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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

20
Fev13

Grândola viral

olhar para o mundo

Os protestos dispersos que recebem governantes ao som de Grândola Vila Morena contêm em si a semente do incontrolável. Já não são organizados com antecedência, nem por uma estrutura conhecida e previsível. Não. Têm o poder atómico e viral da Internet, porque se reproduzem em átomos múltiplos, dispersos e imprevisíveis. De boca em boca, de ecrã em ecrã, usando apenas o poder da palavra, da rede e da imaginação.


É por isso que o Governo está tão preocupado. Como se controla uma manifestação assim? Não se controla. Uma só voz que se levante numa sala cheia tem a capacidade de criar um coro que cala quem está habituado apenas a ser ouvido. Agora é o cidadão comum que quer ser ouvido.

 

Podemos tentar encontrar razões para estes protestos, mas parece um exercício inútil. Não estamos todos a viver neste país neste momento? Não sabemos todos o ponto em que estamos, mesmo que sejam diversas as opiniões sobre as causas e as consequências?

 

Como se controlam manifestações avulsas, espontâneas e desenquadradas politicamente? Não se controlam. Evitam-se. Não fechando as portas dos palácios, porque elas não serão suficientes para conter a indignação. Nem evitando os contactos com as pessoas, porque a sua voz virá sempre pelas ondas hertzianas e electrónicas.

 

Os políticos têm agora de aprender a falar uma linguagem de dois sentidos: falar como quem sente e ouvir como quem aprende. Reconhecer. E terão de o fazer depressa. Ou ainda vão ter saudades das manifestações em que se atiravam pedras. Contra essas, bastonada basta.

 

Leonete Botelho

 

Retirado do Público
 

28
Set12

PASSOS COELHO VAIADO POR JOVENS NO ESTORIL

olhar para o mundo
Passos Vaiado por jovens

 

Pedro Passos Coelho foi vaiado esta tarde à saída de um encontro que manteve com empresários no Estoril. O protesto foi dirigido ao primeiro-ministro por vários jovens que lhe perguntaram pelos dias que aí vêm. «E o nosso futuro?», questionava uma jovem à entrada do Centro de Congressos do Estoril.

Nas últimas semanas, as vaias ao primeiro-ministro e membros do Governo têm sido uma constante e a segurança sido estado reforçada. Quarta-feira, um segurança de Passos impediu a TVI de o filmar quando foi assobiado e insultado por um aluno à chegada para uma homenagem a Adriano Moreira no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, em Lisboa. 

Passos Coelho admitiu esta quinta-feira ter ficado surpreendido com o nível da discussão em torno da proposta do Governo para aumentar as contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social, a par com um corte da Taxa Social Única (TSU) a pagar pelas empresas, sobretudo com a argumentação dos empresários.

Jovens interrogavam o primeiro-ministro: «E o nosso futuro?»«Foi com alguma surpresa que vi algum nível de argumentação em torno da discussão desta matéria», disse.

No encontro, o chefe do Governo sublinhou a importância da disponibilidade dos portugueses para prosseguirem o «esforço de ajustamento» da economia portuguesa, afirmando que «se isto vai tudo correr bem ou tudo correr mal» depende muito da vontade coletiva.

Revelando não ter dúvidas de que o país está no rumo certo, questionou no entanto «a vontade suficiente e a consciência necessária para continuar este processo daqui para a frente ou não».

«Quanto ao nível de vontade coletiva e de consciência coletiva do que temos de fazer daqui para a frente, a mim cabe-me fazer alguma pedagogia, dar algumas pistas de reflexão, mas sois vós, no conjunto, é a sociedade que tem de se manifestar quanto a isso. Saber se daqui para a frente isto vai tudo correr bem ou tudo correr mal depende muito da nossa vontade coletiva e da consciência que temos dos problemas», afirmou Passos Coelho.

 

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