Sábado, 25.01.14

Pacto de silêncio sobre rituais nas praxes

Pacto de silêncio sobre rituais nas praxes
O pacto de silêncio em torno das praxes da Lusófona alarga-se aos antigos estudantes que integraram a Comissão Oficial da Praxe Académica (COPA).

 “Não quero estar a alimentar polémicas”, disse ao SOL um arquitecto que integrou a organização há seis anos, quando questionado sobre o tipo de praxes feitos pela COPA. “O importante é que o João Gouveia esclareça tudo”, diz.

 

Na universidade, os alunos falam sob anonimato de praxes rígidas e com muitas especificidades que levaram outros cursos, como o de Veterinária, há sete anos, a distanciar-se da COPA. Alguns estudantes já denunciaram a existência de rituais de obediência ao dux (líder) que passaria pela entrada na água até aos joelhos dos membros do governo da COPA. Mas quem pertence aos cursos abrangidos por estas praxes fecha-se agora, invocando que recusa promover a especulação.

 

O silêncio não surpreende o psicólogo Marco Pinto Barreiros: “Há muitas vezes nestas estruturas um nível de secretismo que não é claro, nem mesmo para os restantes estudantes universitários”.

 

Submissão preocupante

 

Mais chocante, diz este especialista em Psicologia das Organizações são os relatos feitos pelas famílias dos jovens que morreram no Meco, revelando que alguns viviam para a comissão de praxes, fazendo relatórios e estando em permanente contacto com o dux. “Centravam parte da sua vida nesta comissão, que não é uma estrutura saudável. É rígida, quase monotaísta”, defende, acrescentando que alguns estudantes parecem olhar para o dux como alguém que lhes traz sabedoria. “É preocupante”.

 

O especialista acrescenta que estas estruturas de praxes “implicam rituais de submissão e obediência a bem da comunidade”, e têm códigos internos rígidos, aos quais os estudantes aderem porque pertencer a uma comissão de praxes lhes traz estatuto e popularidade, envolvendo-os na vida universitária. O problema é que “muitas vezes confundem respeito com obediência”.

 

Os pais das vítimas são unânimes em dizer que desconheciam o que se passava na COPA e nunca se aperceberam que as reuniões envolvessem praxes entre eles ou rituais. “Na sexta-feira, o Pedro estava mais nervoso do que o habitual, mas atribuí isso ao facto de estar a preparar as praxes e a trabalhar ao mesmo tempo” - explica Fátima Negrão, mãe do jovem de 24 anos licenciado em Gestão, que fazia planos para um mestrado.

 

Já no caso de Joana Barroso, de 22, foi um sms que deixou a família em alerta. Numa mensagem a um colega, a estudante de mestrado de Serviço Social escreveu: “Vamos ver se sobrevivo... lol”. Os pais dizem que isso revela desconfiança sobre o que se iria passar naquele fim-de-semana.

 

São vários os casos de praxes violentas que chegaram a tribunal. A Universidade Lusíada foi condenada, no ano passado, a pagar uma indemnização pelas práticas violentas no seio da Tuna Académica, que levaram à morte de Diogo, um aluno do quarto ano, em 2001. E em 2008 dois tribunais condenaram membros da comissão de praxes da Escola Superior Agrária de Santarém e o Instituto Piaget a indemnizar alunos vítimas de praxes violentas.

 

As queixas poderão ser muitas mais, mas não há dados oficiais: nem a Procuradoria-Geral da República, nem a Polícia Judiciária têm uma estatística desagregada destes casos.

 

Retirado do Sol

publicado por olhar para o mundo às 17:18 | link do post | comentar
Domingo, 07.04.13

Os truques dos médicos para burlar o Estado

Os truques dos médicos para burlar o Estado
Das 59 acusações feitas em 2012 pela Inspecção-Geral das Actividades em Saúde, 16 envolvem esquemas com remédios. Foi desmantelada uma rede que operava no serviço de Psiquiatria de um grande hospital e detectadas fraudes em Centros de Saúde do país.

O esquema funcionava em plena luz do dia no serviço de Psiquiatria de um grande hospital do país. Através de receitas prescritas por duas médicas – uma delas coordenadora – a enfermeira e o técnico administrativo daquele serviço aviavam, em nome dos doentes, um medicamento extremamente caro na farmácia, onde aquele técnico também trabalhava. A fraude envolvia sempre o Risperdal Consta, para a depressão e esquizofrenia, que é comparticipado a 100% pelo Estado e tem custos elevados: só uma embalagem de 50 mg custa 195,28 euros ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). Era este o ganho da ‘rede’ por cada embalagem. 

