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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

09
Mai13

Lançamento de “A estátua e a pedra”, o novo livro de José Saramago

olhar para o mundo

Lançamento de “A estátua e a pedra”, o novo livro de José Saramago


Lançamento de “A estátua e a pedra”, o novo livro de José Saramago

“A estátua e a pedra” resulta das reflexões de José Saramago sobre a sua construção literária que tiveram espaço numa conferência na Universidade de Turim, Itália, em 1997. 


Conferência esta dedicada a estudantes e professores de literatura. Nessa altura, o livro foi publicado em edição limitada de acesso a um público restricto. 
Este ano a Fundação José Saramago publica a primeira edição acessível a todo o público. O livro constitui uma edição bilingue - português e espanhol.

A sessão de apresentação do livro foi moderada por Sérgio Letria e contou com a participação de amigos muito próximos de José Saramago: o professor italiano Giancarlo Depretis, o professor e ensaista Carlos Reis e o escritor espanhol Fernando Gómez Aguilera. 


Os convidados explicaram como surge a edição de “A estátua e a pedra” de 1997, o contexto da conferência em Turim e, além disso, aproveitaram para partilhar histórias “íntimas” vividas com José Saramago.

 

As pausas entre as intervenções dos três convidados foram preenchidas com a participação de duas actrizes do grupo Éter, grupo de teatro que leva à cena textos de autores portugueses, que procederam à leitura em voz alta de pequenas passagens das obras de José Saramago como, por exemplo, “Memorial do Convento”, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” e “O ano da morte de Ricardo Reis”. 
Estas obras e algumas mais são citadas em “A estátua e a pedra”. Já quase a fechar a sessão, as actrizes fizeram uma leitura conjunta, numa espécie de diálogo, das obras “O Ensaio Sobre a Cegueira” e “Caim”.

 

A incontornável presença de Pilar del Río também marcou a sessão. A mesma aproveitou para mostrar, a título de curiosidade, a edição de “A estátua e a pedra” de 1997 e explicou a necessidade de se fazer uma nova edição da obra.

 

“A estátua e a pedra” é um livro em que José Saramago reflecte sobre as suas obras e onde o autor destaca a importância que a ilha Lanzorote teve para a definição do seu estilo literário e de vida. Segundo Fernando Aguilera, a obra é uma metáfora, isto é, um “elemento metafórico que é usado para [o autor] se referir à sua obra” refere o escritor.

 

Retirado do HardMúsica

25
Out12

Nos 90 anos do escritor, Fundação José Saramago quer "levar festa à rua"

olhar para o mundo

No dia do aniversário de Saramago, a 16 de Novembro, a Caminho terá todos os livros do Nobel à venda com um desconto de 50%No dia do aniversário de Saramago, a 16 de Novembro, a Caminho terá todos os livros do Nobel à venda com um desconto de 50% (Sara Matos)


Comemorações centram-se em Lisboa, onde será declarado o Dia do Desassossego, a 16 de Novembro, mas espalham-se numa constelação de eventos por Nova Iorque, Londres, Madrid, Lanzarote e não só.

 

José Saramago costumava dizer que eram as personagens que o encontravam a ele. Nas comemorações dos 90 anos do escritor e Nobel da Literatura, nascido em 1922, uma conferência com o título As personagens Encontram o Autor vai juntar a viúva e jornalista Pilar del Río e o músico Jorge Vaz de Carvalho no Instituto Cervantes de Nova Iorque, para falar de como as personagens de Saramago eram construídas, de como entravam nos seus livros. 

É apenas uma numa série de iniciativas da semana dedicada a José Saramago em Nova Iorque (25 de Outubro a 1 de Novembro), que começou no ano passado, e este ano ganha maior projecção ao coincidir com as comemorações dos 90 anos do escritor, centradas em Lisboa, e em especial na Casa dos Bicos onde tem sede a Fundação José Saramago. 

Aqui, juntam-se estas comemorações às celebrações dos 30 anos da edição do livro Memorial do Convento. No dia 16 de Novembro, dia em que Saramago nasceu, uma exposição de pintura de José Santa Bárbara colocará nas varandas e janelas da fachada da Casa dos Bicos Blimunda, Baltazar e Frei Bartolomeu de Gusmão e outras personagens do livro. A ideia é que a fachada da Casa dos Bicos se transforme nesse dia "numa imensa pintura, num espaço de música e da palavra" para que "as pessoas que passam na rua possam olhar e, por momentos, sorrir", disse Pilar del Río ontem na apresentação do programa das comemorações. 

