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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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06
Fev13

Paolo Berlusconi chama a Balotelli o “negretto di famiglia”

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Paolo Berlusconi chama a Balotelli o “negretto di famiglia”

O irmão de Silvio Berlusconi tornou-se "viral" e está a ser acusado de racismo.

 

Mario Balotelli acabou de regressar a Itália e já está envolto numa polémica, mas, ao contrário do que é habitual, desta vez não foi ele o provocador.

 

Paolo Berlusconi, vice-presidente do AC Milan e irmão do antigo primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, referiu-se ao avançado contratado ao Manchester City como o “pretinho da família" (“negretto di famiglia”) durante uma reunião política em Monza no último domingo.

 

“Ok, agora vamos todos ver o pretinho da família, o maluco. Todas a raparigas estão convidadas. Podem ter a oportunidade de conhecer o presidente [Silvio Berlusconi]”, foi a frase completa de Paolo Berlusconi, que, para seu azar, foi captada em vídeo.

 

O vídeo começou por ser publicado no site do jornal LRepubblica e tornou-se viral, com Berlusconi a ser acusado de racismo.

 

Balotelli, contratado em Janeiro ao City por 20 milhões de euros, teria uma estreia de sonho com a camisola do AC Milan, marcando os dois golos do triunfo milanista sobre a Udinese por 2-1

 

Retirado do Público

17
Dez12

Racismo no futebol - Adeptos do Zenit só querem jogadores brancos

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Racismo no futebol - Adeptos do Zenit só querem jogadores brancos“Não somos racistas, mas...”, dizem os adeptos do Zenit MICHAEL DALDER/REUTERS


O maior grupo de adeptos do campeão russo, Zenit São Petersburgo, pediu ao clube que se abstenha de contratar futebolistas negros ou homossexuais, na sequência da agitação provocada pela aquisição do brasileiro Hulk. “Não somos racistas, mas vemos a ausência de jogadores negros no Zenit como uma tradição importante”, pode ler-se na carta publicada, nesta segunda-feira, na página oficial do grupo Landscrona.

 

“Isso permite ao Zenit manter a identidade nacional do clube, que é o símbolo de São Petersburgo”, pode ler-se no manifesto, que tem como título Selecção 12 – Tradições e princípios.

 

O Zenit é o único emblema do principal escalão do futebol russo que nunca teve um futebolista africano na sua equipa. São Petersburgo é conhecida por ser uma cidade com forte influência da extrema-direita nacionalista.

 

Os adeptos pedem no manifesto que a equipa conte mais com jogadores formados no clube ou jogadores europeus. “Só queremos jogadores de outras nações-irmãs eslavas, como a Ucrânia e a Bielorrússia, assim como dos estados Bálticos e Escandinávia. Temos a mesma mentalidade e partilhamos um contexto histórico e cultural com estas nações”, pode ler-se na carta do grupo Landscrona.

 

Estes adeptos também expressam a sua oposição à existência de “minorias sexuais” na equipa, e pedem que cada jogador se esforce “a 101 por cento” em cada jogo.

 

Vários futebolistas negros rejeitaram ofertas significativas do Zenit nos últimos 12 meses, após receberem ameaças de morte dos adeptos do clube, segundo a imprensa russa. Um porta-voz do Zenit disse nesta segunda-feira que o clube não iria comentar a carta dos adeptos.

 

O ex-avançado do Zenit e da selecção russa Alexander Panov considerou, citado pela imprensa local, que os adeptos não têm o direito de influenciar a política de recrutamento do clube. “Se não temos bons jogadores que cheguem em São Petersburgo, o que há-de o clube fazer?”, perguntou. “Todos os clubes do mundo têm jogadores negros. Se não os há no Zenit – é problema do Zenit. Não creio que os adeptos devam pedir ao clube para contratar ou deixar de contratar certos jogadores. Os adeptos têm o direito de ir ao estádio ou de ficar em casa”, acrescentou.

 

A equipa do Zenit atravessou uma fase complicada em que teve de fazer frente ao descontentamento de vários jogadores após a contratação, por vários milhões de euros, do brasileiro Hulk (ex-FC Porto) e do belga Witsel (ex-Benfica). Igor Denisov passou mesmo algum tempo na equipa B do Zenit após se ter recusado a jogar, reivindicando um contrato semelhante ao de Hulk. A situação foi posteriormente apaziguada e Denisov regressou à equipa, após um pedido de desculpa.

 

Retirado do Público

29
Nov12

Ausência de Fernando Cabral nos Fashion Awards cria polémica sobre racismo

olhar para o mundo

Ausência de Fernando Cabral nos Fashion Awards cria polémica sobre racismo

Fernando Cabral fez as campanhas da H&M, Benetton, desfilou Hugo Boss. Não chegou à lista de nomeados e gerou polémica: há racismo na moda em Portugal? Várias pessoas dizem abertamente que sim.