O esquema durou dois anos. Por serem tratamentos longos, os doentes tinham de ir ao hospital renovar a receita para adquirir o remédio nas farmácias, voltando depois para que a enfermeira o administrasse através de uma injecção. Mas esta e o cúmplice pediam às médicas que assinassem muitas mais receitas do que as necessárias. E se muitas vezes entregavam algumas aos doentes, ficando com as restantes, em outras situações nem davam aos utentes a prescrição, dizendo que lhes arranjavam os medicamentos. 

Prejuízos de 100 milhões 

Esta foi uma das situações investigadas pela Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS), que no ano passado fez 59 acusações, a que o SOL teve acesso. E 16 delas são de fraudes com medicamentos. 

Alguns dos casos foram encaminhados para a Polícia Judiciária (PJ), que através da sua Unidade de Combate à Fraude no SNS já detectou 80 situações desde que iniciou funções, há menos de um ano. Segundo o ministro da Saúde, estão em causa prejuízos de quase 100 milhões de euros. 

No caso que envolve o serviço de Psiquiatria, a IGAS ordenou a suspensão dos quatro envolvidos, mas alega que não apurou a totalidade dos prejuízos por não ter sido possível ainda detectar a quantidade de receitas prescritas e usadas efectivamente pelos doentes, nos casos em que eram usados nomes de pessoas que estavam a ser tratados com Risperdal. Mas o inspector que investigou o caso diz ter conseguido contabilizar pelo menos sete mil euros em prejuízos para o SNS, só em receitas aviadas com doentes que não consumiram aquele produto. 

Receitas com centenas de comprimidos num só dia 

Outro dos esquemas punidos pela IGAS envolvia um médico de família que fez ‘um acordo’ com um delegado de informação médica. 

Auxiliado pelo pessoal administrativo, inscreveu doentes na sua lista e, sem estes saberem e muitos nem terem sequer ido ao centro de saúde, emitiu receitas em nome deles com medicamentos caros comparticipados a 90% pelo SNS. As receitas eram depois aviadas por outras pessoas em várias farmácias de Norte a Sul do país: os cofres do Estado foram lesados em pelo menos 30 mil euros e a IGAS ordenou a demissão do médico. 

Apanhado foi também um outro clínico que não dava todas as vias da receita aos doentes. Além disso, depois das visitas da proprietária de uma empresa farmacêutica, pedia às funcionárias administrativas que inscrevessem um certo número de doentes na sua lista e, nesse dia, sem nunca os ver, passava receitas falsas em nome deles com os produtos sugeridos pela farmacêutica. 

Por outro lado, receitava aos doentes enormes quantidades de comprimidos, muito acima do necessário. E isto com dezenas de medicamentos diferentes. Um dos casos dizia respeito à Sinvastatina, um produto para o colesterol 100% comparticipado pelo SNS. O médico «prescreveu 13 embalagens, num total de 780 comprimidos para 10 meses» – quando cada embalagem «traz 60 comprimidos», o que daria para «dois meses de tratamento», refere a IGAS no despacho de acusação, onde propõe a suspensão do profissional. 

Também foi o excesso de receitas a um doente que denunciou um psiquiatra: num só dia, prescreveu a uma pessoa 24 embalagens de Xanax (1440 comprimidos) e 14 de Socian (280 ampolas) que custaram 98,10 euros ao SNS. Já um outro médico de família foi descoberto a receitar medicamentos de um determinado laboratório, tendo depois recebido bilhetes para importantes jogos de futebol. 

Análises ao cancro sob suspeita 

Nas acusações da IGAS constam também casos em que são envolvidos profissionais com cargos de chefia. Por exemplo, um chefe de serviço de Clínica Geral e familiar foi detectado a passar 36 receitas a uma utente que não constava da sua lista de doentes, mas de uma colega: só aqui terá lesado o SNS em quatro mil euros. 

Muitos destes casos isolados são encaminhados para a PJ, que os investiga, detectando redes e prejuízos de milhões ao SNS. 

