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As Coisas da Cultura

Porque há sempre muito para ver e para contar

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As Coisas da Cultura

07
Jun16

Dar as boas vindas ao verão nos parques e monumentos de Sintra

olhar para o mundo

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Dar as boas vindas ao verão nos parques e monumentos de Sintra

 

- Nova atividade no Castelo dos Mouros: “Um Dia com Arqueologia”

- “Arte da Guerra”: continuam as recriações históricas no Castelo dos Mouros

- Visitas guiadas à exposição de arte contemporânea “Point of View” no Parque da Pena

 

Sintra, 6 de junho de 2016 – O mês de julho nos parques e monumentos de Sintra é marcado pela estreia da atividade “Um Dia com Arqueologia” que terá lugar no dia 24 de julho, no Castelo dos Mouros, na qual os participantes são convidados a entrar no mundo da arqueologia para descobrirem o passado escondido neste monumento. Esta atividade é recomendada para famílias com crianças a partir dos 6 anos.

 

Ainda no Castelo dos Mouros, tem lugar a recriação histórica intitulada “Arte da Guerra Medieval”, no dia 2 de julho. Os visitantes podem assistir a uma demonstração do uso das armas de combate corpo a corpo e de operações de cerco e, no final, manusear o equipamento utilizado na demonstração.

 

Todos os sábados de julho, às 14h30, no Parque da Pena, as dez peças da exposição de arte contemporânea “Point of View” podem ser vistas pelos olhos de um especialista através de uma visita guiada. Durante cerca de 3h o visitante ficará a conhecer as obras criadas especificamente para aquele local, criadas por dez artistas reconhecidos internacionalmente.

PROGRAMAÇÃO

 

 

 

Arte da Guerra Medieval - Recriação Histórica no Castelo dos Mouros

Sábado, 2 de julho, Castelo dos Mouros

O século XII, época de muitos acontecimentos históricos em Sintra (da relatada conquista e destruição viking/normanda em 1109 à rendição dos mouros a D. Afonso Henriques em 1147), servirá de enquadramento a esta recriação histórica, denominada: “Do al-Ândalus à Reconquista”, e que incluirá uma demonstração do uso das armas de combate corpo a corpo e de operações de cerco. No final de cada apresentação, o público poderá manusear o equipamento utilizado nas demonstrações, sob supervisão qualificada.

- Destinatários: todos

- Duração: 10h00 – 18h00

- Demonstrações do uso de armas e engenhos de época: 11h00, 14h00 e 17h00

- Tarifário: entrada livre mediante aquisição de bilhete para o Castelo dos Mouros

- Nota: não requer inscrição prévia

 

 

Apresentações de Arte Equestre

Treinos: regularmente (calendário em www.arteequestre.pt/bilheteira)

Apresentações: 6, 13 e 20 de julho

Gala: 29 de julho

O Picadeiro Henrique Calado recebe regularmente treinos, apresentações e galas da responsabilidade da Escola Portuguesa de Arte Equestre, e que estão abertos ao público.

- Destinatários: todos a partir dos 6 anos

- Tarifário: Galas - 25€ // Treinos – 8€ // Apresentações– 15€

- Mais informações: www.arteequestre.pt / info@parquesdesintra.pt / +351 21 923 73 00

 

 

“Palavra de Rainha”

Sextas e sábados, 8, 9, 15 e 16 julho, às 21h30, e domingos, 10 e 17 de julho, às 19h00, Palácio Nacional de Queluz

A atriz brasileira Lu Grimaldi é a protagonista do monólogo “Palavra de Rainha”, adaptação livre da história de vida de D. Maria I, rainha de Portugal, num texto que combina factos históricos e ficção para narrar a trajetória da primeira mulher a assumir o trono português.