 

Tem 25 anos, foi o rosto de grandes campanhas internacionais como a H&M e a Benetton e desfilou para a Hugo Boss. É o único português na lista dos 50 melhores modelos masculinos da Models.com. Fernando Cabral não foi nomeado este ano para os Fashion Awards, prémios de moda organizados há três anos pela Fashion TV, entregues na terça-feira à noite em Lisboa.

 

 A ausência levantou polémica sobre a existência de racismo na moda em Portugal - começou no Facebook, e passou para a crónica do músico Kalaf Angelo, dos Buraka Som Sistema, publicada esta semana na revista 2: "Será Portugal um país racista?", perguntava. "O Fernando é negro, condição de quase-invisibilidade nesta sociedade", escreveu, acusando a organização de "negligência". "Acredito que [Portugal] não será mais [racista] do que outros países", continuava. "Pelo que é alarmante que o tema raça/cor ainda dê azo a tantas más interpretações."

 

Paulo Ribeiro, presidente do júri e director do canal Fashion TV, que só vota em caso de empate, diz que não comenta o facto de Fernando Cabral não ter sido eleito pela comissão que "é soberana", mas refere que o processo é transparente.

 

A lista que chega ao júri (composto por 14 membros), cinco nomes em cada categoria para três serem escolhidos, é seleccionada por uma comissão de 45 pessoas de várias áreas da moda, cujos nomes não foram divulgados (as instituições a que pertencem, sim) - Paulo Ribeiro também não os revelou e até à hora do fecho desta edição o PÚBLICO não conseguiu apurar quem eram. Cada pessoa da comissão escolhe, livremente, três nomes. Cabral não apareceu nesta selecção e foi isso que indignou alguns e causou espanto a pessoas como a fundadora da ModaLisboa, Eduarda Abbondanza, também jurada. Abbondanza não acredita que se deva a racismo, mas "talvez" a "uma entropia nos processos, feitos com pessoas que não têm as qualificações certas" e provavelmente não conhecem Fernando Cabral, por ter estado tanto tempo fora a trabalhar.

 

Por seu lado, Ribeiro recusa "liminarmente" acusações de racismo e diz que o histórico dos Fashion Awards mostra o contrário: "Em duas edições, dos 12 modelos nomeados quatro ou cinco são luso-africanos", e dá o exemplo de Luís Borges, vencedor em 2010. Fernando Cabral, acrescenta, foi nomeado em 2011.

 

"Paciência, não é isso que domina a minha carreira", comentou o modelo sobre a sua ausência nos prémios. Encontra duas razões: falta de informação sobre os modelos que saem de Portugal e um "pouco de racismo não só em Portugal e não só na moda". "É difícil para um negro chegar às grandes marcas." Fala de um racismo menos óbvio: "Às vezes as pessoas não querem simplesmente conhecer o que um negro está a fazer, nem se dá tanta importância. Não se tenta pesquisar e desconhece-se porque é mais fácil ver brancos em grandes campanhas."

 

Em Portugal e noutros países, Fernando Cabral foi sempre bastante requisitado, lembra Lido Palma, director da sua agência, a Karacter. Não vê racismo na não-nomeação. "Nada tem que ver com a cor da pele do Fernando." Tem mais que ver, considera, com "falta de informação, dedicação e até de responsabilidade quando se dá a indicação destes nomes". "São sempre os mesmos."

 

O modelo Ana Sofia participou na polémica no Facebook, indignada, conta-nos. Com dez anos de carreira, diz: "Sim", há racismo na moda em Portugal. Ela própria já se sentiu "lesada" nos Globos de Ouro. "Merecia ter ganho. Tenho uma carreira de dez anos, internacional, que muitos modelos sonham. Se foi racismo ou não... Dá que pensar..." Exemplos: há "muitos modelos de origem africana em Portugal, nas capas de revista contam-se pelos dedos os negros que fazem capa". "Há a ideia de que o negro não vende. O que não percebo: a população de origem africana é flagrante na rua. Então por que é que isso não se reflecte nas novelas, na moda?" Ela foi "à procura do mercado ideal" e rumou a Nova Iorque, onde há poder de compra dos afro-americanos e não "há distinções de cachet entre um manequim branco e negro. Aqu,i há".

 

O mundo da moda é sobretudo lobista, e muitas vezes "pequeno no seu pensamento", analisa Abbondanza, que não concorda que exista racismo. Francisco Balsemão, do Portugal Fashion e membro do júri, também discorda: "Nunca me apercebi de que havia discriminação em relação aos modelos negros. Há criadores que pedem especificamente modelos africanos para as suas passagens."

 

Para o fotógrafo Frederico Martins, nomeado, que trabalha com grandes revistas como Vogue GQ, a ausência de Fernando Cabral nas nomeações tem duas razões: ignorância sobre o que se "passa na moda", sobretudo quando os manequins estão fora, e um racismo "não-directo". "Os manequins negros são negligenciados em Portugal. É um racismo não-intencional, as pessoas têm tendência a não os reconhecer como portugueses e há a ideia de que um negro não vende. Isso é uma dificuldade com a qual lido: é difícil convencer um cliente a ter um manequim negro numa campanha. Não porque haja racismo direccionado, mas porque se acha que não vai ter sucesso no mercado."

