Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

Porque há sempre muito para ver e para contar

As Coisas da Cultura

26
Out12

Apenas 2% das lésbicas se protegem durante o sexo

olhar para o mundo

Um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo com 145 lésbicas entre 18 e 61 anos de idade revela que apenas 2% delas se previnem durante o sexo para evitar doenças sexualmente transmissíveis (DST), como o vírus da Aids.

 

Segundo o Centro de Referência e Treinamento DST/Aids da secretaria, responsável pela pesquisa, as mulheres que mantêm relações com suas parceiras desconhecem que podem pegar as mesmas doenças que as heterossexuais.

 

Entre as lésbicas entrevistadas, 33,8% tinham um desequilíbrio da flora vaginal chamado vaginose bacteriana, que causa corrimento. Já exames de fungos mostraram um crescimento em 25,6% das 121 amostras recolhidas – nem todas participaram desse teste.

 

Arte DST Bem Estar (Foto: Arte/G1)

 

Além disso, o parasita Trichomonas vaginalis, que causa a DST tricomoníase, foi registrado em 3,5% dos casos. Esse protozoário provoca uma infecção nos genitais que pode não ter sintomas ou se manifestar com um corrimento amarelado e malcheiroso, coceira, dor abdominal e ardência ao fazer xixi.

 

No exame papanicolaou, 7,7% das lésbicas analisadas tiveram um resultado anormal. A contaminação pelo vírus do papiloma humano (HPV), que costuma causar verrugas e pode levar ao câncer de colo do útero, foi vista em 6,3% das mulheres.

 

Das 136 participantes que fizeram o teste de HIV, 2,9% tiveram diagnóstico positivo, mas todas já conheciam sua condição sorológica. Na análise de hepatite B, 7% receberam resultado positivo e, na C, 2,1%.

 

De acordo com o médico Valdir Monteiro, que coordenou o levantamento, as mulheres justificam que mantêm relações sem proteção porque não têm noção do risco, confiam nas parceiras e desconhecem métodos de prevenção do sexo oral feminino.

 

O médico diz que, nesse caso, pode ser usada a camisinha convencional – cortada verticalmente –, uma proteção de látex vendida em casas de material odontológico ou um protetor de língua. Para quem gosta de acessórios como vibradores, pênis de borracha e brinquedos sexuais, o uso do preservativo comum é fundamental, principalmente se os objetos forem compartilhados, destaca Monteiro.

 

Na pesquisa, 33,1% das lésbicas disseram que usam acessórios na hora do sexo. Destas, 70,8% utilizam pênis de borracha e 45,8% os compartilham. Apenas 54,5%, porém, trocam a camisinha ao dividir os objetos com outra pessoa.

 

O médico destaca que, se a mulher – homossexual ou não –, perceber corrimento vaginal, coceira, dor na relação sexual, verrugas ou feridas, deve consultar um ginecologista imediatamente.

 

