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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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05
Out13

Miley Cyrus continua imparável: a polémica agora é com Sinead O’Connor

olhar para o mundo

Miley Cyrus continua imparável: a polémica agora é com Sinead O’Connor

Sinead O'Connor afirmou que Cyrus está a ser prostituída pela indústria mediática. Esta respondeu com alusões a um desiquilíbrio psiquiátrico de O'Connor.

Miley Cyrus disse à Rolling Stone que o vídeo de Wrecking ball, o seu novo single, foi inspirado no famoso teledisco da Nothing compares 2 you cantada por Sinead O’Connor. E eis então O’Connor a ver-se também atraída para o furacão Miley. Foi o início da mais recente polémica envolvendo a cantora de We can’t stop. Realmente, ela não pára.


Para aqueles que a criticam, está com a sua nova imagem hiper-sexualizada a prostituir o seu talento e a legitimar a visão do corpo feminino enquanto mero objecto sexual. Para os defensores que se têm erguido recentemente e a que o New York Times dava voz num artigo publicado a 2 de Outubro, está a expor a sua sexualidade de uma forma sincera e a chocar de frente com o puritanismo social em relação ao sexo e à nudez. Sinead O’Connor está, claramente, do lado dos primeiros.

 

No início da semana, a cantora irlandesa escreveu uma carta aberta na sua conta do Facebook em que alertava para os perigos de Miley Cyrus estar a usar a sua sexualidade em benefício de uma indústria mediática que não a protegerá. “Irão prostituir-te em tudo o puderem, e habilmente fazer-te pensar que era isso que querias”, escreveu. Miley, aparentemente, não apreciou os conselhos. Respondeu repescando tweets de Sinead O’Connor de há dois anos, quando a cantora atravessava uma crise psiquiátrica. Sob os tweets citados, a frase “Antes de existir Amanda Bynes [jovem celebridade televisiva americana actualmente internada para tratamento psiquiátrico]… havia O’Connor”. Algumas trocas de palavras pelas redes sociais depois, Sinead O’Connor ameaça agora Miley Cyrus com um processo judicial se não lhe forem apresentadas desculpas públicas. Miley Cyrus não liga nenhuma: tweetou estar demasiado ocupada a trabalhar como anfitriã do histórico programa Saturday Night Live para continuar a conversa. Demasiado ocupada com o programa mas não só. Esta semana protagonizou nova sessão de fotos, da autoria de Terry Richardson, que, pela quase nudez e pose soft-porn, certamente alimentarão a controvérsia, o debate, o falatório, nas próximas semanas.

 

Entretanto será editado dia 8 de Outubro um novo álbum, Bangerz. Porque Miley Cyrus é, afinal, uma cantora. E uma marca que está a saber construir-se na perfeição, como defendeu no New York Times a directora editorial do Hollywood Reporter, Janice Min. “Ela quer horrorizar as mães em toda a América. Essa é a sua marca. Ela tem estado numa campanha incessante para deixar de ser Hannah Montana [a personagem que primeiro a celebrizou na Disney] e para se tornar um símbolo de rebeldia e tumulto”. Até a artista Martina Abramovic, apesar de considerar a sua actuação nos últimos MTV Video Awards “vulgar e não original”, considera que Cyrus “capta algo sobre ser jovem e rebelde”, declarou ao New York Times. “Há ali energia, e consigo ver um talento”.

 

Tudo isto começou, recordemos, com a supracitada aparição nos MTV Video Awards, no final de Agosto, mas essas imagens em que Miley Cyrus, 20 anos, a antiga celebridade pré-adolescente adorada pelos pré-adolescentes chamada Hannah Montana, simulava masturbação com um dedo de borracha e dançava, de língua de fora e rabo bamboleante na pélvis do cantor Robin Thicke (o já conhecido mas agora mui célebre movimento de dança chamado twerking), parecem coisa distante na era da informação ao tweet. Desde essa altura que a discussão em torno de Miley Cyrus tem sido incessante. Ela ocupa agora o lugar da última polemizadora pop da era das redes sociais, Lady Gaga. Sexta-feira, o site Entertainment News, adiantava que, nas 24 horas anteriores, na sequência da exibição na MTV do documentário Miley: The Movement, a cantora tinha sido objecto de 900 mil tweets. Se já era uma campeã de receitas enquanto Hannah Montana (o documentário Hannah Montana & Miley Cyrus, de 2008, por exemplo, está em nono na lista dos mais lucrativos de sempre nos Estados Unidos), a sua nova imagem e a polémica associada multiplicou o interesse que suscita. We can’t stop, o primeiro single do novo álbum, bateu com cem milhões de visualizações o recorde da plataforma online Vevo. Wrecking ball , o segundo, contabilizou os mesmos cem milhões em meros seis dias, levando Cyrus a bater o seu próprio recorde.

 

No meio de tudo isto, a cantora, capa recente da Rolling Stone, omnipresente na imprensa e redes sociais, confessava à revista: “Julgo que este não é o melhor momento para me googlar”.