Nesse mesmo dia, o grupo de teatro Éter vai recriar passagens do romance num espectáculo encenado por Vera Barbosa e Jorge Baptista da Silva cantará árias de Domenico Scarlatti. O Teatro Nacional de São Carlos (TNSC), também em Lisboa, abre as portas do ensaio geral (às 18h) do espectáculo a apresentar no dia seguinte (Requiem de Fauré e Sinfonia Fantástica de Berlioz) pela Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do TNSC. 

As celebrações estarão presentes além-fronteiras com iniciativas no Brasil e outros países da América Latina (mas aqui a programação não foi anunciada por não estar ainda definida) para além de Londres, Madrid e Nova Iorque, onde, além da conferência sobre o processo de escrita de Saramago, serão projectados excertos filmados da ópera Blimunda (1998) no La Scala de Milão e lidas partes de texto de personagens femininas nas obras de Saramago. 

Para desassossegar

Vários eventos estão programados para Lanzarote, onde vivia Saramago (como a exibição do filme Ensaio sobre a Cegueira do brasileiro Fernando Meirelles), e também na Azinhaga, onde o escritor nasceu. 

Em Madrid, está programado um debate sobre a obra de Saramago e a política. E em Londres, será exibido o documentário José e Pilar, do realizador Miguel Gonçalves, no Instituto Francês de Londres.

Para manter viva a obra de Saramago e lembrar um pensamento que partilhou na apresentação do seu livro Caim - "Escrevo para desassossegar os meus leitores" -, a Fundação José Saramago declara o dia 16 de Novembro - data em que o escritor faria 90 anos, se fosse vivo - o Dia do Desassossego. As pessoas serão convidadas, através do Facebook e outras redes sociais, a sair à rua com um livro de Saramago - O Ano da Morte de Ricardo Reis, cujo protagonista é o heterónimo de Pessoa, Ricardo Reis - e partilhar a sua leitura na rua, nos cafés ou transportes públicos. "Queremos unir esses dois grandes escritores, Saramago e Pessoa", disse Pilar del Río, "e passear Saramago por Lisboa". E lembrar a ligação afectiva que as pessoas têm aos livros de Saramago, acrescentou Ana Sousa Dias, assessora da Fundação José Saramago. 

"É uma festa da cultura que não precisa de horário nem de ser declarada pela Igreja ou pelo Estado. O que queremos é desassossegar. Queremos levar a festa à rua", disse Pilar del Río. 

A Editorial Caminho associa-se às comemorações, com o objectivo principal de difundir a obra do escritor. Nas livrarias, todos os livros de Saramago estarão à venda com um desconto especial de 50%, no dia 16 de Novembro e fim-de-semana seguinte. Será ainda lançado um concurso de blogues sobre a vida e a obra de Saramago junto das escolas secundárias, para professores e alunos, explicou Zeferino Coelho, editor de Saramago na Caminho, que sintetiza a mensagem destas acções: "Queremos dizer que, 90 anos depois, não só estamos muito gratos a José Saramago por ter existido como continuamos a lê-lo." 

 

noticia do Público

31
Ago12

Ensaio sobre a Lucidez é o terceiro livro de Saramago a ser traduzido em chinês

olhar para o mundo

 

José Saramago é o único autor de língua portuguesa galardoado com o Nobel da Literatura

José Saramago é o único autor de língua portuguesa galardoado com o Nobel da Literatura (Nuno Ferreira Santos)

 

A versão chinesa do romance de José Saramago Ensaio sobre a Lucidez, assinada por um dos mais experientes tradutores chineses de português, Fan Weixin, é lançada até final de 2012, disse nesta sexta-feira à agência Lusa fonte da editora.

 

Este é o terceiro título de José Saramago (1922-2010) publicado na China, depois deMemorial do Convento e Ensaio sobre a Cegueira, ambos traduzidos também por Fan Weixin.

Ensaio sobre a Lucidez, originalmente publicado em 2004, será lançado na China pela Thinkingdom Media Group, uma editora privada cujo catálogo inclui obras de Gabriel Garcia Márquez, Murakami Haruki, Toni Morrison e Paulo Coelho. 

A editora, fundada há uma década, tenciona reeditar Ensaio sobre a Cegueira ainda em 2012 e Memorial do Convento no próximo ano, adiantou a mesma fonte. 

Único autor de língua portuguesa galardoado com o Nobel da Literatura, em 1998, José Saramago esteve na China um ano antes de ser distinguido pela Academia Sueca. Foi a sua única visita àquele país e coincidiu com o lançamento da tradução chinesa de Memorial do Convento.

Fan Weixin, 72 anos, já traduziu também mais de uma dezena de obras de outros autores portugueses e brasileiros, entre os quais Jorge Amado, Erico Veríssimo, Eça de Queiroz e Miguel Torga. 

Jornalista reformado da secção portuguesa da Rádio Internacional da China, Fan Weixin fez parte da primeira turma de português criada na Republica Popular da China em 1960.

 

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