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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

30
Mai13

Ricardo Araújo Pereira ganha Grande Prémio da Crónica

olhar para o mundo

Ricardo Araújo Pereira ganha Grande Prémio da Crónica


O livro Novas Crónicas da Boca do Inferno valeu ao autor-actor o Grande Prémio da Crónica atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores em parceria com a Câmara Municipal de Sintra.

 

O prémio, no valor de cinco mil euros, foi atribuído “por unanimidade” por um júri constituído pelos escritores Alice Vieira e Manuel Jorge Marmelo e pelo professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Manuel Frias Martins.

Os jurados viram em Novas Crónicas da Boca do Inferno “um conjunto de crónicas que revela um notável tratamento da língua portuguesa, o qual, associado a um humor inteligente e mordacidade crítica, assegura a qualidade e perenidade dos respectivos textos”, diz a acta justificativa do prémio.

O livro de Ricardo Araújo Pereira foi publicado em Novembro de 2009 pela Tinta da China e reúne crónicas semanais publicadas pelo autor-actor na revista Visão, entre 2007 e 2009 – o prémio da APE dizia respeito as obras lançadas em 2009 e 2010. Uma primeira edição de crónicas do autor, com o título Boca do Inferno, tinha já sido publicada pela mesma editora em 2007. Também na Tinta da China, o comediante editou uma selecção de guiões do seu programa radiofónico Mixórdia de Temáticas.

Ao Grande Prémio da Crónica da APE/CMS concorreram 21 títulos, tendo o júri seleccionado quatro que entraram na disputa final. Foram eles, para além do de Ricardo Araújo Pereira, As Vidas dos Outros, de Pedro Mexia, O Fiasco do Milénio, de Rui Tavares, e Sermões Impossíveis, de Fernanda Câncio, todos eles também com a chancela da Tinta da China.

O prémio vai ser entregue ao vencedor “em sessão pública a realizar oportunamente”, diz o comunicado da APE, que lembra terem já sido distinguidos, neste género, os escritores Maria Judite de Carvalho, Ilse Losa, Manuel Poppe, Álvaro Guerra, Mário Cláudio, Baptista-Bastos e José Cutileiro.

Ricardo Araújo Pereira (n. Lisboa, 1974) é principalmente conhecido como comediante. Mas – lembra a biografia apresentada pela agência Lusa – começou por ser jornalista, tendo iniciado a carreira no JL – Jornal de Letras, Artes & Ideias. Passou também, como colunista, pelo Expresso e Diário de Notícias, antes da revista Visão. Entrou, depois, para as Produções Fictícias, como argumentista, tendo sido co-autor de vários programas de televisão e rádio, nomeadamente os apresentados pelo humorista Herman José (RTP e SIC).

Em 2003, Ricardo Araújo Pereira começou também a enfrentar as câmaras de televisão no programa Levanta-te e Ri (SIC), altura em que se associou a José Diogo Quintela, Tiago Dores e Miguel Góis. Nasceu aí o colectivo Gato Fedorento, que viria a participar em várias séries da SIC Radical e, mais tarde, na RTP.

Actualmente, Ricardo Araújo Pereira escreve em vários jornais e revistas, participa em programas semanais de rádio, designadamente na TSF, e noGoverno Sombra, da TVI, com Pedro Mexia e João Miguel Tavares.

 

Retirado do Público

12
Mar13

Gato Fedorento podem voltar ao ecrã

olhar para o mundo

Gato Fedorento podem voltar ao ecrã

Ricardo Araújo Pereira falou, nesta segunda-feira, na possibilidade do regresso do grupo à televisão. Os quatro humoristas não têm programa há mais de três anos.

 

Os Gato Fedorento poderão voltar aos ecrãs a partir de Junho, avançou nesta segunda-feira Ricardo Araújo Pereira, um dos quatro humoristas do grupo, durante um encontro com alunos na Escola Portuguesa de Macau.

 

“Almoçamos todas as semanas e telefonamo-nos uns aos outros todos os dias, nem que seja só para insultar, mas é possível [um regresso].

 

Ainda outro dia estávamos a falar sobre isso, se calhar qualquer dia voltamos”, disse Ricardo Araújo Pereira em declarações à agência Lusa.

 

“Tenho alguns compromissos que me impedem de estar em Portugal”, explicou. O humorista adiantou que tem viagens marcadas à Colômbia e ao Brasil, pelo que o regresso só deverá dar-se depois de Junho.

 

Depois de um ano no programa radiofónico Mixórdia de Temáticas, o humorista não descarta a possibilidade de continuar. “Está tudo em aberto, pelo menos a minha porta está sempre aberta para a Comercial”, concluiu.