O Governo pretende reforçar a caça a esta fraude e vai aumentar o número de inspectores na IGAS. Ao mesmo tempo, o ministro da Saúde anunciou que vai alargar a investigação aos meios complementares de diagnóstico. «Há médicos que requisitam análises e outros meios de diagnóstico em excesso. E é preciso ver se é apenas má prática médica ou fraude», explica fonte do sector. 

Aliás, a IGAS acusou já em 2012 um médico de família que prescreveu «a muitos dos seus utentes meios complementares de diagnóstico, nomeadamente análises, em excesso e sem fundamentação» – lê-se no despacho de acusação. Pediu, por exemplo, hemoglobina para doentes que não eram diabéticos e passou requisições para a realização de marcadores tumorais numa periodicidade fora do normal. 

Além de apostar no combate à fraude, a IGAS privilegiou também a ‘caça’ aos médicos que não picam o ponto, ou seja, que recusam efectuar o registo biométrico de assiduidade. Ao todo, foram feitas 12 acusações a profissionais, grande parte directores e chefes de serviço. Um deles, confrontado pela IGAS, alegou «que não havia desinfectante junto aos terminais do sistema biométrico». 

De resto, a maioria das restantes acusações decretadas pela IGAS, em 2012, resultou de casos relacionados com negligência.

catarina.guerreiro@sol.pt

 

Retirado do Sol

publicado por olhar para o mundo às 21:52 | link do post | comentar
Sábado, 16.03.13

Há portugueses a receber salários de 350 euros no Luxemburgo

Há portugueses a receber salários de 350 euros no Luxemburgo
O sindicato luxemburguês OGB-L denunciou hoje que há trabalhadores recrutados em Portugal para trabalhar na construção no Luxemburgo que recebem salários de 350 euros/mês, nalguns casos a trabalhar "sete dias por semana" e "14 horas por dia".

"As pessoas têm contratos que na aparência estão correctos, com o salário mínimo luxemburguês, mas depois descontam-lhes o transporte, o alojamento e a comida, o que é ilegal, e acabam a ganhar um salário de 500 ou 400 euros por mês, em alguns casos até 350 euros", disse à Lusa Stefano Araújo, secretário-geral adjunto do departamento da construção da central sindical OGB-L.

 

Segundo o responsável sindical, os trabalhadores são recrutados por subempreiteiros em Portugal para trabalhar em empresas no Luxemburgo, em regime de destacamento, mas a lei comunitária que obriga a empresa a pagar o salário mais vantajoso dos dois países "não é respeitada".

 

"As pessoas chegam a trabalhar 14 horas por dia, de segunda a sábado, e às vezes domingos e feriados, para receberem muito abaixo do salário mínimo no Luxemburgo", diz o responsável sindical.

 

"Pela lei luxemburguesa, deviam receber 13,44 euros por hora, cerca de 2.325 euros brutos por mês, se trabalharem oito horas por dia e 40 horas por semana. Mas em vez disso recebem quatro a cinco euros brutos por hora e não lhes pagam as horas extra", acrescentou.

 

O sindicalista diz que há vários portugueses nesta situação, mas também "emigrantes da Ucrânia, Angola e Moçambique" a viver em Portugal.

 

São alojados em França, na fronteira com o Luxemburgo, e transportados diariamente para o Grão-Ducado, o que dificulta a fiscalização da Inspecção do Trabalho.

 

"Estão isolados em França e é difícil identificá-los, porque mudam frequentemente de local de trabalho e não têm contacto com trabalhadores luxemburgueses", explica o sindicalista, realçando: "Quando a inspecção fiscaliza, as pessoas desaparecem de um dia para o outro. Metem-nos num autocarro para Portugal e desaparecem".

 

Além de serem pagos "muito abaixo do mínimo" e não receberem horas extra, os trabalhadores são alojados em locais "sem nenhumas condições", denuncia o sindicalista.

 

"Há casos em que não têm água nem aquecimento", diz Stefano Araújo, explicando que isto obriga os trabalhadores a "lavarem-se em bacias nos estaleiros de construção".

 

O sindicato tem estado a reunir provas desde que os casos começaram, "há cerca de ano e meio", e já transmitiu informação à Inspecção do Trabalho luxemburguesa (ITM).

 

Na sexta-feira, o ministro do Trabalho do Luxemburgo, Nicolas Schmit, disse à Lusa que está preocupado com os casos de exploração laboral de trabalhadores portugueses, durante um encontro com o deputado Paulo Pisco, eleito pelo círculo da Emigração.

