Terça-feira, 26.09.17

Barreiro assinala Jornadas Europeias do Património com Moinho de Vento Nascente reabilitado

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Barreiro assinala Jornadas Europeias do Património com Moinho de Vento Nascente reabilitado

 

O Barreiro assinalou as Jornadas Europeias do Património com um conjunto de iniciativas com o tema “Património Natureza: Pessoas, Lugares, Histórias – Moinhos de Alburrica: reabilitação do Moinho de Vento Nascente”.

 

Ao final da tarde de sexta-feira, 22 de setembro, foi assinado o Protocolo de Doação de Espólio de Augusto Pereira Valegas entre o Município do Barreiro e a Família Valegas. A cerimónia, junto ao recém recuperado Moinho de Vento Nascente de Alburrica, foi abrilhantada por um apontamento musical com Violinista Miguel Vaz.

 

A doação, num “ato simbólico muito importante para nós”, conforme afirmou a filha Amália Valegas, representante da família, reúne o espólio resultado de anos de trabalho do pai. Augusto Valegas, figura incontornável, Medalha de Honra do Concelho, esteve, recorde-se, envolvido na criação e realização dos Jogos Juvenis do Barreiro, um ícone na Região exemplo no País, e foi editor de “Um Olhar Sobre o Barreiro”, Revista não Periódica, nas bancas de 1981 a 1997, um retrato do Concelho, ainda a hoje um contributo para a “reconstrução” da História do Barreiro e para a preservação da memória coletiva. De acordo com Amália Valegas, o espólio será acolhido no Espaço Memória onde será catalogado, digitalizado, e disponibilizado ao público.

O Presidente da Câmara Municipal do Barreiro (CMB), Carlos Humberto de Carvalho, lembrou a personalidade “com quem a gente discutia mas, fundamentalmente, trabalhava, construía” e momentos em que se fez “cultura” mas, também, “resistência” e “democracia” – “momentos muito importantes que nos marcaram para o resto da vida”, disse, fazendo, ainda, questão de assinalar a localização daquela sessão perante “uma vista maravilhosa”, com o Rio como pano de fundo.

 

 

 

Conversa sobre o Património Moageiro e a Classificação de Interesse Municipal

 

Na tarde de sábado, dia 23, realizou-se, igualmente, junto ao Moinho de Vento Nascente de Alburrica, uma Conversa sobre o Património Moageiro e a Classificação de Interesse Municipal do Sítio de Alburrica e do Mexilhoeiro e o seu Património Moageiro, Ambiental e Paisagístico.

 

Na sessão, marcaram presença Jorge Miranda, CEO da Etnoideia, empresa especializada no desenvolvimento Rural, Molinologia e Etnoturismo, responsável pelo projeto de reabilitação do Moinho, os técnicos da Autarquia, do Espaço Memória, António Camarão, e o Chefe da Divisão de Planeamento Ambiente e Mobilidade, João Paulo Lopes, e o Presidente da CMB.

 

António Camarão frisou o caráter “emblemático” e “simbólico” que os moinhos têm para os barreirenses, numa zona paisagem natural, “modelada pelo homem”.

 

João Paulo Lopes falou do território e apresentou o pensamento e visão para o local, onde existe memória da existência de mais de uma dezena de moinhos de vento e de outros tantos de maré. O técnico municipal referiu a orientação para a “preservação e requalificação das frentes ribeirinhas” e os seus patrimónios vários, e enfatizou o caráter turístico daquele local, tão próximo Lisboa, como “algo que pode ser potenciado”, contemplando a “eventualidade de criar redes” ao nível da margem sul – “não competir mas cooptir”, disse.

“Aqueles milhões de pessoas [em Lisboa] não lhes passa pela cabeça a excelência que há aqui”, disse Jorge Miranda. Os moinhos refletem conhecimentos do Sec. XVIII, que, disse, “são, na sua génese:  investigação, tecnologia de ponta”.