 

Ricardo Araújo Pereira está em Macau para participar no II Festival Literário “Rota das Letras”, onde estarão outros portugueses como a jornalista Alexandra Lucas Coelho, o fadista Camané ou o escritor Rui Zink.

 

Os Gato Fedorento não se juntam em televisão há mais de três anos. A última vez foi com Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios, um programa de sátira política, que se estreou em 2009 na SIC.

 

O grupo começou por satirizar assuntos da actualidade num blogue homónimo, inactivo há quase seis anos. Os primeiros sketches humorísticos foram para o ar em 2003, no canal SIC Radical, primeiro no programa Perfeito Anormal e só depois num programa independente.

 

Retirado do Público

25
Jul12

Ricardo Araújo Pereira, Igreja Universal do Reino do Empreendedorismo

olhar para o mundo

Se calhar, o leitor não fala empreendedorês. Não recebeu inputs, perdeu a oportunidade de desenvolver o know-how e agora não consegue dar feedback. Não tem drive nem mindset de mercado para abordar um cluster de empresas e mostrar-lhe os seus skills técnicos

 

O leitor não tem dado atenção aos gurus do empreendedorismo. Está a ler isto, em vez de estar a empreender. Prepara-se para ficar mais de dois minutos sem inovar. Borrifa-se despudoradamente na competitividade. Que se passa? Não ouviu os sacerdotes do trabalho? Não se sentiu inspirado pelas palestras de motivação? Se calhar, não fala empreendedorês. Não recebeu inputs, perdeu a oportunidade de desenvolver o know-how e agora não consegue dar feedback. Não tem drive nem mindset de mercado para abordar um cluster de empresas e mostrar-lhe os seus skills técnicos. Impressionante, a sua incúria.

 

Nutro um grande fascínio pelo mundo do trabalho, até porque nunca tive um emprego a sério. Por isso, foi com muito agrado que me dediquei a ouvir os novos guias espirituais do empreendedorismo, da inovação e da competitividade. Posso fazer-lhe um resumo. O leitor quer singrar? Seja empreendedor. Pronto, começam as objecções. O leitor, com a sua costumeira impertinência, acha que, uma vez que empreender é sinónimo de fazer, sugerir a quem não sabe o que fazer que empreenda acaba por ser igual a coisa nenhuma. Calma. Há que educar o gosto para este tipo de aconselhamento. O leitor ainda quer singrar? Então, inove. É outro truísmo? É mais fácil falar em inovação do que ter, de facto, ideias inovadoras? Mau, mau. Começo a aborrecer-me com a resistência do leitor. Deixe-me continuar a analisar o pensamento destes profissionais cujo trabalho é recomendar ao leitor que trabalhe.

 

Primeira ideia: é preciso chegar mais cedo ao emprego e sair mais tarde. Dito assim, parece pouco, mas o conselho tem de ser dado aos gritos, em pose dinâmica e empreendedora. O leitor fará o favor de imaginar que tenho o punho dramaticamente cerrado e a veia do pescoço saliente: é preciso chegar mais cedo e sair mais tarde. Vê como impressiona? E é uma ideia verdadeiramente inovadora. Há poucos dias saíram na imprensa dois testemunhos de um rapaz e uma rapariga portugueses que tinham tido uma experiência de trabalho no estrangeiro. Ela, nos Estados Unidos; ele, na Alemanha. Ambos se apresentaram ao trabalho antes dos colegas e saíram depois - para mostrar serviço. Ambos foram chamados ao director. O rapaz da Alemanha foi intimado a respeitar o horário de trabalho, porque há uma coisa chamada "lei" (eu também nunca tinha ouvido falar) e porque, no entender da administração daquela empresa, quem não conseguia fazer o seu trabalho a horas estava a fazê-lo mal. À rapariga dos Estados Unidos, foi-lhe comunicado que iria passar a estar debaixo de olho, porque quem fica no trabalho até tarde são, normalmente, as pessoas que se dedicam à espionagem industrial. Veja como o conselho dos novos gurus, estando em linha com a mentalidade chinesa, representa um corte com a prática ocidental. Parece que eles, lá na civilização, dividiram o dia em três partes: uma para trabalhar, outra para dormir e outra para o lazer. E é assim que se organizam, os estúpidos. Dizem que o lazer, de que os nossos gurus têm nojo, até faz movimentar uma indústria de milhões. Mesmo assim, na Alemanha e nos Estados Unidos ninguém diz às pessoas para chegarem mais cedo e saírem mais tarde do lazer. Eles sabem que isso seria tão idiota como pedir-lhes para chegarem mais cedo e saírem mais tarde do emprego.

 

Ricardo Araújo Pereira


Retirado da Visão

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