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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

18
Jan13

Blogues de moda chegam a render 2500 euros por mês

olhar para o mundo

Ana Garcia Martins, Pépa Xavier, Tiago Miranda e Mónica Lice são alguns dos nomes conhecidos da blogosfera

 

Ana Garcia Martins, Pépa Xavier, Tiago Miranda e Mónica Lice são alguns dos nomes conhecidos da blogosfera


Nem tudo o que se lê nos blogues de moda e tendências é opinião isenta e sem interesse financeiro. Cada vez mais as marcas usam os bloggers como mensageiros dos seus produtos. Opinião e publicidade confundem-se.


O caso de 'Pépa' e da desejada mala Chanel preta clássica, que levou a Samsung a suspender uma campanha publicitária, chamou a atenção do país para o fenómeno dos bloggers de moda e tendências. Numa matéria a ser publicada amanhã na Revista, o Expresso revela quanto ganham alguns dos principais bloggers de moda nacionais num negócio que floresce e pode render muito dinheiro.

 

Às marcas interessa-lhes estar onde estão os consumidores: cada vez mais nas redes sociais. Parcerias e opiniões bem pagas pelas marcas que aos olhos dos leitores que os seguem parecem sugestões espontâneas, sem interesses comerciais. Opinião e publicidade confundem-se.

 

Todos eles dizem que escrevem sobre o que gostam. Mas alguns sabem fazer render as suas opiniões. Por exemplo, a ex-jornalista Ana Garcia Martins, 32 anos, a rainha da blogosfera e autora do blogue "A Pipoca Mais Doce" , cobra em média 500 euros por post (mínimo) e recebe cerca de 2000 euros por mês pelos bannersalojados no seu site e explorados pelo portal Clix. Isto além de receber um terço das receitas dos produtos com a marca "A Pipoca Mais Doce" que se vendem em lojas e sites nacionais.

 

Mas há mais. Muitos mais bloggers que fazem render por cada postbanner, concurso ou outras parcerias negociadas com as marcas.

Leia mais amanhã na Revista.

 

Retirado do Expresso

31
Dez12

12 estrelas mal vestidas em 2012

olhar para o mundo

A cantora e actriz Miley Cyrus nos Billboard Music Awards em Las Vegas

O gosto não é uma ciência exacta, mas se a Teoria da Relatividade pode ajudar as estrelas em alguns momentos, noutros não há salvação possível. Eis, com toda a subjectividade, os mais mal vestidos de 2012.

 

Esforçam-se por dar nas vistas, são excêntricos, famosos e querem fazer afirmações pessoais inesquecíveis na passadeira vermelha. O Life&Style olhou para trás e aqui encontrou tudo menos visuais com estilo.

 

Proporção, silhueta e harmonia de cores - o que é isso? Às vezes, a facada fatal é um detalhe, dos sapatos ao cabelo. Noutras situações, está tudo mal. E mesmo os mais vanguardistas podem ir longe demais e acabar no mundo da fantasia... de Carnaval. E isso é só daqui a dois meses.

 

Retirado do Público

29
Nov12

Ausência de Fernando Cabral nos Fashion Awards cria polémica sobre racismo

olhar para o mundo

Ausência de Fernando Cabral nos Fashion Awards cria polémica sobre racismo

Fernando Cabral fez as campanhas da H&M, Benetton, desfilou Hugo Boss. Não chegou à lista de nomeados e gerou polémica: há racismo na moda em Portugal? Várias pessoas dizem abertamente que sim.

 

Tem 25 anos, foi o rosto de grandes campanhas internacionais como a H&M e a Benetton e desfilou para a Hugo Boss. É o único português na lista dos 50 melhores modelos masculinos da Models.com. Fernando Cabral não foi nomeado este ano para os Fashion Awards, prémios de moda organizados há três anos pela Fashion TV, entregues na terça-feira à noite em Lisboa.

 

 A ausência levantou polémica sobre a existência de racismo na moda em Portugal - começou no Facebook, e passou para a crónica do músico Kalaf Angelo, dos Buraka Som Sistema, publicada esta semana na revista 2: "Será Portugal um país racista?", perguntava. "O Fernando é negro, condição de quase-invisibilidade nesta sociedade", escreveu, acusando a organização de "negligência". "Acredito que [Portugal] não será mais [racista] do que outros países", continuava. "Pelo que é alarmante que o tema raça/cor ainda dê azo a tantas más interpretações."

 

Paulo Ribeiro, presidente do júri e director do canal Fashion TV, que só vota em caso de empate, diz que não comenta o facto de Fernando Cabral não ter sido eleito pela comissão que "é soberana", mas refere que o processo é transparente.

