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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

14
Mar14

Exposição "Amar as diferenças" de Michelangelo Pistoletto e Marco Martins até dia 17 de abril

olhar para o mundo

Do Louvre para o BES Arte & Finança, em Lisboa

 

“Amar as diferenças” de Michelangelo Pistoletto e Marco Martins até dia 17 de abril

 

A exposição “Amar as Diferenças”, que junta o artista italiano Michelangelo Pistoletto e o realizador português Marco Martins está patente no espaço BES Arte & Finança, em Lisboa, até dia 17 de abril.

 

O projeto, com curadoria do Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua, é fruto de uma parceria entre o cineasta Marco Martins e o artista Michelangelo Pistoletto em que a particularidade é a multidisciplinaridade, sendo aqui apresentado pela primeira vez como instalação entre o cinema e as artes plásticas.

 

Em diálogo estarão obras de Michelangelo Pistoletto apresentadas em importantes museus internacionais e o filme criado por Marco Martins que já esteve em exibição no Museu do Louvre, DOC Lisboa, Festival Internacional de Cinema de Roma e na mais importante feira de arte contemporânea de Itália, Arte Fiera, em Bolonha. Pela primeira vez o filme é apresentado em forma de instalação vídeo, em 12 diferentes ecrãs.

 

Desenvolver o tema do equilíbrio das diferenças como condição para uma verdadeira pacificação foi o mote que originou a criação das instalações que o consagrado artista italiano traz até Lisboa, nas quais o espelho funciona como um fenómeno reflexivo do pensamento. Entre elas encontram-se as instalações “Love difference, Mediterranean Sea” – espelho dos povos - e “Cubic Meter of Infinity” – espelho do próprio pensamento -, as quais podem ser vistas no BES Arte & Finança até 17 de abril.

 

“Vinte e um – O dia em que o mundo não acabou” é o título do filme que também pode ser visto nesta exposição e que teve estreia mundial no Museu do Louvre, em Paris, em maio de 2013. Criado pelo realizador português em parceria com Pistoletto e produzido pelo Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua com o BES e a Fundação Gulbenkian, a narrativa deste documentário ficcional, dividido em 12 partes, desenrola-se durante as 24 horas do dia 21 de dezembro de 2012, o dia mais curto do ano no hemisfério norte e que, segundo a civilização Maia, seria o último dia na Terra.

 

A ideia para fazer este filme surgiu em 2012 quando o artista italiano veio a Portugal apresentar uma exposição que incluía a obra “Love Difference” e a instalação “Terzo Paradizo” (Terceiro Paraíso) , tema que acabou por servir de guião ao vídeo. Entre as 12 personagens reais que dão vida a este filme encontram-se o escritor Gonçalo M. Tavares, o músico David Santos (Noiserv) e o astrofísico Pedro Gil Ferreira.

 

Como explica Renzo Barsotti, do Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua, “este filme pretende marcar a celebração de uma espécie de re-birth day, lançando um olhar sobre as grandes questões do homem contemporâneo através dos simples rituais quotidianos da vida comum”.

 

A exposição, que conta com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, está patente ao público de segunda a sexta, das 9h às 19h.

 

 

Sobre os artistas

 

Michelangelo Pistoletto é um artista contemporâneo italiano, conhecido como um dos mais proeminentes representantes da ‘Arte Povera’. O seu trabalho aborda sobretudo questões relacionadas com a reflexão e a unificação entre a arte e a vida quotidiana, através de meios de expressão como a escultura, a pintura, a instalação e a performance. Em 2003 recebeu o Leão de Ouro pela sua carreira na Bienal de Veneza.

 

Natural de Lisboa, onde nasceu em 1972, Marco Martins é um cineasta e encenador português que ganhou projeção em 2006, quando recebeu o prémio Regards Jeunes da quinzena de realizadores do Festival de Cannes pelo filme “Alice”. Desde então dirigiu várias longa-metragens e peças de teatro, além da participação noutros projetos artísticos e culturais.

 

Sobre o BES Arte & Finança

 

O BES Arte & Finança alberga a coleção de fotografia contemporânea do banco. Através deste espaço, o BES pretende tornar acessível ao público todo este espólio, sobretudo a quem habitualmente não frequenta museus ou galerias, promovendo exposições regulares e de acesso livre em torno da BESart – atualmente uma das maiores coleções privadas do género da Península Ibérica, recentemente distinguida com o prémio Colecionismo Corporativo, atribuído pela Associação Amigos da ARCO, um galardão que reconhece o apoio continuado do BES à arte contemporânea, em particular a fotografia.

 

São ainda promovidos outros eventos culturais, como mostras temáticas, residências artísticas, concertos e espetáculos. Todos de entrada gratuita.

O espaço já acolheu exposições de artistas como Paulo Nozzolino, John Cage, Julião Sarmento, Miguel Palma, Jack Presents, concertos de Jacinta, João Gil, Amália Hoje, The Legendary Tigerman, Otros Aires, Nouvelle Vague e Márcia, Quórum Ballet e espetáculos de Beatriz Batarda e da companhia Olga Roriz e certames como o Trienal de Arquitetura 2010, EXPERIMENTADESIGN, o FUSO – Anual de Videoarte, o IndieLisboa ou o Superbock em Stock.

