Quarta-feira, 17.07.13

Petição contra Acordo Ortográfico vai a plenário em São Bento

Petição contra Acordo Ortográfico vai a plenário em São Bento

Chegou ao Parlamento a 26 de Abril e ganhou “luz verde” da Comissão de Educação, Ciência e Cultura para ser discutida em plenário.

 

A petição “Pela desvinculação de Portugal ao ‘Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa’ de 1990”, com 6212 assinaturas, vai ser discutida em plenário na Assembleia da República. A decisão foi tomada na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, onde foi aprovado, a 16 de Julho, um relatório nesse sentido.

 

No relatório que dá provimento à petição e a remete agora para plenário, assinado pelo deputado relator Michael Seufert, refere-se (pág.18) que “é um facto objectivo que, tirando os académicos envolvidos na elaboração do próprio Acordo, é difícil encontrar uma opinião da academia portuguesa favorável ao acordo – por razões variadas”

 

No mesmo documento (pág. 21), antes da emissão do parecer, escreve o deputado relator: “Pouco há a assinalar contra reformas ortográficas que assinalem as normais e duradouras mudanças que as línguas sofrem ao longo dos anos. Não é o caso desta. Como os países de língua portuguesa evoluem o ‘seu’ Português de forma independente, uma reforma ortográfica clara e simplificadora provavelmente criaria mais diferenças do que identidades entre as várias formas de Português. Não viria mal ao mundo por isso e seria mais útil para cada um dos povos que escreve Português do que criar uma “ortografia unificada de língua portuguesa” de utilidade duvidosa. Aliás, de alguma maneira essa ortografia unificada contraria a própria história.”

 

A petição “Pela desvinculação de Portugal ao ‘Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa’ de 1990”, que é subscrita por Ivo Miguel Barroso, Madalena Homem Cardoso e outros, num total de 6212 assinaturas, foi entregue na Assembleia da República a 26 de Abril deste ano. O seu destino inicial era a Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, já que os peticionários suscitaram, em relação ao Acordo Ortográfico, “várias questões de constitucionalidade”. Mas, apesar do protesto (e do recurso) dos autores da petição, esta foi remetida à Comissão de Educação, Ciência e Cultura, que no dia 2 de Julho ouviu alguns dos peticionários.

 

A par disto, o grupo de trabalho criado naquela comissão “para acompanhamento do Acordo Ortográfico” decidiu adiar o seu relatório final, que deverá ser apresentado na próxima semana, na terça ou na quarta-feira. A deputada Rosa Arezes, membro do grupo, disse à Lusa que a votação foi adiada “para que sejam feitos pequenos ajustes nas conclusões”. “Achou-se por bem tecer alguns comentários, algumas considerações finais e alguns pormenores técnicos, em resultado das audições realizadas pelo grupo de trabalho e dos contributos apresentados no site da Assembleia da República e em comunicações escritas”, referiu a deputada social-democrata.

 

Retirado do Público

publicado por olhar para o mundo às 22:12 | link do post | comentar
Sexta-feira, 17.05.13

Parlamento aprova co-adopção por casais homossexuais

Parlamento aprova co-adopção por casais homossexuais

Bancadas do PSD e do CDS tinham liberdade de voto. Diferença de cinco votos permite decisão surpreendente.

 

O projecto de lei que propunha a co-adopção por casais do mesmo sexo foi aprovado esta sexta-feira no Parlamento com 99 votos a favor, 94 votos contra e nove abstenções.

 

O diploma legislativo sobre co-adopção por casais ou unidos de facto do mesmo sexo tem como primeiros subscritores os deputados socialistas Isabel Moreira e Pedro Delgado Alves. O objectivo é que seja possível estender o vínculo de parentalidade de um dos elementos do casal (pai ou mãe biológica ou adoptante) ao seu cônjuge. O Parlamento discute ainda mais dois projectos do BE e um do PEV sobre adopção plena por casais homossexuais.

