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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

09
Abr15

Cine-Teatro de Estarreja - Ruy de Carvalho homenageia poetas portugueses

olhar para o mundo

Ruydecarvalho.jpg

 

 

Ruy de Carvalho homenageia poetas portugueses


“Trovas & Canções” dá nome ao espetáculo que estará em cena no próximo sábado, 11 de abril, no Cine-Teatro de Estarreja. Em palco, Ruy de Carvalho canta e interpreta a poesia de grandes escritores portugueses, numa dedicatória ao património cultural do seu país.

 

Aos 88 anos, Ruy de Carvalho é um dos maiores nomes do teatro em Portugal e vê os palcos como extensão indissociável de si próprio. Em “Trovas & Canções” o ator chamou o filho, João de Carvalho, e o neto, Henrique de Carvalho, para, em uníssono, projetarem as palavras de grandes poetas e letristas nacionais. Camões, Bocage, Gil Vicente, Zeca Afonso, José Luís Tinoco e Ary dos Santos são alguns dos homenageados, viajando pela história de Portugal a bordo da sua poesia. São três gerações de uma família dedicada à representação que recuperam canções transversais à passagem do tempo.

“Trovas & Canções” mistura teatro, música e poesia. Além de Ruy de Carvalho e família, este programa traçado entre récita e concerto, conta com a participação da fadista Ana Marta e dos músicos Ricardo Gama e João Correia, que acompanham as palavras, ora cantadas ora declamadas, ao som da guitarra portuguesa.

Entre descobrimentos e marés, horizontes oceânicos, ditadura, democracia e liberdade, Ruy de Carvalho dá a mão a Portugal e ao seu património musical, partilhando com o público, em família, a força da língua portuguesa.

O espetáculo “Trovas & Canções” estará em cena no Cine-Teatro de Estarreja no próximo dia 11 de abril, às 21h30. Os bilhetes encontram-se à venda e podem ser adquiridos na Bilheteira do CTE, no site da Bilheteira Online, lojas CTT, Fnac e El Corte Inglés.

SÁB 11 ABR 21H30
Trovas & Canções

Ruy de Carvalho ator e cantor
João de Carvalho 
ator e cantor
Henrique de Carvalho 
ator e cantor
Ana Marta 
cantora
Ricardo Gama 
guitarra portuguesa
João Correia 
viola dedilhada
[RECITAL] 8€ / 6€ (Cartão Amigo, Cartão Sénior e Jovem Municipal)

Espetáculo com babysitting

+

http://www.cineteatroestarreja.com
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05
Nov13

Ruy de Carvalho: "O melhor subsidio é a bilheteira"

olhar para o mundo

Ruy de Carvalho:


Ruy de Carvalho: "O melhor subsidio é a bilheteira"

O Jornal Hardmusica vai apresentar a partir de hoje (04 de Novembro), opiniões de várias personalidades ligadas à cultura. Para começar escolhemos um dos maiores nomes do teatro, Ruy de Carvalho.

 

Na segunda temporada de “Bem-vindos a Beirais”, irá interpretar Viriato Montenegro.


Viriato é um homem só, possuidor de vários terrenos na aldeia mas que raramente lá aparece. Surgirá aquando da construção da barragem e apesar do seu aspecto execrável, mostrará como as aparências iludem.

 

É muito giro, um personagem muito engraçado” referiu o actor. Os espectadores irão encontrar “um homem que viveu momentos maus na sua vida, teve necessidades especiais de um homem, que está lá durante um tempo e que depois vai ajudar Beirais a ser uma aldeia melhor”.

 

Viriato irá ter uma “colaboração com o novo presidente da junta de freguesia”, revelou  Ruy de Carvalho.

 

Para além da série da RTP, o actor tem também um projecto para o teatro, dependente da recuperação da actriz Eunice Muñoz. “Se a Eunice melhorar, em Janeiro faremos uma peça. Estou à espera que ela recupere pois será um espectáculo muito bonito que iremos fazer no Politeama. É o projecto que está para se fazer, não sei é se vai ser concretizado” disse Ruy de Carvalho ao Jornal Hardmúsica.

 

As duas perguntas que escolhemos para todos as personalidades que entrevistamos são:
Como vê, neste momento, a cultura em Portugal?

O Sr. Primeiro Ministro afirmou na abertura da Capital Europeia da Cultura - "a cultura é para ser paga pelos privados". Que comentário faz a esta afirmação?

