Terça-feira, 26.02.13

Eram só dois, mas cantaram Grândola ao ministro em Londres

Eram só dois, mas cantaram Grândola ao ministro em Londres

Álvaro Santos Pereira ouviu protesto na capital inglesa.

Dois portugueses cantaram nesta segunda-feira em Londres Grândola, Vila Morena ao ministro da Economia e do Emprego, e Álvaro Santos Pereira trocou com eles breves palavras sobre a situação em Portugal e no Reino Unido.

 

O ministro abordou os dois manifestantes, à saída de uma palestra, na capital britânica, no Fórum Oficial das Instituições Monetárias e Financeiras sobre "O Novo Programa para o Dinamismo Económico de Portugal", perguntando-lhes o que faziam e "como estão as coisas por aqui?"

 

"Más. E em Portugal ainda pior. Queremos mudanças. Queremos um novo governo. Está na hora de mudança", disse Raimundo Teresa, 38 anos, chefe de cozinha.

 

O manifestante português segurava um cartaz onde se lia "Grandolar por Portugal" e "Fight the Fascism and Sing Grandola [Luta contra o Fascismo e Canta o Grândola]".

 

Álvaro Santos Pereira despediu-se dizendo "apesar de tudo, boa sorte", e partiu no carro do embaixador de Portugal no Reino Unido, João de Vallera.

 

Embora lamente não ter sido um protesto maior, Miguel Pimenta, estudante de doutoramento em Psicologia de 40 anos, mostrou-se satisfeito.

 

"É importante 'grandolar' o(s) ministro(s) onde quer que eles vão. Nós sabemos das iniciativas que estão a decorrer por todo o país: onde quer que vá falar um membro do Governo, há pessoas que começam a cantar o Grândola, Vila Morena. Nós já cantámos outras vezes em outras acções de protesto, numa manifestação junto à embaixada num grande comício com os sindicatos [britânicos] e quisemos estar presentes nesta iniciativa", disse à agência Lusa.

 

Avisou ainda que, mesmo em Londres, "quantos mais ministros vierem, mais irão ser 'grandolados'", em alusão ao tema emblemático de José Afonso, um dos símbolos da revolução de 25 de Abril de 1974.

 

O ministro da Economia tinha admitido, durante a palestra, que "as pessoas têm o direito de se manifestar" e de "cantar canções revolucionárias".

 

Porém, congratulou-se com o facto de o Governo ter "conseguido manter a paz social" no país durante o programa de ajustamento imposto pela troika (Banco Central Europeu, União Europeia e Fundo Monetário Internacional).

 

Retirado do Público

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Quinta-feira, 20.09.12

Novas metas para História, Geografia, Ciências Naturais, Físico-Química e Inglês

O ano lectivo arrancou com normalidade, garantiu Nuno Crato no Parlamento

O ano lectivo arrancou com normalidade, garantiu Nuno Crato no Parlamento (Foto: Enric Vives-Rubio)


O ministro da Educação Nuno Crato anunciou esta tarde, no Parlamento, que serão elaboradas novas metas curriculares para várias disciplinas do ensino básico.

 

História, Geografia, Ciências Naturais, Físico-Química e Inglês são as disciplinas escolhidas, depois de, em Agosto, terem sido conhecidas as versões finais das metas curriculares para Português, Matemática, Tecnologias da Informação e Comunicação, Educação Visual e Educação Tecnológica. Para estas disciplinas, as metas curriculares já entraram em vigor. 

O ministro garantiu ainda que o novo ano lectivo, que abriu durante a semana passada, arrancou com normalidade. Segundo Crato, as aulas só não começaram em cinco escolas no país. 

Segundo um comunicado do gabinete de imprensa do ministério, Nuno Crato e os secretários de Estado Isabel Leite e Casanova de Almeida deslocaram-se esta tarde ao Parlamento, "por iniciativa própria, para uma declaração política sobre o inicio do ano lectivo nos ensinos básico, secundário e superior, seguindo-se um período de perguntas e respostas".

