Segunda-feira, 20.01.14

As relações ioiô e o Poliamor

Poliamor

 

As relações ioiô

 

Para o psicólogo clínico e sexólogo Quintino Aires, a incapacidade de assumir o compromisso é um reflexo da falta de maturação que se verifica nos jovens adultos atuais. Um estudo recente, citado pelo especialista, revelou que «46% dos portugueses até aos 35 anos, ainda não amadureceu». E é também esta imaturidade, segundo o especialista, a causa principal dos relacionamentos ioiô, que ora terminam, ora recomeçam.

 

 

Ana, de 38 anos, manteve uma relação deste género durante sete anos, que terminou recentemente, mas agora, garante que «é mesmo definitivo». Ao longo dos últimos anos, perdeu a conta ao número de vezes que terminou esta relação. «Sempre foi uma relação muito complicada. Desde o início, que, no máximo, estávamos duas semanas, sem discussões. Depois, surgia sempre um conflito qualquer e decidíamos terminar», recorda.

 

 

O psicólogo Nuno Amado alerta que «nunca é um bom fator de previsão de qualidade de uma relação que as pessoas já se tenham separado e reconciliado várias vezes». Quintino Aires é mais radical e diz que os relacionamentos ioiô são mantidos por pessoas que não gostam verdadeiramente uma da outra.

 

 

«Reconciliam-se porque, quando estão separadas, sentem saudade, desejo e angústia por estarem sós, mas depois voltam a terminar, porque, na verdade, não se amam. Duas pessoas que não olham da mesma forma para o mundo e/ou que não toleram a opinião uma da outra não se amam», sublinha o especialista.

O poliamor

A derrubar totalmente a estrutura tradicional de um relacionamento amoroso aparece o poliamor, um tipo de relacionamento em que cada pessoa tem a liberdade de manter mais do que um relacionamento ao mesmo tempo. Quem é adepto do poliamor defende que «não se trata de infidelidade, nem de promiscuidade, mas sim de uma honestidade total, em que todas as pessoas envolvidas estão a par da situação e se sentem confortáveis com elas».

 

 

Maria e Bernardo, ambos na faixa dos 30 anos, estão casados há um ano e assumem, com naturalidade, que tanto um como outro estão livres para se envolverem com outras pessoas. Já tiveram algumas relações extraconjugais, desde que estão juntos, mas, não passaram de encontros sexuais e, até ao momento, nunca se apaixonaram. No entanto, não excluem essa hipótese.

 

 

Vir a gostar de outra pessoa não implica, para eles, o fim do sentimento que os une. «Acima de tudo, privilegiamos a comunicação. Sempre que aparece uma pessoa nova que nos desperta interesse, consultamo-nos um ao outro para definir a melhor estratégia a adotar», conta Bernardo. E é precisamente essa honestidade que sossega Maria.

 

 

«Um dia pode surgir uma pessoa por quem nos venhamos a interessar amorosamente, mas isso não tem de afetar o que sentimos um pelo outro», diz. Para os psicólogos entrevistados, este formato de relacionamento materializa a incapacidade de criar vínculos emocionais, decorrente da imaturidade psicológica. Na opinião de Quintino Aires, «quem cria um vínculo emocional com uma pessoa rejeita naturalmente o envolvimento com outras pessoas».

 

 

Nuno Amado não acredita na sustentabilidade deste modelo a longo prazo e acha que, mais cedo ou mais tarde, o casal acaba por desistir dele. No entanto, ressalva que, «há exceções», como faz questão de sublinhar.

 

Retirado do Sapo Mulher

publicado por olhar para o mundo às 23:30 | link do post | comentar
Sexta-feira, 17.01.14

Emoções - As (novas) relações amorosas

As (novas) relações amorosas

Estaremos mais exigentes e independentes ou, simplesmente, mais imaturos?

Os conceitos mudaram irreversivelmente. Nos relacionamentos modernos, procura-se viver o momento, sem fazer planos para o futuro e o casamento tradicional deixou de ser visto como o caminho certo para a felicidade.

 

O foco na qualidade das relações, o aumento díspar do número de divórcios, o adiamento do casamento e da maternidade marcam os dias que correm. 

 

E, aos olhos da psicologia, a falta de maturação psicológica que caracteriza a nova geração de adultos fizeram surgir, nas duas últimas décadas, novos formatos de relacionamento amoroso. São relações informais, onde não existe compromisso e a felicidade não passa pelo casamento tradicional, nem, em alguns casos, tão pouco, pela partilha do mesmo espaço e das mesmas rotinas. Surgem assim, com mais frequência, as chamadas amizades coloridas, os encontros sexuais esporádicos, mas também, as relações ioiô que vivem no drama constante da separação e da reconciliação.

 

A lista também abrange as relações poliamorosas que consideram ser possível amar várias pessoas ao mesmo tempo e ainda casais com relacionamentos sólidos mas que preferem manter o seu espaço e recusam-se a partilhar a mesma casa. Reunimos alguns casos reais e conversámos com os especialistas que nos ajudaram a descodificar estas novas relações e as suas verdadeiras motivações. Estaremos mais exigentes e independentes ou, simplesmente, mais imaturos?

 

Uma mudança cultural e psicossocial

 

Na última década, o número de divórcios por cada 100 casamentos duplicou, passando de cerca de 15 para mais de 30. «Em 2001, por cada dez casais que deram o nó, houve três que o desfizeram», aponta Sofia Aboim, investigadora, especialista em Sociologia da Família, no seu livro «Conjugalidades em Mudança» (Instituto de Ciências Sociais). A socióloga alerta também para as percentagens de casais a viverem juntos, antes do casamento, que quase duplicou, nestes dez anos.