- Destinatários: todos, a partir dos 12 anos

- Tarifário: 10€/participante

- Duração: 1h00

- Mais informações: brevemente em www.parquesdesintra.pt

 

 

Com o Burro e a Galinha Descobrimos a Quintinha

Domingo, 10 de julho, 15h00, Quintinha de Monserrate

Jogos tradicionais, enigmas e tarefas muito divertidas conduzirão os participantes à descoberta de todos os recantos e encantos da Quintinha de Monserrate. Distinguir a alface da couve, quem bale ou cacareja e o ancinho da enxada são desafios que levarão a desvendar os segredos da vida no campo. À chegada, todos põem as mãos na massa e aprendem a fazer pão. No final é tempo de saborear o pão quente depois de cozer no forno a lenha.

- Destinatários: famílias com crianças dos 5 aos 10 anos

- Duração: 2h00

- Tarifário: 8€/participante

- Requer inscrição prévia: info@parquesdesintra.pt; +351 21 923 73 00

- Nota: a realização da sessão depende de um número mínimo de participantes. A mesma poderá ser cancelada, caso as condições meteorológicas sejam adversas.

 

 

Domingos ao Piano

Domingos, 10 e 24 de julho, 15h00, Palácio de Monserrate

Ao segundo e quarto domingos de cada mês, o pianista Raúl Pinto está na Sala da Música do Palácio de Monserrate a tocar piano, entre as 15h00 e as 17h00 (a 10 de julho o horário será das 14h00 às 16h00). Apresentado num formato descontraído, este evento pretende aliar à fruição estética do Palácio uma componente também auditiva.

Segundo o próprio pianista, pretende apresentar-se “uma recriação do ambiente histórico e estético nas visitas a Monserrate” através da interpretação de obras do período Romântico, com autores como Chopin, Schubert, Brahms, ou Beethoven; Impressionista, com autores como Satie e Debussy; e Clássico com autores como Mozart ou Beckford (tendo este último vivido em Monserrate, entre 1793 e 1794).

- Destinatários: todos

- Duração: 2h00

- Tarifário: entrada livre mediante aquisição de bilhete para o Parque de Monserrate

 

 

Do Parque à Tapada: a Natureza em Sintra e em Mafra

Sábado, 16 de julho, 10h00, Tapada de Monserrate, e 15h30, Tapada de Mafra

Programa conjunto de visita a Sintra e a Mafra, que dá a conhecer a diversidade de ecossistemas do Parque Natural de Sintra – Cascais - área protegida à qual pertence a Tapada de Monserrate - e a magnífica floresta antiga e autóctone que caracteriza a Tapada Nacional de Mafra. Na Tapada de Monserrate o visitante explora a história natural da serra de Sintra, o microclima peculiar que a caracteriza e a torna tão mística, conceitos como a forest food, a sucessão ecológica, as espécies invasoras, entre outros. Ao longo do percurso os visitantes serão ainda surpreendidos pela presença de esculturas em madeira de mamíferos de médio e grande porte, atualmente inexistente na serra de Sintra mas que, num passado recente, habitaram esta paisagem. Em Mafra, por um trilho menos explorado, os visitantes descobrirão uma floresta madura e que, ao estar protegida por um muro, consegue garantir condições de excelência para espécies vulneráveis e mesmo em perigo de extinção que aqui se alimentam, reproduzem e se abrigam.

- Destinatários: todos

- Duração: 1h30 em Monserrate, 2h00 em Mafra

- Tarifário: adultos: 13€/participante | Jovens e seniores: 11€/participante | Famílias (2 adultos + 2 crianças): 45€

- Requer inscrição prévia: info@parquesdesintra.pt; +351 21 923 73 00

- Nota: a realização da atividade depende de um número mínimo de participantes. As visitas poderão ser canceladas, caso as condições meteorológicas sejam adversas.

 

 

Como se faz um Palácio

Sábado, 16 de julho, 10h30, Palácio Nacional da Pena

Era uma vez um rei chamado Fernando que queria construir um lindo Palácio. O rei procurou o melhor arquiteto do reino, mas este respondeu: “Um palácio aqui, no cimo desta montanha de pedras? Impossível!”. Este é o ponto de partida para conhecer a história do Palácio Nacional da Pena, através de uma abordagem contemporânea, que alia artes plásticas, pedagogia e música e que em simultâneo faz a ponte com a tradição dos contadores de histórias e marionetistas.