 

Sendo um dos mais conceituados artistas nacionais, o actor respondeu às nossas questões afirmando, “vejo mal, vejo muito mal a cultura. Sem orçamento quase nenhum, no orçamento estado é zero qualquer coisa o apoio à cultura, portanto um país sem cultura é um país negativo, quanto mais culto for o seu povo melhor será a sua forma de estar e de se conduzir. Acho que não pensam todos assim, pensam de outra maneira, e isso aniquila uma das principais coisas de um povo, que é a sua cultura. A arca de um povo é a cultura, toda a cultura, não estou a falar só do teatro, até o artesanato é cultura”.

 

Para o actor a cultura deve ser “ser apoiada pelo público que é quem manda mais, mas se o público também não for, nós somos completamente desapoiados. Precisamos muito do publico, muito publico e que exija aquilo que quer e que gosta. Quem escolhe é o público”.

 

Relativamente ao excesso de subsídios atribuídos, o actor indicou que “o subsidio melhor é a bilheteira quando as pessoas compram bilhete, mas apoios acho que deve haver, há espectáculos que são muito caros que custam a fazer como  a musica, o bailado, a ópera”.

 

O actor deixou ainda um desejo para o futuro “haver mais escultura, mais pintura, mais pessoas a ler, isso seria o que eu mais desejaria  ver no futuro a acontecer”.

 

retirado do HardMúsica

26
Mai13

Actor Ruy de Carvalho acusa fisco e Governo de "rapina"

olhar para o mundo

Actor Ruy de Carvalho acusa fisco e Governo de

Numa mensagem no Facebook, queixa-se de ataque ao “músculo da cultura portuguesa” e denuncia que as Finanças não lhe reconhecem direitos consagrados na lei.

 

O actor Ruy de Carvalho está indignado com o Governo, em particular com o ministro das Finanças, que acusa de executar uma “rapina” ao “músculo da cultura portuguesa”.

 

Numa longa mensagem colocada no Facebook na sexta-feira dirigida o Governo, o actor indigna-se por o estarem a obrigar a refazer o IRS de três anos e de não lhe garantirem os direitos enquanto actor.

 

Ruy de Carvalho lembra o seu passado, enquanto artista e cidadão, e, aos 86 anos, diz ter honrado o país sem pedir nada em troca. “Hoje, para o Fisco, deixei de ser Actor…e comigo, todos os meus colegas Actores e restantes Artistas destes país - colegas que muito prezo e gostava de poder defender. Tudo isto ao fim de setenta anos de carreira! É fascinante”, afirma.

 

E pergunta: “Francamente, não sei para que servem as comendas, as medalhas e as Ordens, que de vez em quando me penduram ao peito?”

 

Ruy de Carvalho fala na “raiva miudinha” do Ministério das Finanças, que que “insiste em afirmar, perante o silêncio do Primeiro-Ministro e os olhos baixos do Presidente da República”, que não é actor, que não tem “direito aos benefícios fiscais, que estão consagrados na lei”, e que o seu “trabalho não pode ser considerado como propriedade intelectual”.

 

“Tenho pena de ter chegado a esta idade para assistir angustiado à rapina com que o fisco está a executar o músculo da cultura portuguesa. Estamos a reduzir tudo a zero... a zeros, dando cobertura a uma gigantesca transferência dos rendimentos de quem nada tem para os que têm cada vez mais”, acusa.

 

O actor diz ainda ser “lamentável e vergonhoso que não haja um único político com honestidade suficiente para se demarcar desta estúpida cumplicidade entre a incompetência e a maldade de quem foi eleito com toda a boa vontade, para conscientemente delapidar a esperança e o arbítrio de quem, afinal de contas, já nem nas anedotas é o verdadeiro dono de Portugal: nós todos!”.

 

“Acima de tudo, Senhores Ministros, o que mais me agride, nem é o facto dos senhores prometerem resolver a coisa, e nada fazer, porque isso já é característica dos governos: o anunciar medidas e depois voltar atrás”, acrescenta.

 

Ruy de Carvalho diz também sentir nojo o nojo pela forma como os serviços do fisco “se dirigem aos contribuintes, tratando-nos como criminosos, ou potenciais delinquentes, sem olharem para trás, com uma arrogância autista que os leva a não verem que há um tempo para tudo”.

 

“Permitam-me do alto dos meus 86 anos deixar-lhes um conselho: aproveitem e aprendam rapidamente, porque não tem muito tempo já. Aprendam que quando um povo se sacrifica pelo seu país, essa gente, é digna do maior respeito”, termina.

 

Retirado do Público

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