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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

17
Jan14

Teatro - Romance de Valter Hugo Mãe encenado pelo Trigo Limpo

olhar para o mundo

Romance de Valter Hugo Mãe encenado pelo Trigo Limpo

"O Fascismo dos Homens Bons", peça criada a partir do romance de Valter Hugo Mãe "A máquina de fazer espanhóis" estreia a 18 de Janeiro no Trigo Limpo teatro ACERT
" "A máquina de fazer espanhóis" de valter hugo mãe é, já por si, um retrato da nossa portugalidade. Na situação que vivemos atualmente o texto ganha ainda mais sentido e mais sentidos. E é uma ferramenta espetacular, um ponto de partida único e motivador para quem, como nós, adora contar histórias", é deste modo que a equipa do Trigo Limpo apresenta o seu espectáculo que subirá ao palco a 18 de Janeiro.

O objectivo do grupo será em primeiro lugar contar a história de António Silva, o narrador, e personagem central, mas também e sobretudo a história de o "Lar Feliz", decalcadadoslares de muitos portugueses num retrato de um Portugal antigo, com oitocentos anos e História.

Entre o trágico e o cómico, esta aventura de final de vida ganha, em palco, uma dimensão que nos remete novamente para o mundo do "faz de conta", essa fantástica brincadeira que, em pequenos nos permite "reinar" e, já adultos, nos reaproxima da menoridade. 

"Tudo isto atravessado de poesia. Personificada no Esteves. O Esteves sem metafísica, da Tabacaria de Fernando Pessoa que, a determinada altura, questiona os seus companheiros:

- Que me dizem a isto? Digam-me se não é a violência na terceira idade.
Isto é violência na terceira idade".

Segundo os actores, a média de idades é de trinta e seis anos, daí que a memória e a antevisão tenha sido um desafio que valeu a pena ultrapassar.

São sete actores que lembram tempos que não viveram e tentam prever tempos que pretendem bem distantes ainda. Deste modo o presente fica limitado" lembrando-nos hoje, a cada instante, o ontem e o amanhã... e provocando-nos uma mistura de sentimentos marcante para as personagens que interpretamos",acrescentam

A determinada altura o Américo, ao ralhar com os utentes do Lar, exclama: - Parecem putos... Não têm vergonha na cara, estes homens desta idade, parecem putos..., lembrando o espectador que em determinada altura da vida as idades se confundem. Como diz o povo "de velho se torna a menino"." E é neste universo que nos vamos mover e onde, num jogo de "faz de conta", vão "reinar" as palavras de valter hugo mãe dando vida ao triste e divertido Lar Feliz Idade".Adaptação e encenação

Pompeu JoséCenografia
Zé Tavares e Pompeu JoséComposição e direção musical
Filipe MeloInterpretação
António Rebelo, Hugo Gonzalez, João Silva, Pedro Sousa, Pompeu José, Raquel Costa, Sandra SantosMúsicos
Filipe Melo – piano
Miguel Cardoso – contra baixo
Luís Henrique – clarinete, presentearão os espectadores com a execução da música de cena nos esepctáculos de 18 e 25 de Janeiro
retirado do HardMúsica
26
Nov13

Prémio APE de romance para Alexandra Lucas Coelho

olhar para o mundo

Alexandra Lucas Coelho é a vencedora do Prémio APE de Romance e Novela 2012, com E A Noite Roda (ed. Tinta-da-China), atribuído, por unanimidade, por um júri composto por José Correia Tavares, Ana Marques Gastão, Clara Rocha, Isabel Cristina Rodrigues, Luís Mourão e Manuel Gusmão.


Jornalista e autora de vários livros de reportagens e viagens (Viva México, Caderno Afegão, Oriente Próximo e Tahrir! – Os Dias da Revolução), foi com E A Noite Roda, uma história de amor entre uma jornalista catalã e um jornalista belga de origem italiana, que Alexandra Lucas Coelho se estreou na ficção, num romance cuja acção percorre várias geografias, desde Jerusalém à Catalunha.