 

A lista que chega ao júri (composto por 14 membros), cinco nomes em cada categoria para três serem escolhidos, é seleccionada por uma comissão de 45 pessoas de várias áreas da moda, cujos nomes não foram divulgados (as instituições a que pertencem, sim) - Paulo Ribeiro também não os revelou e até à hora do fecho desta edição o PÚBLICO não conseguiu apurar quem eram. Cada pessoa da comissão escolhe, livremente, três nomes. Cabral não apareceu nesta selecção e foi isso que indignou alguns e causou espanto a pessoas como a fundadora da ModaLisboa, Eduarda Abbondanza, também jurada. Abbondanza não acredita que se deva a racismo, mas "talvez" a "uma entropia nos processos, feitos com pessoas que não têm as qualificações certas" e provavelmente não conhecem Fernando Cabral, por ter estado tanto tempo fora a trabalhar.

 

Por seu lado, Ribeiro recusa "liminarmente" acusações de racismo e diz que o histórico dos Fashion Awards mostra o contrário: "Em duas edições, dos 12 modelos nomeados quatro ou cinco são luso-africanos", e dá o exemplo de Luís Borges, vencedor em 2010. Fernando Cabral, acrescenta, foi nomeado em 2011.

 

"Paciência, não é isso que domina a minha carreira", comentou o modelo sobre a sua ausência nos prémios. Encontra duas razões: falta de informação sobre os modelos que saem de Portugal e um "pouco de racismo não só em Portugal e não só na moda". "É difícil para um negro chegar às grandes marcas." Fala de um racismo menos óbvio: "Às vezes as pessoas não querem simplesmente conhecer o que um negro está a fazer, nem se dá tanta importância. Não se tenta pesquisar e desconhece-se porque é mais fácil ver brancos em grandes campanhas."

 

Em Portugal e noutros países, Fernando Cabral foi sempre bastante requisitado, lembra Lido Palma, director da sua agência, a Karacter. Não vê racismo na não-nomeação. "Nada tem que ver com a cor da pele do Fernando." Tem mais que ver, considera, com "falta de informação, dedicação e até de responsabilidade quando se dá a indicação destes nomes". "São sempre os mesmos."

 

O modelo Ana Sofia participou na polémica no Facebook, indignada, conta-nos. Com dez anos de carreira, diz: "Sim", há racismo na moda em Portugal. Ela própria já se sentiu "lesada" nos Globos de Ouro. "Merecia ter ganho. Tenho uma carreira de dez anos, internacional, que muitos modelos sonham. Se foi racismo ou não... Dá que pensar..." Exemplos: há "muitos modelos de origem africana em Portugal, nas capas de revista contam-se pelos dedos os negros que fazem capa". "Há a ideia de que o negro não vende. O que não percebo: a população de origem africana é flagrante na rua. Então por que é que isso não se reflecte nas novelas, na moda?" Ela foi "à procura do mercado ideal" e rumou a Nova Iorque, onde há poder de compra dos afro-americanos e não "há distinções de cachet entre um manequim branco e negro. Aqu,i há".

 

O mundo da moda é sobretudo lobista, e muitas vezes "pequeno no seu pensamento", analisa Abbondanza, que não concorda que exista racismo. Francisco Balsemão, do Portugal Fashion e membro do júri, também discorda: "Nunca me apercebi de que havia discriminação em relação aos modelos negros. Há criadores que pedem especificamente modelos africanos para as suas passagens."

 

Para o fotógrafo Frederico Martins, nomeado, que trabalha com grandes revistas como Vogue GQ, a ausência de Fernando Cabral nas nomeações tem duas razões: ignorância sobre o que se "passa na moda", sobretudo quando os manequins estão fora, e um racismo "não-directo". "Os manequins negros são negligenciados em Portugal. É um racismo não-intencional, as pessoas têm tendência a não os reconhecer como portugueses e há a ideia de que um negro não vende. Isso é uma dificuldade com a qual lido: é difícil convencer um cliente a ter um manequim negro numa campanha. Não porque haja racismo direccionado, mas porque se acha que não vai ter sucesso no mercado."

 

Cara da JCrew, já foi exclusivo da Dior, Calvin Klein ou Louis Vuitton: Armando Cabral, a viver em Nova Iorque há anos, e irmão de Fernando, nunca recebeu um prémio em Portugal. "É incompreensível que o melhor modelo em Portugal não esteja nomeado", diz sobre o irmão. "Só pode ser falta de informação - mas quem escolhe os nomeados tem de saber o que se passa na moda - ou racismo." E deixa a questão para "as pessoas responderem": "Por que é que um dos melhores modelos da actualidade não está nomeado? A maioria dos que fizeram sucesso global são luso-africanos. Porque não ganham prémios?"

 

Noticia do Público
 

09
Nov12

Sharam Diniz é a primeira portuguesa a desfilar para a Victoria's Secret

olhar para o mundo

Sharam Diniz é a primeira portuguesa a desfilar para a Victoria's Secret

Depois de toda a especulação sobre a participação de Sara Sampaio no Victoria’s Secret Fashion Show...'Sharam'! Por 6cm ganhou a manequim Sharam Diniz que vai participar no desfile mais visto do mundo.

 

Todos os anos há muito burburinho em torno do desfile da marca de lingerieVictoria’s Secret. Quais as modelos que irão desfilar ou que direcção tomará o design inspirado no fantástico - não lhes chamam anjos por nada.  

 

Este evento, um marco no calendário de fãs e não-fãs de moda, reúne algumas das modelos mais consagradas e bonitas do mundo. No desfile deste ano há, pela primeira vez, uma portuguesa ao lado das brasileiras Adriana Lima e Alessandra Ambrosio, da australiana Miranda Kerr e da holandesa Doutzen Kroes. Na lista das 33 sortudas que participam no desfile de moda mais visto do mundo - é transmitido na televisão norte-americana durante a época natalícia - Sharam Diniz é uma das seis estreantes. 

 

A modelo da L’Agence, só começou a trabalhar a nível internacional em 2011. Ainda assim, já foi contratada para alguns dos trabalhos mais desejados do mundo da moda. Com apenas 21 anos, a modelo já desfilou para a Hervé Léger e BCBG Max Azria, surante a Semana de Moda de Nova Iorque, e colaborou com a Victoria's Secret na campanha para Pink!, uma das linhas mais jovens da marca.

 

Nascida em Angola, Sharam Diniz - que tem dupla nacionalidade - faz parte da nova geração de modelos de ascendência africana que tem encantado aspasserelles portuguesas e internacionais. Os nomes do momento são Fernando Cabral, modelo da campanha United Colors of Benetton para este Outono/Inverno, Maria Borges, que entrou na última campanha da Givenchy, e Luís Borges, que já participou em campanhas da Tommy Hilfiger. 

 

A seguir os passos de manequins como Nayma, que nos anos de 1990 abriu caminho para as modelos negras nas passerelles portuguesas, Sharam Diniz tem tudo para deixar a sua marca a nível internacional. 

 

O Victoria’s Secret Fashion Show acontece na noite de 7 de Novembro, mas será transmitido nos EUA, através da CBS, a 4 de Dezembro.

 

Noticia do Público

17
Set12

Quando o design corre mal

olhar para o mundo

 

A Nike teve de retirar do mercado um modelo cujo logótipo se assemelhava à palavra
A Nike teve de retirar do mercado um modelo cujo logótipo se assemelhava à palavra "Alá" (Reuters)
Recentemente, umas sapatilhas assinadas por Jeremy Scott geraram polémica, mas este foi apenas um dos exemplos. Revemos seis casos em que o design simplesmente correu mal ou foi longe demais.

Bruce Mau, designer canadiano, considera que o design só é notado quando corre mal. O austríaco Stefan Sagmeister, um dos gurus mundiais do design gráfico, diz ao PÚBLICO que, na maioria das vezes, “estas situações ocorrem por estupidez, pois todos somos estúpidos”. Para Frederico Duarte, professor na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha e na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, “o design deve pensar alto, mas ter os pés no chão”, pois é importante que as pessoas possam usar os produtos criados.

Por vezes, algumas soluções criam polémica e tornam-se problemas que os produtos acabam por ser retirados do mercado. Outros não passam de boas ideias, fabricadas mas sem aplicação prática. Mudanças repentinas de logótipos, tipos de letra de difícil compreensão, cores com segundas associações, ideias demasiado radicais, são casos em que o design gera debate. 

1. As sapatilhas que fizeram lembrar a escravatura 

Imagem design
Imagem: Adidas

Em Junho de 2012, um modelo de sapatilhas Adidas com grilhetas e correntes de plástico cor-de-laranja para prender aos tornozelos foram associadas à escravatura. Houve consumidores a pedir, sobretudo através das redes sociais, o boicote das “Roundhouse Mid Handcuff” desenhadas por Jeremy Scott. A marca começou por defender o designer, dizendo que este se inspirou num desenho animado e não nos tempos de escravatura, mas, à medida que a polémica se intensificou, a Adidas optou por retirá-las do mercado.

 

Noticia do Público

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