 

O ministro afirmou que está em causa um "verdadeiro dumping social" a que as autoridades luxemburguesas estão atentas.

 

"Os sindicatos pediram-me para intervir e estamos a fazê-lo. Nas fiscalizações que a ITM conduziu nos estaleiros de construção constatámos efectivamente estas práticas", disse o ministro.

 

Retirado do Sol

publicado por olhar para o mundo às 18:46 | link do post | comentar
Sábado, 24.11.12

DECO, em Portugal o gasóleo é todo igual

DECO, em Portugal o gasóleo é todo igual

A Deco alertou hoje que o gasóleo é todo igual, mesmo aqueles que são considerados 'premium', acrescentando que já denunciou o caso às autoridades e vai levar um abaixo-assinado ao Ministério da Economia.

 

«Não há razão para o consumidor não comprar o gasóleo mais barato», afirmou em conferência de imprensa o secretário-geral da associação de defesa do consumidor Deco, Jorge Morgado, explicando que os testes realizados a quatro gasóleos diferentes comprovaram não existirem diferenças em termos de consumo, de emissões e de desgaste dos automóveis.

 

Para chegar a esta conclusão, a Deco comparou quatro automóveis novos, todos iguais, que durante um mês foram conduzidos no autódromo por quatro pilotos profissionais, que trocaram com regularidade de veículo, acabando os motores por ser desmontados e as peças enviadas para o estrangeiro para análise num laboratório certificado.

 

Em cada um dos veículos foram colocados diferentes tipos de gasóleo - Galp Force, Galp Hi-Energy, Jumbo e Intermarché, «os líderes de mercado nos seus segmentos» segundo a Deco - tendo os testes da associação revelado não terem diferenças e serem «igual ao litro».

 

«A diferença de preço entre o gasóleo Gforce e Hi-Energy, ambos da Galp, resulta de uma acção enganosa e estamos perante uma prática comercial desleal», lê-se no estudo da Deco, que alerta para o facto de «as promessas de menor consumo, menores emissões poluentes e maior protecção do motor com poupanças futuras não passam de 'marketing' para cobrar mais uma dezena de cêntimos ao litro».

 

O gasóleo de baixo custo, o regular ou o 'premium', após 12 mil quilómetros percorridos com quatro carros idênticos «exibiram consumos muito idênticos», diz a associação, salientando também não existirem «diferenças relevantes nos depósitos».

 

Em matéria de consumo, a Deco mediu as diferenças e considerou-as «sem significado», traduzidas em «0,13 litros aos 100 km entre o pior e o melhor caso, ou seja, uma diferença de 2%».

 

Em consequência das conclusões do estudo, a associação diz ser «urgente» a criação de um regulador para o sector «que defenda os consumidores e fixe coimas realmente eficazes», tendo também informado a Direcção geral do Consumidor e a ASAE do que considera ser uma situação de publicidade enganosa.

 

As primeiras assinaturas do abaixo-assinado começaram hoje a ser recolhidas e nos próximos dias vários colaboradores da associação vão estar em seis cidades do país para esse efeito.

 

A Deco entregou hoje as conclusões dos testes às gasolineiras visadas, assim como a todos os grupos parlamentares.

 

«Mostrámos a ponta do 'iceberg'», disse Jorge Morgado, acrescentando esperar que o poder político «faça o resto», nomeadamente promover testes aos outros combustíveis e a criação de uma entidade reguladora para o sector.

publicado por olhar para o mundo às 12:24 | link do post | comentar
Sexta-feira, 23.11.12

Só Vale e Azevedo é preso neste país?

Longe de mim estar a defender o Dr. Vale e Azevedo, mais depressa ia comprar o cd acústico dos Anjos, mas há algo de diferente neste caso. Quer na agilidade processual, nas sentenças e na exigência de cumprimento efetivo das mesmas há qualquer coisa de surpreendente em relação a casos similares. Ou Vale e Azevedo é a exceção que confirma a regra de que neste país quem apropria indevidamente milhões de euros, falsifica documentos à moda de Aristides Sousa Mendes (sem a parte altruísta e benemérita da coisa), branqueia capitais e pratica abuso de confiança, entre outros crimes reles mas de nome pomposo, é quase sempre promovido, ocupa cargos de destaque no mundo das finanças, empresarial e muitas vezes estatal, chegando alguns a conselheiros de altas patentes, outros vão para o estrangeiro a viver de não se sabe bem o quê, ou então algo está mal.