O especialista reconheceu, também, o potencial turístico da zona: “É preciso vir a primeira vez… depois vem-se muitas vezes”.

O moinho nascente tem uma inclinação de 4cm, fruto da erosão, pelo que terá que haver alguma intervenção para corrigir esta situação, informou o Presidente da CMB. Carlos Humberto de Carvalho salientou que as velas dos moinhos e as velas da embarcação muleta, nesta altura, em processo de construção, são ícones do Barreiro.

 

Atividades com a comunidade escolar

 

Na sexta-feira, 22 de setembro, decorreram, também, duas sessões do Teatro de Marionetas “O Principezinho visita o Barreiro”, apresentadas pelo técnico da Autarquia João Gomes à comunidade escolar, seguidas de visita ao Moinho de Vento Nascente de Alburrica.

As visitas ao Moinho foram guiadas por um “moleiro do séc. XVIII” e pelo especialista Jorge Miranda, da Etnoideia.

O Moinho de Vento Nascente tem um mastro com cerca de 10 metros e varas de sete metros.

 

O Programa das JEP incluiu, ainda, Passeios de Varino Pestarola diurnos (com circuito pelo património classificado, de Alburrica à Quinta da Braamcamp) e noturno.

 

CMB 2017-09-25

 

publicado por olhar para o mundo às 09:13 | link do post | comentar
Quarta-feira, 12.06.13

Convento de Jesus em Setúbal é um dos sete monumentos em risco na Europa

Convento de Jesus em Setúbal é um dos sete monumentos em risco na Europa

Programa da Europa Nostra visa estudar formas de angariar fundos comunitários ou privados para recuperação.

O Convento de Jesus, em Setúbal, um dos primeiros exemplos de arquitectura manuelina e monumento nacional, está “em adiantado estado de decomposição e precisa urgentemente de peritagem e apoio financeiro europeu”, divulgou nesta quarta-feira em Atenas, Grécia, a federação pan-europeia Europa Nostra. É um dos sete monumentos em risco no continente europeu para a Europa Nostra, que lançou neste ano o programa que visa identificar estes locais e proceder a avaliações de formas de obter financiamento comunitário ou privado para a sua recuperação.

 

Além deste monumento português, a Europa Nostra anunciou nesta quarta-feira a lista dos sete monumentos mais ameaçados da Europa e ao convento de Setúbal juntam-se o anfiteatro romano de Durrës, na Albânia, a zona de separação - criada durante a invasão do Exército turco em 1974 - no centro histórico de Nicósia (Chipre), as fortificações setecentistas de Briançon (França), o mosteiro renascentista de San Benedetto Po (Itália) e ainda a paisagem histórica mineira de Rosia Montana (Roménia) e a igreja de São Jorge em Mardin (Turquia).

 

Esta federação pan-europeia de património cultural reúne 250 organizações não-governamentais e outras sem fins lucrativos e tem mais de cinco milhões de associados, denunciando património em risco mas também premiando a excelência em várias áreas da conservação - no ano passado distinguiu o restauro dos órgãos da basílica do convento de Mafra, por exemplo, e neste ano os restauros do Liceu Passos Manuel e do chalet da condessa de Edla.

 

Mas Portugal surge nesta nova lista por motivos menos positivos. A organização denuncia que estes sete monumentos estão em risco por razões várias – “falta de financiamento ou de capacidade técnica, planeamento inadequado, negligência, catástrofes naturais ou conflitos políticos”. Mas para todos “é preciso acção urgente”. O anúncio foi feito em Atenas por ocasião do congresso dos 50 anos da organização, em conjunto com o European Investment Bank Institute, e para o tenor espanhol Placido Domingo, que preside à Europa Nostra, é importante não só pelo alerta que constitui mas também pelo significado estratégico destes locais: “Salvar estes locais pode também agir como catalisador para a revitalização social e económica de cidades ou áreas inteiras."