Com músicas criadas propositadamente para a peça e marionetas únicas construídas e pintadas à mão, a atividade promete trazer um momento único a crianças e famílias. Além do espetáculo, está incluída a visita livre ao Parque e Palácio Nacional da Pena.

- Destinatários: recomendado para famílias com crianças a partir dos 3 anos

-Duração: 45 minutos

- Tarifário: adulto + 1 criança até aos 48 meses: 25€; adultos e crianças com mais de 48 meses: 15€

- Nota:a realização da atividade depende de um número mínimo de participantes. A mesma poderá ser cancelada, caso as condições meteorológicas sejam adversas

 

 

Sentir o Património - Descobrir o Parque de Monserrate através das Sensações

Sábado, 16 de julho, 10h30, Parque de Monserrate

Por entre ruínas românticas e cascatas, o visitante descobrirá os Jardins de Monserrate através do tato, audição e olfato. Será possível tocar na água da cascata, perceber variações de temperatura, e conhecer várias espécies botânicas, sentindo texturas e odores exóticos. Em redor do Palácio de Monserrate será possível conhecer todos os materiais que constituem as fachadas.

- Destinatários: direcionada para visitantes cegos ou com baixa visão mas aberta a todos os interessados

- Duração: 1h30

- Tarifário pessoa com deficiência:9€ (bilhete de entrada 4€ + suplemento de visita guiada 5€)- Tarifário regular: 13€ (bilhete de entrada 8€ + suplemento de visita guiada 5€)

- Requer inscrição prévia: info@parquesdesintra.pt; +351 21 923 73 00

- Nota: esta atividade conta com o apoio da ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal. Recomenda-se uso de calçado confortável e indumentária adequada às condições meteorológicas. A visita poderá ser cancelada, caso as condições meteorológicas sejam adversas, ou adaptada apenas ao interior do Palácio de Monserrate.

 

 

Jardins de Monserrate sem Barreiras

Sábado,16 de julho, 11h00, Parque de Monserrate

Visita direcionada para pessoas com mobilidade condicionada que poderão percorrer os jardins com autonomia através de um equipamento que quebra a barreira da inclinação e facilita a mobilidade de cadeiras de rodas manuais. Contará com a exploração do Vale dos Fetos, Jardim do México, Roseiral, Relvado e Lagos, no Parque de Monserrate.

- Destinatários: direcionada para visitantes com mobilidade condicionada

- Duração: 1h30

- Tarifário pessoa com deficiência: 9€ (bilhete de entrada 4€ + suplemento de visita guiada 5€)- Tarifário regular: 13€ (bilhete de entrada 8€ + suplemento de visita guiada 5€)

- Requer inscrição prévia: info@parquesdesintra.pt; +351 21 923 73 00

- Nota: o visitante poderá trazer a sua própria cadeira de rodas ou utilizar a cadeira de rodas disponibilizada pela Parques de Sintra (sem custo acrescido). Aberto a acompanhantes. O equipamento de tração adapta-se à grande maioria das cadeiras de rodas. A visita poderá ser cancelada, caso as condições meteorológicas sejam adversas.

 

 

Património em Gestos

Sábado, 16 de julho, 14h30, Parque de Monserrate

Visita aos jardins e Palácio de Monserrate, com interpretação em Língua Gestual Portuguesa. A visita aos jardins, uma das mais belas criações paisagísticas do Romantismo em Portugal, que alberga mais de 3.000 espécies de plantas de vários cantos do mundo, passa pelo Vale dos Fetos, Jardim do México, Roseiral e Relvado, terminando no Palácio de Monserrate.

