Domingo, 06.10.13

Teatro Universitário de Coimbra estreia às escuras em sinal de protesto

Teatro Universitário de Coimbra estreia às escuras em sinal de protesto

Num protesto contra os cortes dos subsídios à companhia, o Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra apresentará desde a estreia até ao final da temporada às escuras.

 

Apresentamos o comunicado explicativo, por parte da companhia, sobre esta decisão.

 

"No dia 7 de Outubro o TEUC estreia a sua nova co-produção com o Projecto D - VITRAL.


Ironicamente esta estreia e a respectiva temporada vão realizar-se às escuras. A razão destas circunstâncias prende-se com os cortes que o TEUC tem vindo a sofrer nos apoios por parte da universidade de Coimbra e instituições a ela agregadas (AAC e SASUC). Primeiro cortaram o apoio financeiro, depois o apoio logístico, e finalmente a iluminação.


Não nos restando nenhuma outra hipótese, estreamos às escuras.

 

Percebemos bem as contingências a que todo o país está sujeito. Todavia, não nos conformamos com cortes cegos, não justificados e camuflados em redes de autorizações burocráticas. Assistimos a um estrangulamento que vai levar à extinção do Teatro Universitário.


Neste contexto é importante perceber que o TEUC é o grupo de teatro universitário mais antigo da Europa em actividade contínua, comemorando este ano o seu 75º aniversário, e pelo qual passaram inúmeras figuras do panorama cultural português. A actividade do TEUC e as suas propostas são reconhecidas por toda a parte mas nunca pela sua cidade. As instituições de Coimbra têm progressivamente deixado de apoiar as nossas actividades subsistindo apenas com o apoio anual da Fundação Calouste Gulbenkian.

 

Pensamos ser nosso dever dar conhecimento público desta situação e da nossa indignação.

Pela Direcção do TEUC,


Rafaela Bidarra"

 

O "Vitral" é um espectáculo da responsabilidade de Leonor Barata que reúne em si vários fios que se cruzam e vários encontros que se estabelecem. Desde logo o encontro entre estas duas instituições, o TEUC, organismo emblemático da cidade de Coimbra e que comemora este ano os seus 75 anos de actividade e o Projecto D, companhia de dança de Coimbra que apesar dos seus três anos de existência tem deixado a sua marca no panorama cultural. Este encontro é também o encontro de duas linguagens artísticas diferentes que se interpelam e se complementam na procura de um denominador comum.

 

O desafio é o de explorar, através do movimento, o universo de Gil Vicente. Mais do que revisitar os textos deste autor procuram o movimento que neles se esconde e as danças que pode inspirar. Procuram ainda uma outra época, com outros sons e outras cores, à maneira de um antigo Vitral que em si encerra todas as possibilidades de movimento.

 

A peça estará em cena até dia 13 de Outubro na Associação Académica, excepto dia 11, pelas 22:00.

 

Retirado do HardMúsica

publicado por olhar para o mundo às 21:41 | link do post | comentar
Terça-feira, 02.04.13

Associação 25 de Abril convoca 'grandoladas'

Associação 25 de Abril convoca 'grandoladas'
‘Grândola, Vila Morena’ vai ouvir-se na noite de 25 de Abril frente à Rádio Renascença (RR) e horas depois junto ao Quartel do Carmo. A iniciativa parte da Associação 25 de Abril, que enviou esta segunda-feira uma convocatória aos seus associados com o programa dos festejos do 39º aniversário da Revolução dos Cravos.

Para além do tradicional desfile na Avenida da Liberdade, em Lisboa, a novidade é a entoação da música que foi emitida às 00h20 de 25 de Abril de 1974 pela RR e que foi uma das senhas da revolução. Às 18h30, a canção vai repetir-se no Largo do Carmo, exactamente à hora em que ‘caiu’ o Governo de Marcelo Caetano.

 

Ao SOL , presidente da Associação 25 de Abril, coronel Vasco Lourenço, afirmou que o acto é «importante e cheio de significado pois a Grândola, Vila Morena é hoje uma canção de protesto contra a actual situação».

 

O jantar comemorativo será este ano no Regimento da Pontinha, posto de comando da revolução do 25 de Abril.

 

Retirado do Sol

publicado por olhar para o mundo às 10:53 | link do post | comentar
Terça-feira, 26.02.13

Eram só dois, mas cantaram Grândola ao ministro em Londres

Eram só dois, mas cantaram Grândola ao ministro em Londres

Álvaro Santos Pereira ouviu protesto na capital inglesa.

Dois portugueses cantaram nesta segunda-feira em Londres Grândola, Vila Morena ao ministro da Economia e do Emprego, e Álvaro Santos Pereira trocou com eles breves palavras sobre a situação em Portugal e no Reino Unido.

 

O ministro abordou os dois manifestantes, à saída de uma palestra, na capital britânica, no Fórum Oficial das Instituições Monetárias e Financeiras sobre "O Novo Programa para o Dinamismo Económico de Portugal", perguntando-lhes o que faziam e "como estão as coisas por aqui?"

 

"Más. E em Portugal ainda pior. Queremos mudanças. Queremos um novo governo. Está na hora de mudança", disse Raimundo Teresa, 38 anos, chefe de cozinha.

 

O manifestante português segurava um cartaz onde se lia "Grandolar por Portugal" e "Fight the Fascism and Sing Grandola [Luta contra o Fascismo e Canta o Grândola]".

 

Álvaro Santos Pereira despediu-se dizendo "apesar de tudo, boa sorte", e partiu no carro do embaixador de Portugal no Reino Unido, João de Vallera.

 

Embora lamente não ter sido um protesto maior, Miguel Pimenta, estudante de doutoramento em Psicologia de 40 anos, mostrou-se satisfeito.

 

"É importante 'grandolar' o(s) ministro(s) onde quer que eles vão. Nós sabemos das iniciativas que estão a decorrer por todo o país: onde quer que vá falar um membro do Governo, há pessoas que começam a cantar o Grândola, Vila Morena. Nós já cantámos outras vezes em outras acções de protesto, numa manifestação junto à embaixada num grande comício com os sindicatos [britânicos] e quisemos estar presentes nesta iniciativa", disse à agência Lusa.

 

Avisou ainda que, mesmo em Londres, "quantos mais ministros vierem, mais irão ser 'grandolados'", em alusão ao tema emblemático de José Afonso, um dos símbolos da revolução de 25 de Abril de 1974.

 

O ministro da Economia tinha admitido, durante a palestra, que "as pessoas têm o direito de se manifestar" e de "cantar canções revolucionárias".

 

Porém, congratulou-se com o facto de o Governo ter "conseguido manter a paz social" no país durante o programa de ajustamento imposto pela troika (Banco Central Europeu, União Europeia e Fundo Monetário Internacional).

 

Retirado do Público

publicado por olhar para o mundo às 21:38 | link do post | comentar

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