 

Retirado do Público

09
Set13

Novo vídeo de Miley Cyrus

olhar para o mundo

Novo vídeo de Miley Cyrus

Depois dos Prémios MTV, a nova imagem erotizada da cantora revela-se agora num vídeoclip.

 

A cantora Miley Cyrus revelou esta segunda-feira, o vídeoclip da sua nova canção, Wrecking ball , e nele surge praticamente sem roupa em cima de uma bola. Num curto espaço de tempo o vídeo tornou-se viral, prometendo bater recordes de visitas.

 

Recorde-se que a sua recente actuação nos Prémios MTV, onde surgiu a dançar de forma lasciva ao lado de Robin Thicke, acabou por gerar polémica em todo o mundo. A cantora, de 20 anos, até há pouco uma celebridade da cultura juvenil de imagem angelical, surpreendeu na cerimónia dos prémios VMA da MTV, dançando de forma erotizada, recorrendo a movimentos de anca em posição inclinada, na companhia do cantor Robin Thicke - um tipo de dança conhecido como twerk.

 

O vídeoclip hoje mostrado acaba por não surpreender, tendo em atenção que tanto a cantora, como o seu manager, depois dos acontecimentos de Nova Iorque, assumiram que existia uma estratégia de colar Miley Cyrus a uma imagem e linguagem musical mais sensual do que no passado recente. O seu segundo álbum Bangerz é lançado a 8 de Outubro. 

 


 Retirado do Público

03
Ago12

Os encantos e as polémicas do voleibol de praia feminino

olhar para o mundo

 

Já toda a gente percebeu que o voleibol de praia feminino consegue captar a atenção generalizada dos homens. O interesse é óbvio: trata-se de atletas de alta competição a jogar em biquíni. Não há como não gostar. Mas será que as imagens captadas durante estes Jogos Olímpicos são mais sexistas (ou sexys) que o normal para este desporto?


A polémica rebentou em duas frentes: por um lado o mayor de Londres, numa lista de 20 razões para nos sentirmos todos alegres por assistir aos Jogos Olímpicos, publicada no The Telegraph, elencava, em 19.º lugar, as jogadoras de voleibol de praia. “Enquanto escrevo estas linhas há mulheres seminuas a jogar voleibol de praia (...) Elas reluzem como lontras molhadas (...) Todo o conjunto é magnífico e louco”.

Estas palavras tiveram o sortilégio de desatar a língua às cronistas feministas, incluindo Sarah Goodyear, que deu a entender no site TheAtlanticCities.com - do grupo da revista americana “The Atlantic” - que o mayor de Londres, Boris Johnson, teria ido longe de mais. 

“Estou a tentar imaginar um mundo diferente. Um em que uma presidente de câmara de uma cidade olímpica, escrevendo numa publicação séria, celebrasse a presença de homens ‘seminus’ em eventos desportivos - mergulho sincronizado, talvez? - e comparasse os seus corpos, com uma piscadela de olho lasciva, a corpos de animais”, escreveu a cronista.

Foi precisamente partindo desta premissa que a polémica rebentou numa segunda frente. O jornal Metro, na sua versão norte-americana, publicou online um artigo em que explicava que a equipa editorial tinha andado à procura de fotografias de voleibol de praia feminino nas agências internacionais e que, demasiadas vezes, tinha dado de caras com imagens que mostravam, basicamente, apenas os rabos das atletas. Legendas como “uma jogadora não identificada de voleibol feminino durante sessões de treino” são comuns em fotografias que se centram em apenas algumas partes do corpo das atletas, ao invés de identificarem a jogadora no seu conjunto.

A partir daqui, o Metro resolveu fazer um exercício invertido, tendo publicado no mesmo artigo uma série de imagens em que se focava apenas a zona dos quadris e peitorais dos homens praticando desportos como a natação, a ginástica, o basquetebol e a luta greco-romana. Nestas imagens saltam à vista as coxas musculadas dos ginastas e os peitorais luzidios dos nadadores.

A pergunta do jornal é, afinal, muito pertinente: “E se todos os desportos dos Jogos Olímpicos fossem fotografados desta forma?”.

Para Sarah Goodyear a polémica é básica: os desportos olímpicos não fazem mais do que reproduzir aquilo que se passa na vida quotidiana das mulheres, constantemente sujeitas à crítica e à apreciação pública por aquilo que vestem ou deixam de vestir. A coisa só se resolve quando for evidente que as mulheres têm tanto direito como os homens ao seu “espaço pessoal” na esfera pública, escreve a cronista.

Para as atletas, porém, a polémica é estéril. Para a jogadora de voleibol alemã Laura Ludwig, por exemplo, apesar de este assunto ser comentado por toda a gente, para as jogadoras o biquíni é apenas uma “roupa de trabalho”. “Tomamos tudo isto como uma coisa positiva que traz gente aos estádios. Não é verdadeiramente um problema para nós”, afirmou, citada pelo diário francês Le Monde

 

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