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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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28
Nov12

O DIA EM QUE AS GRADES DO PARLAMENTO NÃO FORAM DERRUBADAS

olhar para o mundo

Manifestação pacifica frente ao parlamento

Era a primeira grande manifestação após a violenta carga policial de 14 de novembro. A CGTP juntava milhares de pessoas frente à Assembleia da República para afirmar o seu voto contra o Orçamento do Estado para 2013. Talvez tenha sido porque tudo aconteceu em poucas horas e antes de almoço que não houve espaço para incidentes.

Os responsáveis pela organização do protesto marcaram presença junto das grades e por lá ficaram até à desmobilização completa. Falaram com jovens e até pediram a um grupo de palhaços para só aparecer no protesto depois de concluídos todos os discursos da praxe. Desta vez as grades do Parlamento não foram derrubadas.

E até havia gente preparada para isso. Desde logo alguns jornalistas, que apareceram com capacetes e coletes identificadores (pelo menos dois casos, curiosamente de repórteres ligados a agências internacionais, a Reuters e a Associated Press). Mas desta vez as grades do Parlamento não foram derrubadas.

Protesto da CGTP acabou o mais rápido possível e nem uma ação de palhaços serviu para perturbar a PSP. Será assim na quinta-feira com os estivadores?O protesto começou cedo, pelas 10h, precisamente quando os deputados iniciaram os trabalhos. Enquanto o grosso dos manifestantes se reunia em três pontos distintos (Largo do Rato, Santos e Jardim da Estrela), alguns agricultores iniciavam os protestos à chuva à frente do Parlamento. Exibiam azeite, vinho, leite e pão enquanto se queixavam de Assunção Cristas.

Arménio Carlos acompanha o cortejo que partia do largo onde fica a sede do Partido Socialista. E com ele trouxe milhares de pessoas (também os Homens da Luta, que ajudavam a animar a malta). Entre lemas batidos e cânticos de «gatunos», sucederam-se os discursos e a informação de que estão marcadas mais duas grandes manifestações: a 8 de dezembro no Porto e a 15 do mesmo mês em Lisboa, com trajeto entre Alcântara e o Palácio de Belém.

Antes do OE2013 ser aprovado já a CGTP tinha cantado a Internacional e o hino nacional, dando como concluída a «jornada de protesto» e desejando um «bom regresso a casa». A preocupação de evitar incidentes era visível e tanto cuidado permitiu que tudo acabasse sem qualquer problema.

O único momento de tensão ocorreu quando poucas dezenas de pessoas estavam no largo e o tal grupo de palhaços decidiu entrar na dependência de um banco. A PSP teve o seu momento de ação (o único) e mobilizou o impressionante contingente de... cinco agentes para resolver o problema sem qualquer recurso à força. O exército de palhaços, aliás, não procurou o confronto, pois para lutar trouxe apenas bombos e almofadas.

No final, o Orçamento mais violento do pós-25 de Abril de 74 foi aprovado, as pedras da calçada não foram removidas e as grades do Parlamento não foram derrubadas.

Será assim na quinta-feira com o protesto internacional de estivadores?

Noticia do Push
13
Set12

FERREIRA LEITE DESAFIA DEPUTADOS A TRAVAREM ORÇAMENTO

olhar para o mundo

FERREIRA LEITE DESAFIA DEPUTADOS A TRAVAREM ORÇAMENTO


Manuela Ferreira Leite desafiou os deputados a travarem o Orçamento de Estado para 2013, por discordar das novas medidas de austeridade anunciadas por Pedro Passos Coelho e Vítor Gaspar.

«Em relação ao orçamento, cada um de nós, em consciência, faça aquilo que deve fazer para tentar inverter a orientação política que tem estado a ser seguida... Estou à espera de ver como vão reagir os deputados. Estou para ver se votam a favor, se votam contra, se aceitam tudo...», afirmou, em entrevista à TVI24.

Para a ex-líder social-democrata, os deputados não devem ficar «a olhar para o Presidente da República» para que este «limpe as consciências do que não fizeram».

Para a social-democrata, «só por teimosia» é que o Governo pode «insistir numa receita que já se viu que não cumpre os seus objetivos». Por isso, «alguma coisa tem de ser mudada»«Os deputados têm também a função de explicitar a sua não aceitação de determinadas medidas, para assim o Presidente ter margem para intervir», reforçou.

Insistindo que os deputados devem «votar de acordo com sua consciência», Ferreira Leite admitiu que haverá disciplina partidária, que obrigará os deputados do PSD e do CDS a votarem a favor da proposta, mas salientou que «há formas de se abandonar o mandato».

«Não nos podemos apoiar naquilo que o Presidente da República pode fazer para nos isentarmos de exercer as obrigações que cada um de nós tem de exercer», concluiu, frisando que, até o OE chegar a Cavaco, «alguma coisa tem de ser mudada».

Manuela Ferreira Leite foi muito crítica em relação às novas medidas de austeridade. «Só por teimosia é que se pode insistir numa receita que já se viu que não cumpre os seus objetivos», afirmou, considerando que este programa está «a destruir o país».

Sobre as alterações da Taxa Social Única, Ferreira Leite apontou que «ninguém foi ouvido» e «ninguém a defende». «Não há ninguem que não diga que é uma medida altamente perniciosa, que vai aumentar dramaticamente o desemprego, e que só por teimosia pode vir a ser aplicada», frisou.

Questionada sobre qual seria a sua solução, a ex-líder laranja admitiu que o seu remédio «nunca seria muito diferente», porque «grande parte da orientação é externa». No entanto, garante que «berrava por todo o lado», nas instituições internacionais. «Então tenho estado a portar-me bem, tenho condições excecionais no país para fazer tudo bem, e não me ouvem? Para que me serviu ser bem comportada?», questionou. 

Manuela Ferreira Leite confessou estar «espantada» com a quebra do consenso político. «Parece que se está a querer ficar igual à Grécia de propósito», afirmou. «O CDS não deve saber o que se passa, senão tem que dar respostas ao eleitorado, e Paulo Portas podia já ter reagido sem ter convocado os órgãos do partido». Lamentou ainda que o PSD esteja «a dar a oportunidade ao PS de se demarcar» da sua política.

A social-democrata foi particularmente crítica no corte das pensões, do qual está «convicta que é absolutamente ilegal». «Isto não é nenhum corte na despesa, é um imposto», avisou.


Retiraqdo do Push

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