda metade do século XIX e o movimento independentista, primeiro, e o revolucionário, depois.

É aos leitores desta indústria que se deve a politização dos trabalhadores do tabaco, que estavam, pelas mais variadas razões, entre a vanguarda política da Cuba do século XIX, "quer em termos de organização sindical e de actividade, quer em termos da radicalização dos ideais políticos", explica o especialista em história e cultura cubanas. Fiódor Dostoievski, Stendhal, Balzac, Victor Hugo, Emile Zola, William Shakespeare, Edgar Allan Poe, Herman Melville e Alexandre Dumas estão entre as leituras mais populares desde o século XIX, sempre complementadas pela informação fornecida pela imprensa diária.

Eram sobretudo os grandes romances como Madame Bovary, de Flaubert, ouOs Miseráveis, de Hugo, que ajudavam a alimentar a consciência social dos trabalhadores, diz Kapcia. "Como estavam ali sentados durante horas, a ouvir, era inevitável que neste grupo laboral, já predisposto a radicalismos - os empregados da indústria tabaqueira em todo o mundo sempre demonstraram uma propensão para a política radical -, a leitura continuada tivesse este efeito."

Quando a figura do lector de tabaquería nasceu, em 1865, só em Havana haveria mais de 500 fábricas de charutos com 15 mil operários, 85% dos quais analfabetos, escreve Bernardo Gutiérrez, na revista Qué Leer em 2005. É este jornalista que lembra que Compay Segundo, o mítico embaixador do son, que morreu em 2003, foi operário nas fábricas de tabaco da H. Upmann e da Montecristo por mais de 40 anos. Segundo dizia, tivera a melhor profissão do mundo, a única em que era possível ler enquanto se trabalhava. Hoje serão entre 250 e 300 os leitores nas fábricas de charutos cubanas e a sua função mantém-se inalterada.

Função política ou cultural?

Esta tradição, que se converteu num hábito social e cultural estruturante, alargou-se depois às fábricas de charutos na Florida, no México e até em Espanha, segundo o escritor e etnólogo Miguel Barnet. A origem da figura não reúne consenso, mas há quem defenda que a primeira fábrica a ter um leitor foi a El Fígaro e que o responsável pela criação do posto foi o jornalista e fumador inveterado Saturnino Martínez, que à data publicava La Aurora, um jornal destinado às classes operárias.

Cada fábrica tinha um pequeno estrado em madeira, bem visível a todos (hoje tem também microfone), onde o leitor se instalava. Muitas vezes a tribuna de leitura transformava-se em tribuna ideológica, o que incomodava os proprietários das fábricas e, sobretudo, o colonizador espanhol. "A princípio os proprietários opunham-se à ideia, mas acabaram por perceber que o leitor garantia um certo nível de paz industrial, já que os trabalhadores mais dificilmente entrariam em greve, se vissem algumas das suas exigências satisfeitas", acrescenta o historiador Antoni Kapcia. "As autoridades espanholas, no entanto, chegaram a banir esta prática em momentos de tensão política, como nas três rebeliões separatistas de 1868-78, 1879-80 e 1895-8."

Em 1898 a ilha tornou-se independente. Há já muito que os poemas e discursos de José Martí, um dos maiores intelectuais da América Latina que, depois de exilado para o continente em 1871, organizou nos Estados Unidos o Partido Revolucionário Cubano, eram lidos nas tribunas das fábricas, fazendo destes operários entusiastas - e esclarecidos - defensores da causa independentista. É Martí quem escreve que "a mesa de leitura de cada tabaqueira foi uma tribuna avançada da liberdade".

O leitor teve, então, uma função mais política do que cultural? O professor da Universidade de Nottingham divide-se para explicar que começou por ser essencialmente cultural e, depois, à medida que o século XX ia avançando, com a revolução a impor-se, tornou-se mais politizada. A par da poesia de García Lorca, do teatro de Shakespeare (Romeu e Julieta, sobretudo), das aventuras de Dumas (O Conde de Montecristo é ainda bastante popular), dos contos eróticos de Eduardo Zamacois e da filosofia de Nietzsche (Assim Falava Zaratustra), começaram a ler-se escritos sobre os planos quinquenais soviéticos e romances em que os heróis punham cobro a conspirações capitalistas.