 

Outros, que não o Dr. Azevedo, não passaram na cadeia sequer o tempo que passam no elevador lá do prédio. Seja um elevador da rua Braamcamp, num apartamento novo, comprado a pronto, no centro de Paris ou numa estância paradisíaca de Moçambique. Num país dos sobreiros que cometem suicídio, do Freeport, dos submarinos que envolvem luvas que não calçam a nenhum português (um caso O.J. Simpson das Caldas), do BPN (o maior roubo organizado da história deste país), e de tantos casos em que ninguém, absolutamente ninguém vai preso, em que tudo se esquece , esfuma ou prescreve, Vale e Azevedo é uma espécie de parente pobre dos profissionais da 'charlatonice'. Um cristo de colarinho branco. Um exemplo do 'bom' funcionamento da justiça, a mesma justiça que todos sabemos estar putrefacta, o bode que expia os pecados de muitos, a vergonha de outros tantos e que encobre o iceberg em que ninguém ousa tocar.

 

Não tenho pena de Vale e Azevedo. Provavelmente já tratou, via uma empresa qualquer de nome atrativo sediada numa offshore, de apoderar-se dos terrenos da penitenciária sem gastar um cêntimo. Resta assumir o posto de director da mesma e colocar o actual a limpar-lhe a latrina, limar-lhe as unhas dos pés, servir-lhe o chá das cinco e engraxar-lhe os sapatos Zegna comprados na New Bond Street com um cheque de um primo qualquer condutor de limpa-neves na Suíça (como o outro de Oeiras, que não vai dentro nem à lei da bala, ainda vai ter de se entregar à polícia, coitado).

 

Resumindo: Vale e Azevedo esteve preso, foi arejar até Mayfair e está preso novamente. E os outros, são mais 'finos' que este?

 

Retirado de 100 Reféns

publicado por olhar para o mundo às 10:39 | link do post | comentar

Luta contra o VIH/sida, Preservativos gratuitos próximos da ruptura

luta contra o VIH/sida

Alerta é das associações de luta contra o VIH/sida. Coordenador nacional reconhece atraso mas garante que problema está em vias de ser resolvido.

 

O Fórum Nacional da Sociedade Civil para o VIH/sida, que representa mais de 20 organizações não governamentais de luta contra aquela doença, questionou esta quinta-feira a Direcção-Geral da Saúde sobre a ruptura iminente dos stocks de preservativos que são distribuídos gratuitamente à população.

De acordo com aquele fórum, que integra associações como o colectivo Panteras Rosa e o Grupo Português de Activistas Sobre Tratamentos de VIH/sida, no armazém da Coordenação Nacional para a Infecção VIH existem apenas mil preservativos em stock. É quase nada, considerando que aquele organismo distribuía uma média de três milhões de preservativos gratuitos por ano e, segundo o Fórum, várias associações receberam respostas negativas ao pedido de novos preservativos para distribuição.

 

Ao PÚBLICO, o coordenador nacional para o VIH, António Diniz, confirmou que “houve uma redução acentuada dos stocks”, mas que o concurso público para a aquisição de mais preservativos “está em fase muito adiantada”.

 

“Houve efectivamente um atraso, por razões administrativas, do concurso de aquisição de preservativos, mas contamos poder voltar a disponibilizar preservativos para a comunidade dentro de muito pouco tempo”, declarou.

 

Troca de seringas preocupa


O programa de troca gratuita de seringas nas farmácias é outra das preocupações das organizações, porque o contrato entre o Ministério da Saúde e a Associação Nacional de Farmácias (ANF), termina no próximo dia 27, tendo sido já denunciado pela ANF por causa das dívidas do Estado às farmácias, “sem que esteja estabelecido qualquer mecanismo alternativo que assegure a continuação deste instrumento de prevenção do VIH/sida”.

 

Confrontado com esta situação, António Diniz assevera que o programa de troca de seringas “vai-se manter” e que “terá de ser estabelecido um novo contrato com a ANF ou com outra estrutura qualquer”.

 

O coordenador nacional do VIH/sida admite que, dada a proximidade do fim do contrato actual, poderá haver um hiato temporal no tocante à troca de seringas, mas promete que irá fazer “todos os possíveis para que esse hiato não seja prolongado”.

 

António Diniz aproveita também para esvaziar outra das preocupações dos activistas — o “desmantelamento progressivo” dos Centros de Rastreio Anónimo do VIH — e garantir que, pelo contrário, a ideia é alargar o diagnóstico precoce a outras estruturas.