Retirado de Bem estar

12
Set12

Mulheres escrevem e leem cada vez mais livros que abordam sexo e sexualidade

olhar para o mundo
Editora Paralela/divulgação
Desde que Cinquenta tons de cinza, de E. L. James, virou febre mundial e se transformou em um dos livros mais vendidos em todo o planeta, várias publicações com temática erótica passaram a ser lançadas ou mesmo relançadas. Toda sua, de Sylvia Day, também uma trilogia assim como Cinquenta tonsFalsa submissão, de Laura Reese; Uma sedução por semana, de Betty Herbert; eCinquenta tons de prazer, de Marisa Bennett, são alguns exemplos de obras que começam a conquistar os leitores, e principalmente, as leitoras. 
Para a doutora em filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) Clara Carnicero de Castro, estudiosa da literatura libertina e do Marquês de Sade, sempre houve interesse pela literatura erótica, mas hoje em dia talvez seja menos velado do que no passado. “Por um lado, a sexualidade está em todo lugar, nas novelas, nos reality shows, nos filmes, nas músicas, nos jornais. Há, portanto, menos preconceito em relação ao sexo e mais abertura para o erotismo. Mas, por outro aspecto, com a internet e as redes sociais, as modas se disseminam com força suplementar”, destaca.
A professora da Faculdade de Letras da UFMG Vera Casa Nova, que ministra cursos sobre a relação entre a literatura e o erotismo, também acredita que, de maneira geral, há interesse maior tanto por erotismo como por pornografia. Ela acha que vêm ocorrendo mudanças desde a exibição de filmes pornôs, na década de 1960, em ambientes abertos e fechados. E depois, com a emancipação das mulheres e dos gays com relação à sexualidade. “Isso vem ocorrendo porque há identificação com os prazeres mostrados e as pessoas gostam de ver e ler pornografia, que é diferente de erotismo. Erotismo mexe com a relação da vida e da morte, já que tem a questão da reprodução, dos cheiros, dos instintos. Pornografia é o escândalo do olhar, tudo é exagerado e não há sensibilidade com relação ao corpo do outro”, afirma a professora.
A grande maioria desses livros foi escrita por mulheres e é consumida por elas também. De acordo com Vera, o público feminino se torna alvo porque há maior identificação delas com o prazer do que no caso dos homens. “Mas não significa que eles não leiam esse tipo de literatura. Porém, os homens são mais de assistir aos filmes do que ler livros sobre o assunto. Desde os gregos e romanos, há literatura erótica e acho que as pessoas buscam isso por uma questão de enriquecimento de suas fantasias”, afirma. 
SADE Apesar de muita gente enxergar uma relação próxima entre a obra do revolucionário e libertino francês Marquês de Sade e a literatura adulta atual, boa parte dos especialistas contesta essa identificação. Para Vera Casa Nova, não há nada em comum entre Sade e as obras atuais, porque enquanto no primeiro se destaca a questão política e ele utiliza o objeto de desejo como arma, nas publicações recentes, como o próprio Cinquenta tons de cinza, há mais libertinagem do que a liberdade em si.
Já a doutora em filosofia Clara de Castro defende que Sade é literatura muito complexa, que tem extenso conteúdo filosófico, que é intrínseco ao erótico, e aborda temas radicais demais para o gosto do grande público. Ainda segundo a pesquisadora, os romances e diálogos libertinos da mesma época (século 18) são mais leves e acessíveis, porém também são textos sofisticados cujo princípio é tratar a lubricidade a partir da reflexão, unindo-a à filosofia. “Talvez essa relação fique mais clara com uma frase de uma personagem de Sade: ‘Não basta experimentar as sensações; é preciso também analisá-las: às vezes, é tão doce saber falar delas como saber delas gozar e quando não podemos mais fazer o último, é divino nos lançaremos ao primeiro’. Não me parece que a autora de Cinquenta tons de cinza tenha alguma preocupação nesse sentido. O sexo seria talvez mais um acessório para tornar o texto atraente do que de fato o prato principal e o desencadeador de uma reflexão sobre o homem”, analisa Clara.
 
No mundo virtual 
 
Boa parte da literatura adulta disponível no Brasil é de autores estrangeiros, especialmente mulheres. Mas um escritor brasileiro e de Belo Horizonte, L. Midas (é assim que ele prefere ser identificado), lançou recentemente o tórrido romance Redes sensuais em que apresenta ao público o perigo das redes sociais com abordagem envolvente, com muitas reviravoltas, beijos virtuais, segredos inconfessáveis e, claro, muito sexo. 
 
“O leitor não somente se identifica com as situações, com os personagens, mas até mesmo com o cenário da história. Tudo feito com o intuito de trazê-lo para dentro do livro, literalmente caminhando lado a lado com os personagens, vendo aquilo que eles veem. E, para a turma acima dos 35 anos, um bônus especial é reviver os locais da moda dos anos 1980-90, como, por exemplo, o Amoricana, Fim de Tarde e L'Apogee. Quando o leitor percebe, ele mesmo já perdeu a noção do que é real e do que é forjado”, resume o escritor, que vive na Suécia. Para L. Midas, o estrondoso sucesso de Cinquenta tons de cinzarealmente catapultou o assunto sexo na literatura para a primeira página de todos os jornais do mundo, e tanta discussão impulsionou o apetite das editoras. “Cinquenta tons... pelo menos serviu para detonar esse preconceito.
 
Provavelmente, o gênero, nos próximos meses, sofrerá uma ‘inflação’ de livros – a maioria cópias descaradas – mas quem sabe até mesmo autores consagrados não se aventurarão a escrever algo mais tórrido? Acredito que os leitores só têm a ganhar com isso”, opina. 
 
