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As Coisas da Cultura

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As Coisas da Cultura

21
Nov12

Cães paralisados recuperam controlo das patas traseiras após transplante de células olfactivas

olhar para o mundo

Os Dachshund têm uma propensão a sofrer lesões graves da coluna vertebralOs Dachshund têm uma propensão a sofrer lesões graves da coluna vertebral (Igor Bredikhin/Wikimedia Commons)

O Jasper é um “cão-salsicha” (Dachshund) que perdeu o uso das suas patas posteriores há quatro anos. Agora, a seguir a um tratamento a que foi submetido por Robin Franklin, da Universidade de Cambridge, e colegas, Jasper está “sempre a correr pela casa fora”, diz a sua dona, citada no site doHuffington Post United Kingdom.

Os resultados da equipa britânica, que dizem respeito a Jasper e mais 33 cães de estimação que ficaram paralisados na sequência de atropelamentos ou de problemas de costas, foram publicados na revista Brain e constituem a primeira demonstração de que é possível reparar lesões da medula espinal em casos “da vida real”, salientam os cientistas. A maior parte dos cães era raça Dachshund (ou Teckel), que tem propensão a sofrer de problemas da coluna vertebral que se revelam altamente incapacitantes.

O que os cientistas fizeram foi colher certas células da própria mucosa nasal dos cães para realizar um autotransplante – em inglês, são chamadas olfactive ensheathing cells, ou OEC. As OEC não são neurónios, mas células gliais, ou seja, células nervosas que têm em particular como função a sustentação dos tecidos nervosos.

Essas células foram cultivadas no laboratório antes de serem injectadas, no local da lesão, em cerca de dois terços dos animais, enquanto os outros recebiam apenas uma injecção de um líquido neutro.

Como o sistema olfactivo é a única parte do organismo dos mamíferos onde as fibras nervosas continuam a crescer ao longo de toda a vida – e como as OEC são justamente as células nervosas que promovem esse crescimento –, os especialistas suspeitavam há anos, com base em estudos anteriores, de que um transplante destas células ao nível de uma lesão espinal poderia permitir a reconstituir as ligações nervosas que tinham sido seccionadas por um traumatismo. Sabia-se também que um tal procedimento não apresentava riscos para o ser humano, mas a sua eficácia nunca fora testada – e ainda menos comprovada.

Foi isso que agora parece ter finalmente acontecido – no cão. “Os nossos resultados são extremamente excitantes porque mostram, pela primeira vez, que o transplante deste tipo de células para dentro de uma lesão grave da espinal medula pode acarretar uma melhoria significativa”, diz Franklin, citado pela imprensa britânica. E, de facto, isso aconteceu aos cães que tinham recebido as suas próprias células olfactivas, mas não aos que tinham apenas sido tratados com o líquido.

Os animais foram testados, de mês a mês, do ponto de vista da sua função neurológica e do seu desempenho numa passadeira. E os cientistas puderam observar que os animais tratados com as células nasais conseguiam mexer as patas até aí paralisadas, coordenando o movimento de conjunto graças às patas dianteiras. Porém, também constataram que, ao contrário do que acontece naturalmente no nariz, onde a regeneração nervosa promovida pelas OEC consegue manter a comunicação entre o sistema olfactivo e o cérebro (condiçãosine qua non para a preservação do sentido do olfato), ao nível da espinal medula as ligações nervosas regeneradas eram de curto alcance.

Daí que os cientistas permaneçam muito prudentes quanto à eventual aplicação da técnica aos seres humanos. “Pensamos que a técnica poderia restaurar o movimento pelo menos de forma limitada em doentes humanos com lesões da espinal medula”, acrescenta Franklin, “mas estamos muito longe de poder dizer que esses doentes poderiam vir a recuperar todas as funções perdidas.” Acontece que, juntamente com a perda de mobilidade, estas lesões acarretam também perda da função sexual e do controlo dos esfíncteres. Ora, na actual experiência, embora alguns cães tenham recuperado o controlo da bexiga e dos intestinos, o seu número não foi significativo.Isso não impede Geoffrey Raisman, do University College de Londres e descobridor das OEC, de afirmar que se trata “do mais alentador avanço em anos”. 

 

Noticia do Público

20
Nov12

A Compulsão sexual tem tratamento

olhar para o mundo

Compulsão sexual tem tratamento

Para Frederico Garcia, o primeiro passo para tratar a adicção é reconhecer o problema

 

A existência de repetição de pensamentos sexuais, perda de controle sobre eles, sofrimento por não conseguir contê-los e prejuízos para a vida da pessoa são sinais que diferem a adicção sexual e o comportamento regular, de acordo com o professor do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG, Frederico Garcia. Para ele, autor do artigo “Sexual Adiction”, a compulsão sexual deve ser tratada como patologia.

 

Ele explica que a impulsão sexual, assim como alimentar-se e escovar os dentes, é um ímpeto natural do ser humano. O normal é que possamos satisfazê-la ou não. Quando os impulsos sexuais fogem do controle e a pessoa se torna compulsiva, estamos diante de um quadro de adicção sexual.

 

De acordo com o professor, a compulsão é caracterizada quando o indivíduo deixa de lado suas atividades normais para satisfazer a compulsão. As consequências disso podem ir do gasto excessivo com objetos sexuais e pornografia, por exemplo, e contração de doenças sexualmente transmissíveis, a quadros de depressão e desagregação da família.

 

“A adicção não se manifesta apenas na busca exacerbada do ato sexual. Pode ser apontada no excesso de masturbação, pornografia, e até na necessidade de  encostar em pessoas nos ônibus”, exemplifica o professor. Mas ele esclarece que casos como estupro estão fora dessa classificação. Entram em outra patologia, a parafilia. Esta trata de exercícios da sexualidade fora do normal.

 

“O primeiro passo para tratar a adicção é levar o paciente a reconhecer o problema”, orienta Frederico Garcia. “É fundamental que ele encare a patologia e queira se tratar”. Medicamentos específicos para diminuir a libido podem então ser buscados, junto ao tratamento psicoterapêutico.

 

Sexo e drogas


A adicção sexual pode ser comparada ao comportamento do viciado em drogas ou álcool. “A ausência do sexo também traz uma forte angústia. Ao obtê-lo é experimentada uma sensação de alívio, muitas vezes acompanhada de culpa”. De acordo com o professor, é comum a presença do vício em entorpecentes e estimulantes nos pacientes com adicção sexual.

 

Adicção Sexual e gênero


Conforme o artigo “Sexual Adiction”, tanto na adicção quanto na parafilia é possível perceber um número maior de homens. “Isso ocorre por causa da testosterona”, explica o autor. “Além disso, as mulheres sentem mais vergonha para admitir esse tipo de comportamento, e procuram menos ajuda”, esclarece.

29
Jun12

O que causa a impotência sexual?

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Sedentarismo pode causar impotência

 

A impotência sexual é um problema enfrentado por muitos homens e que leva mais de 300 pacientes a procurarem o Centro de Referência da Saúde do Homem, o hospital Euryclides de Jesus Zerbini, localizado na zona de São Paulo.

 

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo divulgou alguns números que mostram o quanto pode ser prejudicial o sedentarismo. Uma pesquisa foi feita no ambulatório de sexualidade do Centro e apontou que 90% dos homens em tratamento não praticam atividades físicas, e outros 40% também fumam.

 

O sedentarismo nunca fez bem para ninguém, nem o fumo, mas quem está parado deve fazer alguma atividade de que goste, não precisa de muito esforço, uma caminhada de trinta minutos por dia, já está ótimo para começar. O ganho de gordura na região abdominal diminui a produção de testosterona, o hormônio sexual masculino importante para o desempenho sexual.

 

O urologista Joaquim Claro, médico chefe do hospital, explica que o cigarro "entope" os vasos e como consequência a circulação de sangue no pênis é bem menor. "Os pacientes tabagistas com mais de 55 anos dificilmente não vão apresentar algum grau de impotência sexual. A atuação do tabaco nas artérias é similar ao dos fatores orgânicos como a diabetes".

 

O importante é se exercitar para a vida toda ficar ainda melhor, os benefícios vão muito além do sexo. E se houver qualquer problema, nada de ter vergonha ou não admitir e deixar pra lá, tudo tem tratamento e somente um médico especialista poderá ajudar corretamente.

 

retirado de Vila Dois

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