 

No valor de 15 mil euros, ao longo de 31 anos este prémio já distinguiu 27 autores, como António Lobo Antunes, Agustina Bessa-Luís e Gonçalo M. Tavares. De acordo com a Associação Portuguesa de Escritores, nesta edição registou-se uma das mais altas participações de sempre: foram admitidas a concurso 80 obras (escritas por 52 homens e 28 mulheres).

 

Eram finalistas, além de Alexandra Lucas Coelho, Afonso Cruz (com Jesus Cristo Bebia Cerveja), Jaime Rocha (com A Rapariga Sem Carne), Mário de Carvalho (com O Varandim seguido de Ocaso em Carvangel) e Patrícia Portela (com O Banquete).

 

Retirado do Sol

22
Set13

Quando Calouste é Kaloust a sua vida romanesca dá um romance

olhar para o mundo

Quando Calouste é Kaloust a sua vida romanesca dá um romance


José Rodrigues dos Santos editou o seu 11.º romance sobre Gulbenkian

 

O Homem de Constantinopla é o primeiro romance sobre Gulbenkian. José Rodrigues dos Santos imaginou a vida do filantropo e mostra como era um dos homens mais ricos do mundo. Mas é ficção

 

Quando Calouste Sarkis Gulbenkian morreu, em 1955, a revista norte-americana Time, no obituário a que deu o título Oil: Mr. 5%, atribuía-lhe uma frase que se poderia constituir como o traço de uma personalidade: "Tenho apenas um amigo e o seu nome é solidão." A história do homem que, com a fundação criada no ano seguinte teria um papel decisivo na cultura e na ciência em Portugal, foi agora romanceada por um dos autores portugueses que mais vendem, o jornalista José Rodrigues dos Santos.

 

A história de Gulbenkian não é completamente desconhecida, nem os detalhes sobre um perfil de excentricidade são uma novidade, mas o romance, que se apresenta dividido em dois volumes - O Homem de Constantinopla, lançado ontem em Lisboa e que segue o "rapaz mais esperto de Trebidonza", na velha Turquia, até se transformar no "senhor 5%", já em Londres; o segundo, Um Milionário em Lisboa, que dá mais atenção à criação da fundação, só sairá em Novembro - é a tentativa de "usar a ficção para nos ajudar a compreender Calouste", diz Rodrigues dos Santos ao PÚBLICO. "Mas o veículo que corporiza essa compreensão não é Calouste, é Kaloust", sublinha, antecipando eventuais críticas dos que venham a ler este romance como um relato factual da vida do maior filantropo do país. Os dois volumes são obra de "um romancista e não de um biógrafo", insistiu, e o seu protagonista é apenas "uma figura de ficção inspirada em Calouste Gulbenkian [1869-1955]".

 

Por isso, explica, não consultou arquivos, baseando a investigação, "sobretudo, em matéria biográfica já publicada e numa conversa que [teve] com o filho de Azeredo Perdigão". Falar com os descendentes do milionário arménio nascido em Istambul que escolheu deixar a Portugal boa parte da sua fortuna e da sua riquíssima colecção de arte foi uma hipótese que pôs de lado depois de "contactos indirectos através dos quais [foi] informado de que a família Gulbenkian desencoraja[va] qualquer investigação em torno de Calouste".

 

Contactada pelo PÚBLICO a Fundação informou, contudo, que os dois membros da família que pertenceram ao conselho de administração, Mikhael Essayan, o filho, e Martin Essayan, neto, não foram contactados. Na apresentação de ontem, na Sociedade de Geografia, esteve um sobrinho-neto, Mikaël Gulbenkian, que Rodrigues dos Santos contactou há dias e que leu no livro "uma homenagem extraordinária ao filho de Gulbenkian, Nubar, uma figura muito injustiçada neste país, e também um homem brilhante".

 

Nubar, que no livro dá pelo nome de Krikor, é chamado a Lisboa quando o pai está quase moribundo e encontra nos seus papéis dois volumes intitulados Um Homem em Constantinopla Um Milionário em Lisboa, que lhe dão conta da vida e do modo como Kaloust construiu o seu império.

