Quarta-feira, 25.11.15

Hugo Diogo aka Dygo Boy - “Ainda estamos com missões individuais e não colectivas”

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“Ainda estamos com missões individuais e não colectivas” - Hugo Diogo aka Dygo Boy

 

Hugo Diogo Mendonça, também conhecido como Dygo Boy ou JURU$, é um jovem rapper e apresentador de TV moçambicano que sempre defendeu a cultura do hip hop em Moçambique e cuja entrevista trazemos esta semana no Kaymu & Amigos.

 

Com uma longa carreira, Hugo Diogo é apaixonado por música desde tenra idade. É também devido a esta sua paixão pelo hip-hop que surge o interesse pela área da comunicação. Após ter terminado o curso de Marketing Comercial na Universidade de Stellenbosch (Cape Town) e ter trabalhado 4 anos na Banca, decidiu seguir o seu sonho de ajudar a derrubar algumas portas para o desenvolvimento da música e cultura moz. Assim, entrou na rede de comunicação Miramar Moçambique em 2012, onde permanece até hoje como apresentador do programa Atracções, o meeting point dos artistas do mundo da música com rubricas como entrevistas, apresentações musicais, videoclipes, agenda, entre outros.


Quando questionado acerca do polémico tema floss rap, Dygo boy deixa bem claro que pratica este estilo desde 1998 e que, hoje em dia, o floss rap pode ser comparado ao rap comercial. Ainda sobre o mesmo tema, acrescenta: “o que é gratificante é notar que fomos tão criticados por fazer esse estilo mas hoje em dia é o que todos os rappers cantam”.

 

Debruçando-se sobre a indústria dos media moçambicanos, refere que vê bem a evolução da área da comunicação, apesar de ainda existirem alguns obstáculos a serem ultrapassados, nomeadamente a concretização de objectivos colectivos.

 

Dygo Boy começou a carreira como MC, subindo aos palcos do tchova com rappers que no momento surgiam na praça. Em 2004 foi, a par do Bola de Prata, convidado pelo grupo de street rap B.O.C. (composto por Masta Bad, Carbono, 3H, Denny O.G, Dynomite) para integrar o grupo que se viria a chamar Magnezia, tendo iniciado uma carreira de sucesso no mundo do hip-hop moçambicano. A par das suas funções como apresentador televisivo, é também CEO da label Turma do Exagero Music.

 

Leia a entrevista completa em: http://www.kaymu.co.mz/kea-entrevista-hugo-diogo/

publicado por olhar para o mundo às 19:30 | link do post | comentar
Sábado, 24.11.12

Portugal, Brasil e Moçambique na final do BESphoto 2013

Portugal, Brasil e Moçambique na final do BESphoto 2013

Os artistas Albano da Silva Pereira (Portugal), Filipe Branquinho (Moçambique), Pedro Motta e Sofia Borges (Brasil) são os quatro finalistas do Prémio BESphoto 2013, anunciou hoje a organização.

 

Esta 9ª edição do prémio, que mantém um valor monetário de 40 mil euros, o mais elevado na área da fotografia em Portugal, continua o alargamento da nacionalidade dos artistas ao universo lusófono: portuguesa, brasileira e dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

 

O prémio foi criado pelo Banco Espírito Santo (BES) em 2004 e é realizado em parceria com o Museu Berardo e o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, no Brasil.

 

Os artistas foram seleccionados com base numa exposição de obras de suporte fotográfico e/ou a edição de uma publicação durante o período anterior à data de reunião do júri de selecção.

 

Este júri foi composto por Agnaldo Farias, professor, crítico, curador e consultor do Instituto Tomie Ohtake (Brasil), Delfim Sardo, curador, crítico de arte e professor (Portugal), e Bisi Silva, curadora e fundadora/directora do Centro de Arte Contemporânea de Lagos (Nigéria).

 

Tal como nas edições anteriores, os artistas seleccionados apresentarão os seus trabalhos no Museu Colecção Berardo numa primeira exposição, com inauguração prevista para 17 de Abril de 2013, e que seguirá depois para o Instituto Tomie Ohtake, onde será apresentada entre Junho e Agosto desse ano.

 

Sobre a escolha de Albano da Silva Pereira (Portugal), o júri destacou a forma como “o trabalho fotográfico se situa na tradição da fotografia de viagem, construindo um olhar sensível à construção de um mundo de referência próprias, com enorme respeito pelo outro".

 

Albano Silva Pereira foi seleccionado pela exposição "Passion", na Galeria Graça Brandão, que decorreu em Lisboa durante o mês de Dezembro de 2011.