 

Registos que constatam «o crescimento da informalidade na formação do casal», analisa a investigadora. Os psicólogos reconhecem esta mudança cultural e social e a sua influência na formação destas novas relações mas falam também do retardamento da maturação que faz adiar o compromisso ou, até mesmo, rejeitá-lo. «Hoje, tornamo-nos adultos muito mais tarde em vários aspetos psicológicos e um deles, muito importante, é a capacidade de assumir um compromisso», sublinha Quintino Aires.

 

«Se, há 40 anos, essa capacidade aparecia aos 20/25 anos, hoje vai aparecer aos 40/50 anos», refere o psicólogo clínico e sexólogo, acrescentando que «isso é visível noutras áreas». E exemplifica. «Também assisitimos a uma dificuldade das pessoas se comprometerem com um curso ou uma profissão», refere o especialista.

 

Retirado do Sapo Mulher

publicado por olhar para o mundo às 23:12 | link do post | comentar
Domingo, 10.02.13

Sexo - O que eles querem e o que elas acham

Eles não sabem o que querem na hora da verdade

 

O facto de estar sentada aqui, não me converte numa simples espectadora do que se passa lá fora, nem me deixa alapada à espera que a vida passe. Daqui ouço desabafos, faço leituras, tiro conclusões, analiso, aprendo e sobretudo não faço questão de limitar a minha prosa a determinados assuntos...deixo que se soltem ideias, emoções e sentimentos e já me posso dar ao luxo de dizer tudo aquilo que quero e que isso não me importe. Esta introdução mais ou menos banal serve para justificar uma das minhas incursões revisteiras que me levaram a encontrar um título que me chamou à atenção..."O testemunho de cinco homens acerca do que odeiam na cama..." no caso referiam-se ao aspecto de alguns pequenos nadas que os incomodavam nas suas parceiras fixas ou ocasionais.

 

 

Inevitavelmente lembrei-me de alguns desabafos de amigas que me confidenciaram alguns comportamentos de potenciais pretendentes a uma vida em comum, não sem antes e ainda bem, testarem a performance sexual dos candidatos.

 

 

Recordei o desânimo da que contrariamente ao que tudo fazia supor, dado o aspecto físico bem apessoado e transpirando virilidade do parceiro, o viu estatelado na cama de barriga para o ar, encostado ao espaldar da cama, como se estivesse numa esplanada, e ela que se mexesse, só faltava o cigarro e o prato de tremoços na mesinha de cabeceira.

 

 

Do bem falante, culto, com sentido de humor, boa formação académica e comportamento exemplar, do senhor que  julgava ser o "tal", apesar da enorme diferença de idades, o que aparentemente não constituía problema. O senhor ficou tão contente com o desempenho da sua parceira que julgou ter ali algum futuro, mas...há sempre um mas, o dito cujo ressonou toda a noite e ela não pregou olho.

 

De manhã levantou-se e enquanto ele fazia a sua higiene matinal, ela foi preparar-lhe o pequeno almoço enquanto à cozinha chegavam todos os sons menos agradáveis de se ouvir, só porque a porta do wc. não se fechava sozinha.

 

 

Podia continuar a desenrolar uma série de confidências mais ou menos hilariantes, e de comportamentos que não abonam a favor do sexo oposto e isso deixava-me com a incómoda sensação de que meço tudo pela mesma bitola.

 

 

Felizmente são mais as coisas boas que vão sendo motivo de desabafo aqui neste assento do que as menos lisonjeiras e o certo é que todos, homens ou mulheres têm sempre queixas, ou não, há ainda por aí muita gente que vive as suas relações com o muito prazer e equilíbrio...valha-nos isso!

 

publicado por olhar para o mundo às 13:06 | link do post | comentar
Quinta-feira, 20.09.12

Como encurtar distâncias…numa relação

Como encurtar distâncias…numa relação

Dicas para não deixar arrefecer o relacionamento longe da vista

Cada vez são mais frequentes as chamadas relações à distância. Os tempos de crise repercutem-se numa insatisfação natural que nos leva a procurar novos horizontes noutros países.

 

Desta forma, o número de casais separados por fronteiras e oceanos tem vindo a aumentar e, simultaneamente, surgem novas formas de encurtar as distâncias possibilitadas pela tecnologia, mas pela criatividade também.

Eis algumas dicas que sugerimos: 

 

1Use todos os meios tecnológicos possíveis. Desde redes sociais ao próprio skype, tudo vale para diminuir as saudades. Mas atenção, não faça destes meios uma obrigação, pois ninguém gosta de “picar o ponto”;

 

2 – Faça planos. Não falem só sobre a rotina do dia. Falar sobre o futuro ajuda a alimentar uma relação;

 

3 - Não descure os voos low cost ou os feriados alargados. Esteja atenta às promoções, pois vale a pena investir num encontro, por exemplo, a meio caminho. Escolha uma cidade “imparcial” para ambos descobrirem;

 

4 – Nada de cobranças. A decisão de viver e trabalhar longe está mais do que tomada. Por isso, não atire esse “despeito” à cara do seu mais que tudo. Tente retirar daí as mais valias, como o emprego, a aventura, a experiência profissional;

 

- Datas importantes não podem ser esquecidas. Longe da vista, estes esquecimentos assumem uma proporção brutal. Rapidamente são identificados como sinais de que o amor está a enfraquecer…;

 

6 - Mantenha a chama acesa - Aproveite as tecnologias e seja ousada. Ocasionalmente esta poderá ser uma boa forma para manter a intimidade;

 

7 - Não abdique da sua vida. Continue a sair com os amigos e a divertir-se. Assim é mais fácil passar o tempo e diminui as expetativas de um telefonema.;

 

Retirado de Sapo Mulher

publicado por olhar para o mundo às 21:29 | link do post | comentar

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