 

No dia mundial contra a homofobia, Isabel Moreira defendeu um projecto de lei que "chega atrasado para pais e mães e para crianças que muitas vezes na sua inocência desconhecem que o Estado desconsidera um dos seus pais".

 

Retirado do Público

publicado por olhar para o mundo às 13:20 | link do post | comentar
Quarta-feira, 28.11.12

O DIA EM QUE AS GRADES DO PARLAMENTO NÃO FORAM DERRUBADAS

Manifestação pacifica frente ao parlamento

Era a primeira grande manifestação após a violenta carga policial de 14 de novembro. A CGTP juntava milhares de pessoas frente à Assembleia da República para afirmar o seu voto contra o Orçamento do Estado para 2013. Talvez tenha sido porque tudo aconteceu em poucas horas e antes de almoço que não houve espaço para incidentes.

Os responsáveis pela organização do protesto marcaram presença junto das grades e por lá ficaram até à desmobilização completa. Falaram com jovens e até pediram a um grupo de palhaços para só aparecer no protesto depois de concluídos todos os discursos da praxe. Desta vez as grades do Parlamento não foram derrubadas.

E até havia gente preparada para isso. Desde logo alguns jornalistas, que apareceram com capacetes e coletes identificadores (pelo menos dois casos, curiosamente de repórteres ligados a agências internacionais, a Reuters e a Associated Press). Mas desta vez as grades do Parlamento não foram derrubadas.

Protesto da CGTP acabou o mais rápido possível e nem uma ação de palhaços serviu para perturbar a PSP. Será assim na quinta-feira com os estivadores?O protesto começou cedo, pelas 10h, precisamente quando os deputados iniciaram os trabalhos. Enquanto o grosso dos manifestantes se reunia em três pontos distintos (Largo do Rato, Santos e Jardim da Estrela), alguns agricultores iniciavam os protestos à chuva à frente do Parlamento. Exibiam azeite, vinho, leite e pão enquanto se queixavam de Assunção Cristas.

Arménio Carlos acompanha o cortejo que partia do largo onde fica a sede do Partido Socialista. E com ele trouxe milhares de pessoas (também os Homens da Luta, que ajudavam a animar a malta). Entre lemas batidos e cânticos de «gatunos», sucederam-se os discursos e a informação de que estão marcadas mais duas grandes manifestações: a 8 de dezembro no Porto e a 15 do mesmo mês em Lisboa, com trajeto entre Alcântara e o Palácio de Belém.

Antes do OE2013 ser aprovado já a CGTP tinha cantado a Internacional e o hino nacional, dando como concluída a «jornada de protesto» e desejando um «bom regresso a casa». A preocupação de evitar incidentes era visível e tanto cuidado permitiu que tudo acabasse sem qualquer problema.

O único momento de tensão ocorreu quando poucas dezenas de pessoas estavam no largo e o tal grupo de palhaços decidiu entrar na dependência de um banco. A PSP teve o seu momento de ação (o único) e mobilizou o impressionante contingente de... cinco agentes para resolver o problema sem qualquer recurso à força. O exército de palhaços, aliás, não procurou o confronto, pois para lutar trouxe apenas bombos e almofadas.

No final, o Orçamento mais violento do pós-25 de Abril de 74 foi aprovado, as pedras da calçada não foram removidas e as grades do Parlamento não foram derrubadas.

Será assim na quinta-feira com o protesto internacional de estivadores?

Noticia do Push
publicado por olhar para o mundo às 08:33 | link do post | comentar
Quinta-feira, 20.09.12

Manoel de Oliveira chegou a São Bento para exclamar “E viva o cinema!”