 

As verbas para a Coordenação Nacional para a Infecção VIH deverão, de acordo com o mesmo responsável, manter-se próximo dos valores dos anos anteriores, atendendo ao despacho governamental de 31 de Outubro passado que prevê “a atribuição ao programa de sete ou oito por cento das verbas dos jogos sociais”.

 

António Diniz reconhece que, “do ponto de vista social e económico, estão reunidas as condições para que possa haver algum recrudescimento dos factores que levam ao aumento da frequência das infecções”. E lembra que, por isso mesmo, “não faz qualquer sentido falar do fim da distribuição gratuita de preservativos, da troca de seringas ou do desaparecimento dos centros de diagnóstico precoce”.

 

Noticia do Público

publicado por olhar para o mundo às 08:43 | link do post | comentar
Quarta-feira, 19.09.12

Adriana Xavier: a miúda que abraçou um PSP na manifestação

Adriana Xavier: a miúda que abraçou um PSP na manif
Esta imagem está a correr o mundo. No meio da confusão da passagem dos manifestantes junto à delegação do FMI em Lisboa, uma jovem abraçou um agente da PSP que era atingido com garrafas e tomates e desafiou-o a juntar-se aos protestos.

A fotografia foi tirada por José Manuel Ribeiro, ao serviço da agência Reuters, e já circula por jornais e sites de todo o mundo como um símbolo de paz e dos conhecidos 'brandos costumes' portugueses. E agora sabemos a história por trás da imagem.

 

Segundo o jornal Público , a ruiva que abraçou o agente da PSP é Adriana Xavier, uma estudante do ensino secundário. A algarvia de 18 anos participava numa manifestação pela primeira vez na vida, e ficou incomodada ao ver o agente de «olhar triste» a ser atingido por bombas de fumo e outros objectos.

 

«Aproximei-me porque tinha curiosidade. Estava só ali, a observar a reacção dos polícias porque sei que por detrás deles há muito poder e que eles são marionetas. Estão ali porque recebem dinheiro para alimentar os filhos. Às vezes vemos os polícias partir para a violência e aproximei-me porque queria perceber o que é que eles eram capazes de fazer. Porque eles também são o povo, também estão a ser prejudicados com as medidas [do Governo]», contou.

 

Adriana olhou para um dos polícias em particular. «Já tinha olhado para ele, quando ele ainda não tinha a viseira. Tinha um olhar triste. Mas tinha um olhar aberto também. Sou muito sensível nestas coisas», conta a estudante. «Fui ter com ele e perguntei-lhe: ‘Por que é que vocês estão aqui? Para provocar alguma reacção má?’ Ele disse: ‘É o meu trabalho.’ Depois perguntei: ‘Não gostava de estar deste lado?’ E ele não respondeu. Olhou em frente».

 

E Adriana avançou então para um abraço: «Pensei uma, duas, três vezes. E aproximei-me dele. Acredito que se der amor, dou amor. E foi por isso. Queria ter um gesto de amor. Queria ter uma reacção boa naquele momento, não quero ter sentimentos maus. Aproximei-me dele, abracei-o. Ele ficou estático. Depois afastou-se suavemente. Não me afastou, afastou-se».

 

A jovem algarvia, que não acredita em partidos políticos e considera que o dinheiro «só gera maus sentimentos, só gera ódios», lembra que não é «a primeira pessoa do mundo a abraçar um polícia» mas espera que aquele e outros gestos provoquem uma «mudança espiritual» nos portugueses.

 

Noticia do Sol

publicado por olhar para o mundo às 08:36 | link do post | comentar

mais sobre mim

pesquisar neste blog

 

First Class Radio 

posts recentes

últ. comentários

  • Comigo acontece do mesmo jeito mas quem dorme sou ...
  • Minha esposa dorme durante a relacao eu viro chego...
  • Minha esposa as vezes dorme , aí eu paro viro de l...
  • hmmm fixe! Será uma daquelas edições para colecion...
  • Interessante
  • gosto do suave tom da sua voz :)
  • Vou procurar para ouvir =)Beijinhos
  • Neste Natal só te desejo duas coisas: TUDO e NADA!...
  • Recomendadíssimo!!Para quem não conhece a sonorida...

arquivos

tags

favoritos

subscrever feeds



blogs SAPO