 

De certa forma, Rodrigues dos Santos emula assim o gesto que Nubar teve ao passar a Ralph Hewins as memórias do pai, até agora inéditas, que estariam na base de O Senhor Cinco Por Cento, uma biografia que a fundação não reconhece como oficial e que foi editada em 1957 em Inglaterra (em português existe apenas desde 2009, com a chancela da Texto). É fácil reconhecer no primeiro volume do romance, que termina com o início da Primeira Guerra Mundial, quando o filantropo que enriqueceu com o comércio mundial de petróleo tinha 45 anos, muita da informação que Hewins avança, no que toca à vida particular de Gulbenkian, mas também aos negócios.

 

No lançamento de ontem o autor falou da forma como a fundação foi criada, tema que aparece no segundo volume, explicando que "a razão pela qual Gulbenkian trouxe a fundação para Portugal foi para não pagar impostos", acrescentando que vivia num hotel, o Aviz, "também para fugir ao fisco". De fora da apresentação ficaram, compreensivelmente, temas que se adivinham polémicos, como "o problema da corrupção" e o facto de, como disse ao PÚBLICO o escritor, "Gulbenkian ter sempre uma menina menor à sua disposição". Estas e outras questões são também abordadas pelo autor britânico Ralph Hewins, que teve acesso às memórias de Gulbenkian e a Nubar para escrever O Senhor Cinco por Cento, mas em cuja obra o académico Jonathan Conlin não confia: "[É uma biografia] inexacta, até nos elementos mais básicos", garantiu por email.

 

Conlin, da Universidade de Southahampton, dirige uma equipa de investigadores que entre 2018 e 2019 lançará, nos 150 anos do nascimento de Gulbenkian, uma biografia que, diz, "será a primeira baseada nas fontes em arquivo".

 

Os interesses de Gulbenkian, explica o coordenador, "espalharam-se pelo mundo e qualquer biógrafo que lhe queira fazer justiça necessita, naturalmente, de consultar os arquivos, tanto os privados como os públicos, os das empresas e os de Estado, numa diversidade de países, dos Estados Unidos a Inglaterra, de França e Portugal à Turquia e Rússia". O material a ter em consideração é vasto, sublinha, acrescentando que não seria possível trabalhá-lo sem a ajuda de uma equipa ou o apoio da universidade e da Fundação, que financiou a iniciativa da universidade em 300 mil libras (355 mil euros) e abriu os seus arquivos, não tendo contudo, salientou o autor e confirmou a Fundação, qualquer controlo sobre o resultado final.

 

Definitivamente ficção?

 

Mas a questão que o romance de Rodrigues dos Santos coloca é de outra ordem, porque, não se cansa de sublinhar, o autor não tem nenhum compromisso com o rigor, embora reconheça partir de factos. A ficção serve-lhe sobretudo, explica, para dar vida a acontecimentos históricos e "preencher as lacunas" de discurso não ficcional, "muito espartilhado por hipóteses e documentação". "O poder da ficção", entre outros, é o de permitir "partilhar experiências": "De repente não estamos no comboio a ir para o trabalho, estamos a ver Kaloust Sarkisian a viajar no Expresso do Oriente, a atravessar o Bósforo, a seduzir a filha do banqueiro ou a fechar o negócio que fará dele o homem mais rico do mundo."

 

Com 50 mil exemplares lançados ontem no mercado, O Homem de Constantinopla apresenta-se como um fresco sobre um milionário que até ao fim da vida quis responder a uma pergunta: "O que é a beleza?"

 

Kaloust dirá a Madame Duprés, o que o autor imagina (e escreve) que Calouste terá dito a Elize, sua secretária: "A menina que actualmente ocupa a minha suite já completou 18 anos. O seu prazo de validade está esgotado. Quando eu regressar de Londres, faça o favor de a dispensar." Duprés oferecer-lhe-á dez mil francos, "o habitual", até Kaloust lhe dizer: "Esta manhã fui tomar o pequeno-almoço ao Procope e reparei numa empregada novinha que eles agora lá têm. [...] Fale com ela e prepare-a como de costume... Flores, jóias da Cartier e tudo o resto!"