 

 

  • Exposição “Amar as diferenças”, de Michelangelo Pistoletto e Marco Martins, com curadoria do Centro de Criação de Teatro e Artes de Rua
  • Até 17 de abril de 2014
  • BES Arte & Finança. Praça Marquês de Pombal, 3
  • Entrada gratuita (limitada à lotação da sala)
  • Aberto nos dias úteis das 9 horas às 19 horas
22
Out12

Michelangelo Pistoletto construiu um paraíso numa horta de Guimarães

olhar para o mundo
A peça é composta de duas dezenas de postes de madeira e inspirada no seu manifesto Terzo ParadisoA peça é composta de duas dezenas de postes de madeira e inspirada no seu manifesto Terzo Paradiso (Adriano Miranda)
É preciso molhar os pés para ver Michelangelo Pistoletto. A chuva que caiu no Norte do país nos últimos dias deixou as plantas molhadas e a nova instalação do artista plástico está no meio de uma horta, em Guimarães. É aqui que está colocada a obra de arte pública encomendada pela Capital Europeia da Cultura em que o criador italiano dá corpo ao manifesto Terzo Paradiso.

A escolha da horta pedagógica para instalar a obra de arte contemporânea foi do próprio artista depois de ter visitado Guimarães pela primeira vez, no final do ano passado. O espaço fica numa zona exterior à cidade, junto do pavilhão multiusos, tendo-se tornado um fenómeno de utilização por parte de uma população urbana à procura de um contacto com a terra. "Há ali uma dinâmica social muito própria e já era um sítio que a cidade acarinhava pela forma como as pessoas podem tratar a natureza", ilustra a programadora de Arte e Arquitectura da Guimarães 2012, Gabriela Vaz Pinheiro.

A peça é composta por cerca de duas dezenas de postes de madeira, que compõem o símbolo do terceiro paraíso pensado por Pistoletto no seu manifesto Terzo Paradiso. O artista reformulou o símbolo do infinito, passando-se de duas para três baías, representando os três paraísos. Ao primeiro paraíso, um paraíso natural que na nossa iconografia acabou com a mordida da maçã, junta-se um segundo paraíso artificial, da tecnologia, que nunca cumpriu as promessas feitas à humanidade. O que ele propõe é que esses dois paraísos se encontrem no meio e gerem uma nova dinâmica social.

A obra para a Guimarães 2012 foi pensada por Michelangelo Pistoletto e executada em colaboração com estudantes da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Por isso, cada estaca que compõe a peça foi decorada de uma forma particular, o que torna única cada uma delas, mas sem perder uma referência de conjunto. "A peça integra-se muito bem naquele ambiente", comenta Gabriela Vaz Pinheiro. "Pistoletto não quis fazer uma peça de arte pública que se auto-impusesse, não é uma peça de rotunda", sustenta a artista que fez a curadoria deste trabalho.

A nova criação de Pistoletto, considerado um dos mais relevantes e radicais artista do pós-guerra italiano, é apresentada esta manhã (11h) e é "uma oferta ao local", explica a programadora de Guimarães 2012: "Pode ter um carácter temporário, se as pessoas se fartarem. Mas pode ser apropriada pelas pessoas se elas quiserem."

As sete mesas

Além de Terzo Paradiso, a presença do artista plástico na Guimarães 2012 contempla também a exposição de uma obra fundamental da sua criação recente. Love Difference, que apresentou pela primeira vez em 2003 quando recebeu o Leão de Ouro pela sua carreira na Bienal de Veneza, vai estar patente até Dezembro em vários espaços da cidade.

Esta é uma série de sete mesas, representando os recortes de sete mares, com que o artista plástico pretende propor uma reflexão sobre o diálogo entre os povos. Daí ter escolhido a forma de mesas, simbolizando o espaço de encontro e de discussão que elas podem ser. As peças de Love Difference têm desde então circulado por todo o mundo nos últimos anos e Guimarães é a primeira ocasião em que voltam a encontrar-se.

Sete espaços da cidade - desde o museu da Sociedade Martins Sarmento ao Tribunal da Comarca - vão receber as obras e até 1 de Dezembro. "As pessoas podem usá-las, sentar-se a ler um livro ou tomar chá", ilustra Gabriela Vaz Pinheiro. Esta possibilidade será sobretudo utilizada pelo serviço educativo da Guimarães 2012, que tem várias actividades formativas previstas para estes espaços.

No dia 8 de Dezembro, os sete mares reencontram-se na Fábrica ASA, onde vão manter-se em exposição conjunta durante uma semana. Essa ocasião será motivo para uma conferência realizada em torno das próprias mesas, que vai juntar sociólogos, artistas, filósofos e o próprio Michelangelo Pistoletto, para discutir as transformações culturais recentes, sob o mote "Being Singular Plural".

 

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