Até à década de 1960, eram os próprios operários quem pagava o salário do leitor, que podia ser um deles. Faziam-no quer em dinheiro, quer produzindo uma quantidade superior de charutos para que o colega não tivesse de o fazer.

Num artigo que publica no jornal Granma, o órgão oficial do comité central do Partido Comunista Cubano, Miguel Barnet escreve que a figura do leitor contribui para melhorar a vida dos operários e a qualidade dos charutos que produzem (cada um faz em média 150 por dia, numa actividade manual que é extremamente delicada e que, por isso, exige grande concentração). "Com a leitura das obras dos grandes autores, [os tabaqueiros cubanos] conseguiram um tabaco de qualidade mais refinada", garante este autor. "Concentrados num romance, num poema ou num simples anúncio da secção de classificados, não olham nunca para o leitor, mas imprimem à folha de tabaco a paixão pelo que ouvem, pelas aventuras que vivem e os sonhos que sonham, para que o prazer dos que a fazem arder se converta em êxtase supremo."

Alguns dos trabalhadores (os poucos que tinham dinheiro para o fazer e que sabiam ler), incapazes de esperar pelos dias seguintes para saber o que tinha acontecido ao amargurado Edmond Dantés de Dumas ou ao nobre D. Quixote de Cervantes, compravam o romance, lembra o escritor. Outros, entusiasmados com as aventuras que os livros escondiam, decidiram aprender a ler e a escrever, fazendo dos funcionários das tabaqueiras a classe operária mais culta e informada da ilha.

"Sinto-me útil como pessoa, dando a cada operário um pouco de conhecimento e cultura", disse Gricel Valdes-Lombillo ao correspondente da BBC em Havana. Para esta antiga professora primária, que há 20 anos é leitora numa fábrica, os trabalhadores vêem-na como uma "conselheira, uma consultora cultural, e como alguém que percebe de leis, de psicologia e até de amor".

A leitura, garante, torna os dias melhores. E os romances, de tão importantes, viram algumas das suas personagens dar nomes a marcas de charutos que se tornaram famosas: Romeo y Julieta, Sancho Panza, Montecristo. O antigo Presidente cubano Fidel Castro, o histórico primeiro-ministro britânico Winston Churchill, o escritor e humorista Mark Twain, o psicanalista Sigmund Freud e o actor norte-americano Orson Welles são homens de livros e de charutos. Era Twain quem dizia: "Se não é permitido fumar no céu, não vou."

 