Em resposta ao deputado do PS, Rui Santos, que o interpelou sobre o “mistério” dos 200 mil alunos a menos em três anos, referido pelo ministro numa entrevista à TVI, Crato prometeu enviar ao parlamento as notas de imprensa do seu ministério a respeito deste tema. À saída do parlamento, questionado por jornalistas, o ministro acabou por admitir o que as estatísticas do seu ministério comprovam e o PÚBLICO já noiticou ou seja, que esta quebra se deveu “em grande parte” à saída do sistema de ensino dos adultos inscritos no programa Novas Oportunidades. 

Crato reconheceu também que o ano de referência do ministério para o cálculo desta redução coincide com um "boom" das NO. Na entrevista à TVI, Crato indicou razões demográficas como estando na base da quebra. 


A redução do número deralunos foi uma das razões apontadas pelo ministério para a diminuição do número de docentes. A maior parte dos adultos das NO estavam em processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), que são acompanhados essencialmente por formadores dos Centros Novas Oportunidades.

Crato frisou, contudo, que o “pano de fundo” para identificar as necessidades do sistema educativo é o de uma “redução drástica da natalidade ao longo dos anos” que, entre 1990 e 2010, já levou, segundo indicou no parlamento, a uma redução de 37% dos alunos inscritos no 1.º ciclo do ensino básico.


Quanto ao ensino superior, o ministro desatacou que, devido ao novo regulamento de bolsas, que permite “analisar em permanência” as candidaturas a este apoio, já foram analisadas e pagas “mais de mil". durante este mês

 

Noticia do Público

publicado por olhar para o mundo às 10:04 | link do post | comentar
Terça-feira, 26.06.12

GASPAR: HÁ FOLGA NA DESPESA PARA CUMPRIR DÉFICE

GASPAR: HÁ FOLGA NA DESPESA PARA CUMPRIR DÉFICE

O Governo acredita que tem folga no lado da despesa para cumprir o défice orçamental e afastou a necessidade de medidas adicionais. Vítor Gaspar foi esta terça-feira ao Parlamento explicar a execução orçamental do mês de maio e, apesar de admitir que a receita fiscal está abaixo do esperado, garante que há números positivos do lado da despesa, que ainda não refletem a suspensão dos subsídios de férias e de Natal.

«A execução orçamental da despesa até maio é inferior à receita. Se conseguirmos manter esta evolução ao longo do ano, teremos condições mais favoráveis para cumprir os objetivos orçamentais», disse o ministro das Finanças, destacando em particular a «redução da despesa com pessoal em 7,3%, queda que ainda não contempla a suspensão do subsídios de férias e de natal que terão impacto com as despesas com pessoal em junho e novembro».

«A queda reflete ainda uma redução superior ao esperado do número de funcionários públicos e possívelmente algum efeito de composição associada à reforma de funcionários com remunerações mais elevadas».

Ministro revela que execução orçamental de maio ainda não reflete suspensão dos subsídios de férias e de Natal«O controlo da despesa depende de nós e tudo faremos para garantir a sua contenção», disse ainda o ministro, garantindo que «o Governo continua determinado a respeitar o limite de 4,5% do PIB para o défice orçamental».

«Estamos conscientes que os riscos e as incertezas em torno desses objetivos são significativos», afirmou, sabendo os «níveis de receita fiscal e contribuições para Segurança Social ficaram abaixo do esperado». 

Mais: «Estamos a assistir a uma quebra substancial de bens duradoiros que tem consequências para as receitas quer do IVA quer de outros impostos indirectos».

«Um dos principais riscos está associado ao facto de o ajustamento macroeconómico estar a avançar mais rapidamente do que inicialmente previsto; outra fonte de incerteza relevante é o aumento do desemprego e a diminuição do emprego que continuará a pressionar as contas da Segurança Social».

O ministro das Finanças afastou a necessidade de mais medidas, no mesmo dia que Passos Coelho disse que essa não é a intenção do Governo, mas se, tal acontecer, tentará «adotar as que penalizem o menos possível os portugueses».

 

Noticia do Push

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