 

Filipe Branquinho (Moçambique) foi escolhido pela "prática fotográfica e como incide na forma como o espaço funciona enquanto ‘contentor’ de elementos díspares que se aglutinam", segundo o júri.

 

Filipe Branquinho foi seleccionado pela exposição "Ocupações temporárias 20.11", realizada em Maputo durante o mês de Setembro de 2011.

 

Para o júri, o trabalho de Pedro Motta (Brasil) “revela um olhar agudo sobre as incoerências da realidade brasileira, sobretudo no que se refere ao avassalador processo de urbanização, destruindo a natureza ou substituindo-a a situações centradas entre a violência e o absurdo, frequentemente misturando ambas".

 

Pedro Motta foi seleccionado pela exposição "Campo Fértil" na Galeria Luísa Strina, durante o mês de Junho de 2012.

 

Sobre Sofia Borges (Brasil), o júri sublinhou o trabalho da fotógrafa como "produtora de enigmas. As suas imagens intrigam pelos motivos e situações apresentadas, ou pela junção de imagens completamente díspares entre si, produzindo sintaxes insólitas".

 

Sofia Borges foi seleccionada pela exposição na 30ª edição da Bienal de São Paulo, que está a decorrer desde Setembro último até ao dia 09 de Dezembro de 2012.

 

Os artistas vão receber uma bolsa de produção para a realização da exposição BES photo e um júri internacional com nacionalidade distinta das representadas pelos artistas seleccionados elegerá o vencedor.

 

O Prémio BESphoto já galardoou Helena Almeida, José Luís Neto, Daniel Blaufuks, Miguel Soares, Edgar Martins, Filipa César, Manuela Marques e Mauro Pinto.

 

Noticia do Sol

publicado por olhar para o mundo às 10:37 | link do post | comentar
Sexta-feira, 23.11.12

Só Vale e Azevedo é preso neste país?

Longe de mim estar a defender o Dr. Vale e Azevedo, mais depressa ia comprar o cd acústico dos Anjos, mas há algo de diferente neste caso. Quer na agilidade processual, nas sentenças e na exigência de cumprimento efetivo das mesmas há qualquer coisa de surpreendente em relação a casos similares. Ou Vale e Azevedo é a exceção que confirma a regra de que neste país quem apropria indevidamente milhões de euros, falsifica documentos à moda de Aristides Sousa Mendes (sem a parte altruísta e benemérita da coisa), branqueia capitais e pratica abuso de confiança, entre outros crimes reles mas de nome pomposo, é quase sempre promovido, ocupa cargos de destaque no mundo das finanças, empresarial e muitas vezes estatal, chegando alguns a conselheiros de altas patentes, outros vão para o estrangeiro a viver de não se sabe bem o quê, ou então algo está mal.

 

Outros, que não o Dr. Azevedo, não passaram na cadeia sequer o tempo que passam no elevador lá do prédio. Seja um elevador da rua Braamcamp, num apartamento novo, comprado a pronto, no centro de Paris ou numa estância paradisíaca de Moçambique. Num país dos sobreiros que cometem suicídio, do Freeport, dos submarinos que envolvem luvas que não calçam a nenhum português (um caso O.J. Simpson das Caldas), do BPN (o maior roubo organizado da história deste país), e de tantos casos em que ninguém, absolutamente ninguém vai preso, em que tudo se esquece , esfuma ou prescreve, Vale e Azevedo é uma espécie de parente pobre dos profissionais da 'charlatonice'. Um cristo de colarinho branco. Um exemplo do 'bom' funcionamento da justiça, a mesma justiça que todos sabemos estar putrefacta, o bode que expia os pecados de muitos, a vergonha de outros tantos e que encobre o iceberg em que ninguém ousa tocar.

 

Não tenho pena de Vale e Azevedo. Provavelmente já tratou, via uma empresa qualquer de nome atrativo sediada numa offshore, de apoderar-se dos terrenos da penitenciária sem gastar um cêntimo. Resta assumir o posto de director da mesma e colocar o actual a limpar-lhe a latrina, limar-lhe as unhas dos pés, servir-lhe o chá das cinco e engraxar-lhe os sapatos Zegna comprados na New Bond Street com um cheque de um primo qualquer condutor de limpa-neves na Suíça (como o outro de Oeiras, que não vai dentro nem à lei da bala, ainda vai ter de se entregar à polícia, coitado).

 

Resumindo: Vale e Azevedo esteve preso, foi arejar até Mayfair e está preso novamente. E os outros, são mais 'finos' que este?

 

Retirado de 100 Reféns

publicado por olhar para o mundo às 10:39 | link do post | comentar

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