Retirado do Público

12
Set12

Mulheres escrevem e leem cada vez mais livros que abordam sexo e sexualidade

olhar para o mundo
Editora Paralela/divulgação
Desde que Cinquenta tons de cinza, de E. L. James, virou febre mundial e se transformou em um dos livros mais vendidos em todo o planeta, várias publicações com temática erótica passaram a ser lançadas ou mesmo relançadas. Toda sua, de Sylvia Day, também uma trilogia assim como Cinquenta tonsFalsa submissão, de Laura Reese; Uma sedução por semana, de Betty Herbert; eCinquenta tons de prazer, de Marisa Bennett, são alguns exemplos de obras que começam a conquistar os leitores, e principalmente, as leitoras. 
Para a doutora em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) Clara Carnicero de Castro, estudiosa da literatura libertina e do Marquês de Sade, sempre houve interesse pela literatura erótica, mas hoje em dia talvez seja menos velado do que no passado. “Por um lado, a sexualidade está em todo lugar, nas novelas, nos reality shows, nos filmes, nas músicas, nos jornais. Há, portanto, menos preconceito em relação ao sexo e mais abertura para o erotismo. Mas, por outro aspecto, com a internet e as redes sociais, as modas se disseminam com força suplementar”, destaca.
A professora da Faculdade de Letras da UFMG Vera Casa Nova, que ministra cursos sobre a relação entre a literatura e o erotismo, também acredita que, de maneira geral, há interesse maior tanto por erotismo como por pornografia. Ela acha que vêm ocorrendo mudanças desde a exibição de filmes pornôs, na década de 1960, em ambientes abertos e fechados. E depois, com a emancipação das mulheres e dos gays com relação à sexualidade. “Isso vem ocorrendo porque há identificação com os prazeres mostrados e as pessoas gostam de ver e ler pornografia, que é diferente de erotismo. Erotismo mexe com a relação da vida e da morte, já que tem a questão da reprodução, dos cheiros, dos instintos. Pornografia é o escândalo do olhar, tudo é exagerado e não há sensibilidade com relação ao corpo do outro”, afirma a professora.
A grande maioria desses livros foi escrita por mulheres e é consumida por elas também. De acordo com Vera, o público feminino se torna alvo porque há maior identificação delas com o prazer do que no caso dos homens. “Mas não significa que eles não leiam esse tipo de literatura. Porém, os homens são mais de assistir aos filmes do que ler livros sobre o assunto. Desde os gregos e romanos, há literatura erótica e acho que as pessoas buscam isso por uma questão de enriquecimento de suas fantasias”, afirma. 
SADE Apesar de muita gente enxergar uma relação próxima entre a obra do revolucionário e libertino francês Marquês de Sade e a literatura adulta atual, boa parte dos especialistas contesta essa identificação. Para Vera Casa Nova, não há nada em comum entre Sade e as obras atuais, porque enquanto no primeiro se destaca a questão política e ele utiliza o objeto de desejo como arma, nas publicações recentes, como o próprio Cinquenta tons de cinza, há mais libertinagem do que a liberdade em si.
Já a doutora em filosofia Clara de Castro defende que Sade é literatura muito complexa, que tem extenso conteúdo filosófico, que é intrínseco ao erótico, e aborda temas radicais demais para o gosto do grande público. Ainda segundo a pesquisadora, os romances e diálogos libertinos da mesma época (século 18) são mais leves e acessíveis, porém também são textos sofisticados cujo princípio é tratar a lubricidade a partir da reflexão, unindo-a à filosofia. “Talvez essa relação fique mais clara com uma frase de uma personagem de Sade: ‘Não basta experimentar as sensações; é preciso também analisá-las: às vezes, é tão doce saber falar delas como saber delas gozar e quando não podemos mais fazer o último, é divino nos lançaremos ao primeiro’. Não me parece que a autora de Cinquenta tons de cinza tenha alguma preocupação nesse sentido. O sexo seria talvez mais um acessório para tornar o texto atraente do que de fato o prato principal e o desencadeador de uma reflexão sobre o homem”, analisa Clara.
 
No mundo virtual 
 
Boa parte da literatura adulta disponível no Brasil é de autores estrangeiros, especialmente mulheres. Mas um escritor brasileiro e de Belo Horizonte, L. Midas (é assim que ele prefere ser identificado), lançou recentemente o tórrido romance Redes sensuais em que apresenta ao público o perigo das redes sociais com abordagem envolvente, com muitas reviravoltas, beijos virtuais, segredos inconfessáveis e, claro, muito sexo. 
 
“O leitor não somente se identifica com as situações, com os personagens, mas até mesmo com o cenário da história. Tudo feito com o intuito de trazê-lo para dentro do livro, literalmente caminhando lado a lado com os personagens, vendo aquilo que eles veem. E, para a turma acima dos 35 anos, um bônus especial é reviver os locais da moda dos anos 1980-90, como, por exemplo, o Amoricana, Fim de Tarde e L'Apogee. Quando o leitor percebe, ele mesmo já perdeu a noção do que é real e do que é forjado”, resume o escritor, que vive na Suécia. Para L. Midas, o estrondoso sucesso de Cinquenta tons de cinzarealmente catapultou o assunto sexo na literatura para a primeira página de todos os jornais do mundo, e tanta discussão impulsionou o apetite das editoras. “Cinquenta tons... pelo menos serviu para detonar esse preconceito.
 
Provavelmente, o gênero, nos próximos meses, sofrerá uma ‘inflação’ de livros – a maioria cópias descaradas – mas quem sabe até mesmo autores consagrados não se aventurarão a escrever algo mais tórrido? Acredito que os leitores só têm a ganhar com isso”, opina. 
 
Enquanto isso... Conto de fadas erótico 
 
A escritora Anne Rice, que ficou famosa com seu primeiro romance, Entrevista com o vampiro, e que inclusive, foi parar nas telonas, resolveu criar nova versão para um dos contos de fada mais famosos dosIrmãos Grimm: A bela adomercida. Com o pseudônimo de A. N. Roquelaure, Anne escreveu a trilogia erótica da princesa (Os desejos de Bela Adormecida, A punição da Bela, A libertação da Bela), em que o príncipe desperta a amada não com um simples beijo, mas com o sexo e a submete a todos os seus desejos. 
retirado de Divirta-se

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub