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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

05
Nov15

Trigo Limpo Acert - O fascismo dos bons homens

olhar para o mundo

ofascismo dos bons homens.jpg

 

O fascismo dos bons homens

a partir de a máquina de fazer espanhóis de Valter Hugo Mãe


O envelhecimento que fala português.
Impiedoso, comovente, poético, satírico… com desvarios amorosos.
“Quem fomos há-de sempre estar contido em quem somos, por mais que mudemos ou aprendamos coisas novas.”
 
Sexta, 13 de novembro às 21:30
Teatro de Montemuro - Campo Benfeito
21
Out14

Teatro na ACERT - O FASCISMO DOS BONS HOMENS

olhar para o mundo

O FASCISMO DOS BONS HOMENS

 

 

O FASCISMO DOS BONS HOMENS
Trigo Limpo teatro ACERT
A Escola vem ao Teatro



O envelhecimento que fala português. Impiedoso, comovente, poético, satírico… com desvarios amorosos.

Entre o trágico e o cómico, esta aventura de final de vida ganha, em palco, uma dimensão que nos remete novamente para o mundo do “faz de conta”, essa fantástica brincadeira que, em pequenos nos permite “reinar” e, já adultos, nos reaproxima da menoridade.

A determinada altura o Américo, ao ralhar com os utentes do Lar, exclama: - “Parecem putos… Não têm vergonha na cara, estes homens desta idade, parecem putos…”, - o que nos remete para um universo onde as idades e os comportamentos se confundem porque, como diz o povo, "de velho se torna a menino". E é neste universo que nos vamos mover e onde, num jogo de “faz de conta”, vão “reinar” as palavras de valter hugo mãe dando vida ao triste e divertido Lar Feliz Idade.

“Fiquei maravilhado com o trabalho que o Trigo Limpo apresenta. Não podia esperar receber o meu livro devolvido desta forma, simultaneamente tão competente e amável. (…)

Em certo sentido, uma encenação brilhante como a que o Trigo Limpo faz agora é o modo mais prudente para que eu, enquanto autor, regresse ao meu livro. (…)

Voltamos a casa com vontade de colocar em cada vazio um sinal contrário. Porque momentaneamente estamos repletos. Fortes para muito mais do que o habitual.”


Crónica de valter hugo mãe in JL a 22-01-2014

PREÇO: 2€ (Público Escolar)

 Auditório 1
Data/Hora:  Qua, 29 out'14 às 10:30
Local:  Auditório 1
Data/Hora:  Sex, 31 out'14 às 10:30 e às 14:30




Ficha Técnica


A partir de “A Máquina de Fazer Espanhois” de valter hugo mãe
Adaptação e encenação de Pompeu José
Composição e Direção musical de Filipe Melo
Cenografia de Zétavares e Pompeu José
Desenho de luz de Luís Viegas e Paulo Neto
Interpretação de António Rebelo, Hugo Gonzalez, João Silva, Pedro Sousa, Pompeu José, Raquel Costa e Sandra Santos

25
Fev14

Teatro - O FASCISMO DOS BONS HOMENS

olhar para o mundo

O FASCISMO DOS BONS HOMENS

 

Estreado a 18 de janeiro de 2014


O FASCISMO DOS BONS HOMENS
A partir de "A máquina de fazer espanhóis" de valter hugo mãe

o envelhecimento que fala português.
impiedoso, comovente, poético, satírico…
com desvarios amorosos.


“Quem fomos há-de sempre estar contido em quem somos, por mais que mudemos ou aprendamos coisas novas.”

As adaptações a partir de obras literárias de distintos escritores, de que resultaram muitos dos espetáculos do Trigo Limpo teatro ACERT, têm constituído uma das vertentes artísticas marcantes da sua história e traçaram ligações que perduram para além dos espetáculos criados.

A opção pela adaptação teatral dessas obras literárias, longe de se reger por critérios de “popularidade” dos autores, fica a dever-se, fundamentalmente, a um instinto natural de encanto pela teatralidade com que cada obra literária favorece a exploração de novas abordagens cénicas.

“A Máquina de Fazer Espanhóis” de Valter Hugo Mãe  passou a fazer parte do surpreendente universo encantatório. A narrativa estimulou a inventiva. A escrita revelou personagens, cujos diálogos surpreenderam pela contemporaneidade. O desafio de adaptar a obra impulsou imaginários sem desvirtuar a escrita e o imperioso suporte ficcional. Num exercício acrobático a dramaturgia foi caminhando autonomamente, ciente dos limites inultrapassáveis da escrita do autor do romance.