 

Cara da JCrew, já foi exclusivo da Dior, Calvin Klein ou Louis Vuitton: Armando Cabral, a viver em Nova Iorque há anos, e irmão de Fernando, nunca recebeu um prémio em Portugal. "É incompreensível que o melhor modelo em Portugal não esteja nomeado", diz sobre o irmão. "Só pode ser falta de informação - mas quem escolhe os nomeados tem de saber o que se passa na moda - ou racismo." E deixa a questão para "as pessoas responderem": "Por que é que um dos melhores modelos da actualidade não está nomeado? A maioria dos que fizeram sucesso global são luso-africanos. Porque não ganham prémios?"

 

Noticia do Público
 

30
Jul12

Racismo, Negros impedidos de casar em igreja frequentada por brancos nos EUA

olhar para o mundo
O racismo ainda é uma realidade em muitos estados norte-americanosO racismo ainda é uma realidade em muitos estados norte-americanos (Reuters/arquivo)

O casamento foi marcado com antecedência. Mas na véspera da cerimónia, na Igreja Baptista de Crystal Springs, nos Estados Unidos, o pastor disse a Andrea e Charles Wilson que não os poderia casar ali, por serem negros.

 

A história é contada pela estação de televisão norte-americana ABC. Andrea e Charles eram frequentadores daquela igreja no Mississipi e, quando decidiram casar religiosamente, escolheram-na. O pastor, Stan Weatherford, marcou a cerimónia mas a comunidade baptista, composta por brancos, não gostou. O templo existe desde 1883 e nunca ali houvera um casamento de pessoas negras; queriam que assim continuasse. 

Stan Weatherford disse à ABC que a oposição foi tão forte que foi ameaçado de despedimento. Por isso, cedeu e pediu ao casal para procurar outro templo - o pastor, que é branco, acabaria por casar Andrea e Charles numa igreja ´cujos fiéis são maioritariamente negros e situada na mesma rua da igreja baptista que os recusou. 

"A minha filha de nove anos ia estar na cerimónia. Como é que se diz a uma criança desta idade 'Olha querida, não podemos casar aqui porque somos negros'", disse Charles Wilson à WAPT-TV, uma estação local.

De acordo com as televisões, a decisão da comunidade branca chocou a maioria da população de Crystal Springs (cinco mil habitantes). "Estamos espantados", disse Theresa Norwood, de 48 anos, que nasceu e vive em Crystal Springs e é tia de Charles, que vivia em Nova Orleães e se mudou para aquela povoação após a devastação do furacão Katrina. Na sua opinião, o pastor deveria ter ignorado a pressão e casado os Wilson no seu templo. "Eles achavam que aquela igreja era a sua casa".

Um tio de Andrea trabalha na igreja e o seu pai é membro daquela igreja baptista; o casal não era membro, mas considerava-se como tal e era sempre ali que assistiam ao culto.

A congregação branca começou entretanto uma série de reuniões para decidir o que fazer se surgirem novos pedidos de casamento de casais negros ou mistos.

 

Noticia do Público

26
Jul12

Racismo afasta atleta grega dos Jogos Olímpicos

olhar para o mundo
Racismo afasta atleta grega dos Jogos Olímpicos

A atleta grega do triplo salto Voula Papahristou foi expulsa dos Jogos Olímpicos de Londres esta quarta-feira, dois dias antes do arranque oficial. Na origem da decisão está um comentário racista que a atleta fez na rede social Twitter.

 

A atleta grega do triplo salto Voula Papahristou foi expulsa dos Jogos Olímpicos de Londres esta quarta-feira, a dois dias do arranque oficial. Na origem da decisão está um comentário racista contra os imigrantes africanos que a atleta fez na rede social Twitter.

 

Na sua conta oficial do Twitter, a atleta do triplo salto escreveu: «Com tantos africanos a viver na Grécia, os mosquitos do vírus do Nilo alimentam-se de comida caseira».

 

A 'piada' racista surgiu depois de terem sido registados em Atenas vários casos de mortes devido ao chamado vírus do mosquito do Nilo.

 

O Comité Olímpico grego apressou-se a reagir à atitude da atleta e anunciou a exclusão da atleta de 23 anos da competição internacional «por comentários contrários aos valores e ideias da missão olímpica».

 

Depois da onda de reacções que o seu comentário desencadeou, Papahristou pediu desculpas, também nas redes sociais, dizendo que nunca acreditou na «discriminação entre seres humanos e raças».

 

As desculpas, no entanto, não foram suficientes para a atleta prosseguir o seu percurso olímpico. 

 

Noticia do Sol

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