Oliveira, 103 anos, entrou no salão apoiado na bengala e de braço dado com Assunção Esteves

Oliveira, 103 anos, entrou no salão apoiado na bengala e de braço dado com Assunção Esteves (Pedro Cunha)

 

Ouviu a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, dizer da dificuldade de “escolher palavras para definir a arte, a perfeição”. Ouviu-a: “E é de perfeição que aqui se fala”. Assunção Esteves dirigia-se ao cineasta Manoel de Oliveira, homenageado esta tarde no Salão Nobre do Palácio de São Bento, na abertura da nova sessão legislativa. Oliveira não se alongou. Disse o essencial: “E viva o cinema!”

 

Oliveira, 103 anos, entrou no salão apoiado na bengala e de braço dado com Assunção Esteves. Ouviu-a quando referiu como estética e ética se unem nos seus filmes, preâmbulo para afirmar: “também a política se liga com a ética, como a estética se liga com a ética, com a diferença de a arte poder ser indiferente aos críticos, mas a política não”.

Perante cerca de 200 pessoas, onde se encontravam Eduardo Lourenço, Maria Barroso, Pilar del Rio, Io Apoloni e Glória de Matos, o ex-ministro da Cultura Pedro Roseta, o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, ou Luís Miguel Cintra e Leonor Silveira, intimamente ligados ao cinema do homenageado, Oliveira tomaria da palavra e, frágil mas convicto, foi breve: “Neste tempo de crise que atravessamos, economizarei nas palavras para agradecer à Assembleia da República esta grande honra que me concedeu. Muito obrigado”. Ergueu depois a voz para esta frase simples que, para ele, será tudo: “E viva o cinema!”

Ricardo Trêpa, actor e neto do Oliveira, diria à imprensa que a homenagem foi importante para o realizador, em convalescença da crise cardíaca que o levou a ser internado em Julho. “Dá-lhe força para continuar a filmar.” Dificilmente haveria timing mais perfeito para a homenagem, tendo em conta que nela se incluiu a exibição de O Gebo e a Sombra, que chega às salas a 11 de Outubro. Um filme sobre pobreza: “Resta saber se vimos a este mundo para sermos felizes”, questiona-se nele.

Raul Brandão escreveu a peça teatral O Gebo e a Sombra em 1923. Porém, como escreveu Vasco Câmara no PÚBLICO, citando Luís Miguel Cintra, de Brandão para Oliveira “uma peça sobre a pobreza passou a ser um filme ‘sobre o poder do dinheiro’”, o que torna o filme “mais actual” do que o texto de Brandão.

Bem a propósito, a Cinemateca Francesa, que exibe actualmente uma integral do cineasta, iniciada a 6 de Setembro, classifica-o como “autor de uma obra de uma modernidade radical”. Oliveira não esteve em Paris no início da retrospectiva e, um dia antes, não comparecera à sessão que apresentou O Gebo e a Sombra em Veneza. Esteve hoje em São Bento. Quarta-feira, no PÚBLICO, Assunção Esteves descrevia a iniciativa como “uma homenagem a Manoel de Oliveira, mas também ao cinema português”. Ninguém o simbolizará como o realizador nascido a 11 de Dezembro de 1908, treze anos após os Lumière apresentarem uma novidade chamada Cinematógrafo. Oliveira foi, como actor, compincha de Vasco Santana em A Canção de Lisboa, esteve sintonizado com as vanguardas em Douro Faina Fluvial (1931), e foi, antes da actividade fulgurante mantida desde a década de 1970, cineasta popular no sentido mais nobre do termo (falamos de Aniki Bóbó, de 1942, aquele que será o seu filme mais conhecido em Portugal). Obra que fez prosseguir a celebração nas escadarias da AR, onde algumas dezenas seguiram os passos de Carlinhos pelas ruas do Porto.

Em Maio, a Plataforma do Cinema tinha levado àquele mesmo local uma sessão que alertava para o perigo de o ver desaparecer num contexto de crise profunda. Viu-se ali um pequeno excerto, em forma de filme, de uma vida imensa que paira sobre o cinema português como figura tutelar.

 

Noticia do Público

publicado por olhar para o mundo às 21:33 | link do post | comentar

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