 

No caso do Convento de Jesus, em Setúbal, a Europa Nostra frisa exactamente que esta “jóia da nossa herança comum” está fechada ao público há mais de 20 anos e que o seu “restauro completo” seria o tal “catalisador para a revitalização” do centro histórico de Setúbal. Na nota referente ao mosteiro, ele é descrito como um “testemunho tangível da história partilhada da Europa” por ter sido, entre outros marcos históricos, o local da ratificação da assinatura do Tratado de Tordesilhas (1494) e por ter sido classificado em 2011 com o “European Heritage Label” da Comissão Europeia.

 

O Convento de Jesus, classificado como monumento nacional desde 1910, está em visível degradação, agravada desde a década de 1980, quando as paredes exteriores foram “picadas”. Desde então o encerramento ao público foi quase constante, tendo o espaço sido intervencionado na última década com obras na cobertura, fachadas e carpintarias – em 2007, o então Ippar (Instituto Português do Património Arquitectónico), dirigido por Elísio Summavielle, promovia obras orçadas em 500 mil euros nestas áreas. Uma intervenção aquém da anunciada pelo seu antecessor, João Belo Rodeia, que em 2005 tinha anunciado um plano tripartido de cerca de 16,1 milhões de euros. O arquitecto João Carrilho da Graça, Prémio Pessoa em 2008, é o autor do projecto de requalificação do Convento de Jesus, aprovado no final dos anos 1990, mas sem avanço prático.

 

“É por isso que a Europa Nostra apela a muitos parceiros públicos e privados” a todos os níveis “para juntarem forças para garantir um futuro promissor para as cidades escolhidas”, disse ainda Plácido Domingo esta quarta-feira em Atenas. O European Investment Bank Institute, através do seu director geral, garantiu que vai “levar a cabo os esforços necessários para avaliar os locais escolhidos e contribuir para o desenvolvimento de planos de acção realistas” em colaboração com a Europa Nostra, outros parceiros e as entidades locais públicas e privadas.

 

Os seis restantes monumentos em risco, “seleccionados não só porque contam uma história fascinante sobre o nosso passado comum”, como descreveu Plácido Domingo, juntar-se-ão assim ao Convento de Jesus como contemplados no programa “Os Sete Mais em Perigo” que vai consistir em missões de peritos que viajarão até estes sete locais após o Verão para avaliar formas de angariar fundos comunitários ou empréstimos. Os planos finais, informa a Europa Nostra em comunicado, serão apresentados em Bruxelas a 5 de Dezembro deste ano.

 

Os sete monumentos em risco da Europa em 2013 foram escolhidos por um painel de peritos internacionais da Europa Nostra, tendo a organização recebido 40 nomeações vindas de 21 países.

 

Retirado do Público 

publicado por olhar para o mundo às 21:31 | link do post | comentar
Terça-feira, 11.09.12

Terá Cecilia Giménez passado por Beja para 'restaurar' pinturas?

Depois do caso de uma pintura de Jesus Cristo "restaurada" por uma idosa em Espanha, que correu mundo, o Expresso descobriu em Beja uma igreja que também foi "retocada".

A Igreja de Santa Clara, na Boavista, concelho de Beja, foi alvo de uma intervenção em tudo semelhante à da igreja de Borja, Espanha, onde a idosa de 80 anos Cecilia Giménez "recuperou" uma pintura de Jesus Cristo datada do século XIX, no que já foi considerado o "pior restauro de arte sacra de todos os tempos".

 

Em Beja, não foi um quadro a ser restaurado, mas sim pinturas murais representando seis episódios da vida de Santa Clara do Louredo. Em meados dos anos 80, o padre António Moreira decidiu melhorar o aspeto interior da igreja. "Chamei um velhote que dizia que era pintor e que estava aqui no lar", diz agora o padre, já perto dos 80 anos. "Encarreguei-o de retocar as paredes."

 

O resultado... é o que se vê. "Quis melhorar aquilo e foi o que fiz. Não percebo nada disso do património", justifica o padre. 

 

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