Ralph Hewins escreve que "um dos deveres [de Elize Soulas] era tratar do embelezamento da matéria prima de Gulbenkian. Por vezes, ele avistava uma rapariga simples num café, ou até na rua, e decidia imediatamente que ela tinha estofo de obra de arte". E Francisco Corrêa Guedes, autor de outra biografia do filantropo arménio (Calouste Gulbenkian, Uma Reconstituição, Gradiva, 1992) descreve que Gulbenkian "exigia que entre as recrutadas estivessem obrigatória e permanentemente jovens com idade inferior a 17-18 anos".

 

No romance episódios como este são frequentes e Rodrigues dos Santos diz que teve "o cuidado de os inserir no contexto da época e da mentalidade então dominante". São, acrescenta, "coisas moral e eticamente complicadas", porém, "naquele tempo eram encaradas como normais". Basta dizer que, em 1892, Calouste se casou, aos 23 anos, com Nevarte, então com 17, depois de vários anos de corte.

 

A mesma distância de época é precisa para lidar com o modo Gulbenkian aprendeu a negociar, baseando-se no pagamento de subornos, prática que Rodrigues dos Santos diz ter sido "corrente no Império Otomano", sem "a carga negativa que hoje lhe é associada".

 

Não seria preciso que o autor escrevesse que "a vontade de negociar era, em Kaloust, um instinto". "Ele tinha o espírito mais fascinante e mais poderoso também que alguma vez tinha encontrado. Era uma experiência mágica vê-lo trabalhar num problema e vê-lo chegar à solução", disse a Corrêa Guedes o curador Kenneth Clark, a propósito de Calouste Gulbenkian. Clark, que foi director da National Gallery entre 1933 e 1945, é uma personagem no romance e apresentado como o homem que explicará a Kaloust "o que é a beleza". Num diálogo decorrido em frente à pintura Os Embaixadores, de Holbein, Rodrigues dos Santos sugere que uma conversa com o curador terá ajudado à definição: "A arte é uma forma complexa de cultura." Em Uma Reconstituição é o próprio Kenneth Clark que responde ao biógrafo Corrêa Guedes "que costumava conversar horas a fio" com Gulbenkian.

 

Para Rodrigues dos Santos, "há pormenores da vida pessoal, e em particular da vida sexual, que fazem parte da dimensão humana mas que estão naturalmente ausentes da documentação. [...] Quase tudo teve de ser romanceado: diálogos, situações, negócios. Claro que sei que essas situações e esses negócios ocorreram, há registo deles, mas a ficção tem de lhes dar vida."

 

Retirado do Público

28
Jul13

Novo romance de Saramago adaptado ao cinema

olhar para o mundo

Novo romance de Saramago adaptado ao cinema

“An Enemy” é o título internacional da adaptação ao cinema do romance “O Homem Duplicado”, de José Saramago, publicado em 2002, uma realização do canadiano Denis Villeneuve. 


O filme foi seleccionado para o festival de San Sebastian que acontece de 23 a 28 de setembro.

Trata-se de uma produção hispano-canadiana, cujo autor do argumento é o espanhol e o protagonista Jake Gyllenhaal.

“An Enemy” ,o mais recente trabalho de Villeneuve, é um thriller que devassa a mente de um homem em crise.


Adam é um professor que leva uma vida monótona até que descobre a existência de Anthony, um Para os papéis femininos, foram escolhidas Sarah Gadon, Mélanie Laurent e Isabella Rossellini

 

No livro de José Saramago, publicado em 2002, Tertuliano Máximo Afonso, professor de História, descobre que tem um sósia chamado Daniel Santa-Clara, um actor de filmes de segunda categoria, facto que desencadeia o questionamento da sua identidade.

José Saramago já teve várias obras suas adaptadas ao cinema, quase sempre em produções internacionais como “Jangada de Pedra” (2001), “Ensaio sobre a Cegueira” (2008), “Embargo” (2010) e a curta-metragem “A Maior Flor do Mundo”.

 

Entretanto Miguel Gonçalves Mendes, realizador do documentário “José e Pilar”, garantiu a sua vontade em adaptar “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”.

 

Retirado do HardMúsica

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