Enquanto isso... Conto de fadas erótico 
 
A escritora Anne Rice, que ficou famosa com seu primeiro romance, Entrevista com o vampiro, e que inclusive, foi parar nas telonas, resolveu criar nova versão para um dos contos de fada mais famosos dosIrmãos Grimm: A bela adomercida. Com o pseudônimo de A. N. Roquelaure, Anne escreveu a trilogia erótica da princesa (Os desejos de Bela Adormecida, A punição da Bela, A libertação da Bela), em que o príncipe desperta a amada não com um simples beijo, mas com o sexo e a submete a todos os seus desejos. 
retirado de Divirta-se
03
Ago12

10 dicas para falar de sexo com os seus filhos

olhar para o mundo

10 dicas para falar de sexo com seu filho

Vergonha de quê? Responda às dúvidas de seu filho de forma natural

Fazer isso com os filhos hoje é mais fácil do que se imagina. Nunca deixe a criança sem resposta, fale a verdade e responda só ao que foi perguntado

 

Sábado à noite, a família toda reunida na sala, vendo TV, até que seu filho de 3 anos pergunta: “mãe, o que é camisinha?”. Silêncio total. Você não sabe o que dizer, seu marido logo se levanta do sofá e vai até a cozinha. E o pequeno ali, esperando a resposta. “Os pais precisam dizer a verdade sem se estender sobre o assunto. Nunca deixe a criança sem resposta, porque isso pode prejudicar seu desenvolvimento. Ela pode imaginar que o sexo é um bicho de sete cabeças”, recomenda a sexóloga Laura Muller. Por mais delicado que isso possa parecer, converse com seu filho. Só assim ele se tornará um adolescente seguro e um adulto bem-resolvido nas relações de amor e no sexo.

 

Confira 10 dicas e responda às dúvidas de seu filho com naturalidade:

 

1. Só o necessário


Quando a criança fizer a primeira pergunta (com 2, 3 anos), os pais devem responder só ao que foi perguntado. “Não precisa dar uma aula completa sobre o assunto”, diz Laura Muller.

 

2. Tempo certo


Não existe hora certa para começar a falar de sexo. “Quem define isso é sempre a criança, quando ela começa a fazer perguntas”, conta Laura.

 

3. Conselheiro ideal


É preciso perceber com quem seu filho se sente mais à vontade para falar de sexo. Ele mesmo vai eleger uma pessoa naturalmente, que pode ser a mãe, o pai, um tio ou até um primo mais velho. É importante se certificar de que é uma pessoa com responsabilidade para informar seu filho corretamente.

 

4. A primeira consulta


Procure um médico. A mãe se preocupa quando a menina está perto de ter a menstruação e a leva ao ginecologista. É bom para ver como está seu desenvolvimento e tirar dúvidas sobre iniciação sexual e doenças sexualmente transmissíveis. Mas é importante os pais ficarem atentos ao menino também. Por volta dos 11, 12 anos, ele tem sua primeira ejaculação espontânea. E fica nervoso, com dúvidas. Leve seu filho a um urologista para verificar se está tudo bem.

 

5. Individualidade


Fale sobre o corpo de seu filho com ele. “Oriente que o corpo dele é só dele. Ninguém pode tocá-lo por baixo da roupa. Essa é uma forma de evitar abusos com as crianças”, afirma a especialista.

 

6. Masturbação


Não fique horrorizada se ele perguntar sobre masturbação. “Quando ele é pré-adolescente, já começa a entender as sensações corporais. Mas, quando é mais novinho, tocar na parte genital é o mesmo que tocar no pé ou na orelha. Não tem caráter sexual”, afirma Laura. E se a criança estiver se tocando na sala, por exemplo? “Diga em tom de amizade que ela deve fazer isso quando estiver sozinha, em seu quarto, no banheiro, mas nunca na frente de todo mundo”, diz.Laura.

 

7. Conversa aberta


Não se cobre para ter respostas para tudo na ponta da língua. Às vezes, só de estar disposta ao diálogo já ajuda! Seu filho quer encontrar um ambiente em que se sinta acolhido e que possa tirar dúvidas sem se sentir “criminoso”.

 

8. Ato de amor


Fale de sexo mencionando sempre o amor. Deixe claro para seu filho que a escolha do parceiro - e o afeto por ele - são importantes para a felicidade.

 

9. De onde vem o bebê?


Muitas crianças perguntam isso, outras ficam mais caladas. Cada caso é um caso. Os pais é que devem tentar vários caminhos para informar os filhos sobre sexo. “Conversar é preciso, porque a iniciação sexual é um marco na vida de uma pessoa e é vital que ela saiba que pode contar com a cumplicidade dos pais”, diz Laura.

 

10. Homossexualismo


Colocar o dedo na ferida, muitas vezes, é fundamental. Ao perceber, por exemplo, que o filho (ou a filha) tem tendências homossexuais, muitos pais entram em pânico. “Os pais costumam ficar muito ansiosos com isso e a conversa é bastante delicada. Mas homossexualidade não é doença! É apenas sentir desejo erótico por outra pessoa do mesmo sexo. E cada família precisa respeitar o jeito de ser de cada pessoa”, orienta Laura.

 

Retirado de M de Mulher

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub