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29
Jan13

France Fooball denuncia "Qatargate" envolvendo Sarkozy e Platini

olhar para o mundo

France Fooball denuncia

Revista francesa acusa o ex-Presidente francês e o líder da UEFA de terem negociado o voto no Qatar para a organização do Mundial de 2022, em troca de investimentos do emirado em França, nomeadamente no PSG.

O semanário France Football lançou esta terça-feira uma série de interrogações sobre a atribuição do Mundial de futebol de 2022 ao Qatar, numa reportagem em que denuncia negociatas envolvendo Michel Platini e o ex-chefe de Estado francês Nicolas Sarkozy.

 

A publicação justifica o título da reportagem, Mundial 2022 – Qatargate, com aquilo que considera ser “um cheiro a escândalo que obriga a colocar a única questão que conta nesta altura: deve a escolha do Qatar ser anulada?”

 

France Football ressuscita um email trocado no seio da FIFA, no qual o seu secretário-geral, Jerome Valcke, escreve: “Eles compraram o Mundial de 2022”. Valcke assumiu posteriormente o “erro” e sublinhou que o tom usado no correio electrónico até foi ligeiro.

 

O caso mais “picante” avançado na edição desta terça-feira diz respeito a uma “reunião secreta” no Palácio do Eliseu, em 23 de Novembro de 2010, dez dias antes da votação da FIFA para escolher o país organizador do Mundial de 2022, entre Nicolas Sarkozy, o príncipe do Qatar, Tamim bin Hamad al-Thani, o presidente da UEFA, Michel Platini, e Sébastien Bazin, representante da Colony Capital e proprietário do clube de futebol Paris Saint-Germain (PSG), que enfrentava sérias dificuldades financeiras.

 

Durante a reunião, continua o jornal, discutiu-se a compra do Paris Saint-Germain pelo Qatar, um aumento da participação de empresas do emirado no grupo francês Lagardère e a criação de um canal televisivo de desporto para competir com o Canal +, que o ex-Presidente francês pretendia fragilizar.

 

Em troca, Platini comprometia-se a trocar a opção pelos Estados Unidos, que ele estaria a ponderar, pelo voto no Qatar.

 

Michel Platini reagiu num comunicado enviado à agência AFP, classificando a reportagem de “chorrilho de mentiras” e negando qualquer pedido de Sarkozy para que a UEFA votasse no Qatar.

 

“Repito aquilo que já disse: o Presidente Sarkozy jamais se permitiria pedir-me para votar no Qatar 2022, quando ele sabe que eu sou um homem livre”, acentuou Platini, afirmando ter feito a sua escolha “de forma independente”. Numa “lógica simples”, e “com toda a transparência”, optou por um país que nunca organizou um grande evento desportivo.

 

Numa investigação de 16 páginas, o semanário também cita Guido Tognoni, um ex-director de comunicação da FIFA excluído em 2003, que terá admitido “existir uma forte suspeita de compromisso” em torno dos membros da federação que votaram em 2 de Dezembro de 2010 no Qatar, cuja candidatura foi apresentada com um orçamento recorde de 33,7 milhões de euros.

 

O Qatar contou com apoios poderosos, como o do presidente da federação asiática, Mohammed Bin Hammam, irradiado em Dezembro passado, o do presidente da federação argentina e vice-presidente da FIFA, Julio Grondona, ou o do ex-presidente da federação brasileira, Ricardo Teixeira, que renunciou ao cargo em Março, após acusações de corrupção.

 

O jornal aponta também o caso do presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), o paraguaio Nicolas Leoz, que, há duas semanas, negou acusações de compra de votos publicadas na imprensa alemã.

 

O jornal francês recorda que o Mundial de 2022 poderá ser transferido para os Estados Unidos, se o Qatar perder a organização.

 

Interrogada pelo France Football, a organização declarou: “Ganhámos a organização do Mundial 2022 respeitando, do princípio ao fim, os mais altos padrões de ética e da moral, tal como estão definidos nos regulamentos e nos cadernos de encargos”. 

 

Noticias do Público

28
Nov12

Platini admite mudar formato das competições europeias em 2015

olhar para o mundo

Platini admite mudar formato das competições europeias em 2015

Platini é irredutível na sua oposição à tecnologia no futebol GABRIEL BOUYS/AFP

 

Presidente da UEFA reconhece também que recurso a imagens vídeo para ajuizar o fora-de-jogo “poderia” ser útil.

 

A UEFA está a reflectir sobre uma reforma ao formato das competições europeias para 2015, admitiu o presidente Michel Platini, que não excluiu a ideia de suprimir a Liga Europa e alargar a Liga dos Campeões.

“Há uma reflexão em curso para determinar que forma terão as competições europeias entre 2015 e 2018. Estamos a discutir e será tomada uma decisão em 2014. Para já ainda nada está decidido”, disse o dirigente da UEFA, numa entrevista que será publicada quarta-feira pelo Ouest-France, questionado sobre uma possível Liga dos Campeões a 64 equipas. Actualmente, 32 emblemas participam na fase de grupos da Liga dos Campeões, num formato que entrou em vigo em 1999-2000. A Taça UEFA, criada em 1971, foi rebaptizada como Liga Europa em 2009-2010.

 

Platini, presidente da UEFA desde 2007, não se mostrou preocupado pela eventual criação, por parte dos clubes mais poderosos, de uma prova concorrente da Liga dos Campeões. “É uma questão que surge regularmente, mas que não me inquieta. Não vejo como isso poderia funcionar fora do enquadramento da UEFA. Quem arbitraria os jogos? Em que estádios jogariam? E será que as pessoas querem uma prova assim? Não creio”, afirmou o francês.

 

Vídeo “poderia” ser útil no fora-de-jogo


Tradicionalmente um opositor dos meios tecnológicos auxiliares da arbitragem, Michel Platini admitiu também que as imagens de vídeo “poderiam” ser úteis para ajuizar o fora-de-jogo, sem no entanto acreditar que tal venha a ser uma realidade. “Existe apenas um aspecto complicado, para o qual poderíamos necessitar do vídeo, e digo poderíamos, que é o fora-de-jogo. Porque é muito difícil para os árbitros ajuizarem. E, porém, seria necessário ter uma câmara no elemento que carrega no botão, para saber o momento em que a bola parte. Por isso não acredito. O resto é interpretação: falta ou não, linha de golo, não é muito difícil”, disse Platini.

 

O presidente da UEFA tem-se mostrado reiteradamente contrário a toda a tecnologia de linha de golo, que será experimentada pela FIFA, pela primeira vez em competição, durante o Mundial de clubes no Japão, entre 6 e 16 de Dezembro. Platini considerou que as equipas de cinco árbitros estabelecidas pela UEFA “provaram” a sua utilidade.

 

“O senhor Blatter [presidente da FIFA] diz que é caro ter cinco árbitros. Nas competições da UEFA, se quisermos aplicar tecnologia na linha de golo, nada mais, isso custaria 32 milhões de euros no primeiro ano e 54 milhões em cinco épocas. Os árbitros custam-nos 2,3 milhões. As contas são fáceis de fazer”, vincou.

 

“Como já disse, [a utilização de imagens vídeo] vai contra a natureza do jogo. E utilizar tecnologia na linha de golo é a porta de entrada para o vídeo no futebol, de uma forma mais geral. Sou contra isso”, frisou Platini.

 

O dirigente da UEFA declarou também a sua oposição à tripla penalização (penálti, cartão vermelho e suspensão) por uma falta na área que anule um lance de golo. “Sim, sou totalmente contra. E também o são todas as comissões de futebol, FIFA e UEFA. Na área, cartão amarelo e penálti é suficiente. É o International Board [organismo responsável pelas regras do jogo] que não quer mudar. Mas isso deverá evoluir. Estamos a caminhar para a abolição dessa regra”, concluiu.

 

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