As personagens saíram das páginas do livro e procuraram o palco, como nova morada. A encenação andarilhou nos ajustes que a dramaturgia ia exigindo para revelar cada uma das situações vivenciadas. As leituras teatrais apuravam as tensões teatrais para que os personagens emergissem. Na sucessão de cada etapa, os atores estabeleceram afinidades com os personagens com quem passaram a pernoitar apaixonadamente. Relação carnal, emotiva e sincera. Cada idoso do lar “Feliz Idade” deu consentimento a cada intérprete para ingressar, à sua maneira, nas suas vidas sem se importunarem pela diferença de idades, mas zelosos pela autenticidade emocional das suas personalidades.

“O Fascismo dos Bons Homens” é um espetáculo conduzido por um romance que cruelmente comove, satiriza e, sobretudo, revela  o envelhecimento de todos aqueles que, proveitosa e dignamente, não abdicam de nos fazer refletir sobre as suas lembranças que, no final de contas, se mantêm arreigadas no lar “Para Todas as Idades” que habita indiscriminadamente em cada um de nós.

 

cineteatro municipal de serpa

quinta, 27 fevereiro
às 21:30

cinearte a barraca, lisboa

de 5 a 8 março
às 21:30 · sala 1

 

25
Jan14

Teatro - O fascismo dos bons homens

olhar para o mundo

 

O Fascismo dos bons homens

 

Estreia a 18 de Janeiro de 2014

   
O FASCISMO DOS BONS HOMENS
Um espetáculo do Trigo Limpo teatro ACERT

A partir de "A máquina de Fazer Espanhóis" de Valter Hugo Mãe


O ENVELHECIMENTO QUE FALA PORTUGUÊS.
IMPIEDOSO, COMOVENTE, POÉTICO, SATÍRICO… COM DESVARIOS AMOROSOS.


“Quem fomos há-de sempre estar contido em quem somos, por mais que mudemos ou aprendamos coisas novas.”


As adaptações a partir de obras literárias de distintos escritores, de que resultaram muitos dos espetáculos do Trigo Limpo teatro ACERT, têm constituído uma das vertentes artísticas marcantes da sua história e traçaram ligações que perduram para além dos espetáculos criados. 

A opção pela adaptação teatral dessas obras literárias, longe de se reger por critérios de “popularidade” dos autores, fica a dever-se, fundamentalmente, a um instinto natural de encanto pela teatralidade com que cada obra literária favorece a exploração de novas abordagens cénicas. 

“A Máquina de Fazer Espanhóis” de Valter Hugo Mãe  passou a fazer parte do surpreendente universo encantatório. A narrativa estimulou a inventiva. A escrita revelou personagens, cujos diálogos surpreenderam pela contemporaneidade. O desafio de adaptar a obra impulsou imaginários sem desvirtuar a escrita e o imperioso suporte ficcional. Num exercício acrobático a dramaturgia foi caminhando autonomamente, ciente dos limites inultrapassáveis da escrita do autor do romance.

As personagens saíram das páginas do livro e procuraram o palco, como nova morada. A encenação andarilhou nos ajustes que a dramaturgia ia exigindo para revelar cada uma das situações vivenciadas. As leituras teatrais apuravam as tensões teatrais para que os personagens emergissem. Na sucessão de cada etapa, os atores estabeleceram afinidades com os personagens com quem passaram a pernoitar apaixonadamente. Relação carnal, emotiva e sincera. Cada idoso do lar “Feliz Idade” deu consentimento a cada intérprete para ingressar, à sua maneira, nas suas vidas sem se importunarem pela diferença de idades, mas zelosos pela autenticidade emocional das suas personalidades.

“O Fascismo dos Bons Homens” é um espetáculo conduzido por um romance que cruelmente comove, satiriza e, sobretudo, revela  o envelhecimento de todos aqueles que, proveitosa e dignamente, não abdicam de nos fazer refletir sobre as suas lembranças que, no final de contas, se mantêm arreigadas no lar “Para Todas as Idades” que habita indiscriminadamente em cada um de nós. 

 

Retirado de Acert

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