- Destinatários: direcionada para visitantes surdos, mas aberta a todos os interessados

- Duração: 1h30

- Tarifário pessoa com deficiência: 9€ (bilhete de entrada 4€ + suplemento de visita guiada 5€)- Tarifário regular: 13€ (bilhete de entrada 8€ + suplemento de visita guiada 5€)

- Requer inscrição prévia: info@parquesdesintra.pt; +351 21 923 73 00

- Nota: esta atividade conta com o apoio e a participação da APS – Associação Portuguesa de Surdos. Recomenda-se uso de calçado confortável e indumentária adequada às condições meteorológicas. A visita poderá ser cancelada, caso as condições meteorológicas sejam adversas, ou adaptada apenas ao interior do Palácio de Monserrate.

 

 

Concerto para Bebés – Um Dia na Floresta

Domingo, 17 de julho, 10h30, Palácio de Monserrate

“Um Dia na Floresta” recria o ambiente de festa que se vive na natureza. Trechos de música clássica, arranjados especialmente para bebés, com palavras simples, ritmos contagiantes e jogos de rimas, proporcionam um momento de envolvente magia para os mais pequenos. Através de histórias cantadas, o concerto convida todos a viver a aventura imaginária de um “Um Dia na Floresta”, através das suas personagens: o dia que nasce, as flores que cantam, o cuco que assobia, a formiga corredora, o caracol que põe os pauzinhos ao sol, o lagarto pintado, a fada desaparecida e a lua que chega quando o sol se põe.

 

Programa:

  • O Dueto das Flores” (Ópera Lackmé, de Delibes, séc. XIX);
  • “Amanhecer” (Grieg, séc. XIX);
  • “Canção do Cuco” (adaptado de Benjamim Britten, séc. XX);
  • “Canção da Formiga” e a “Canção da Fada”, (adaptações de modinhas luso-brasileira do séc. XVIII);
  • “Paçoca” (um chorinho do séc. XX);
  • “Canção do Caracol”;
  • “Canção do Adeus”: o Adágio do Inverno, das Quatro Estações de Vivaldi.

 

- Destinatários: recomendado para famílias com crianças a partir dos 3 meses

- Duração: 45 minutos

- Tarifário: adulto + 1 criança até aos 48 meses: 20€/ Adultos e crianças com mais de 48 meses: 15€

- Requer inscrição e pagamento prévios:info@parquesdesintra.pt; +351 21 923 73 00

- Nota: a realização da atividade depende de um número mínimo de participantes

 

 

O Mundo das Abelhas e Outros Insetos Polinizadores – O Apiário Pedagógico da Quintinha de Monserrate

Sábado, 23 de julho de 2016, 10h00, Quintinha de Monserrate

Com o apicultor: Francisco Garcia

No Apiário Pedagógico da Quintinha de Monserrate, os participantes podem conhecer, com as abelhas e a apicultura, o incrível mundo dos insetos polinizadores. Descobrem o papel fulcral que estes desempenham na reprodução das plantas, na sustentabilidade do planeta e, consequentemente, na vida humana. É abordada a organização social das abelhas, os produtos que originam, e as suas diversas aplicações. No final, tem lugar uma prova de mel.

- Destinatários: recomendado para famílias com crianças a partir dos 8 anos

- Duração: 3h00

- Tarifário por sessão: 10€/participante

- Requer inscrição prévia: info@parquesdesintra.pt; +351 21 923 73 00

- Nota: a realização da atividade depende de um número mínimo de participantes. A mesma poderá ser cancelada, caso as condições meteorológicas sejam adversas.

 

 

Um Dia com Arqueologia

Domingo, 24 de julho, 15h00, Castelo dos Mouros

Os participantes são convidados a entrar no mundo da arqueologia para descobrirem o passado escondido no Castelo dos Mouros. Assim, serão conduzidos pela história do local para depois assumirem o papel dos arqueólogos que vão trazer à luz do dia o que ainda falta descobrir. Trata-se de uma atividade que conjuga uma breve visita guiada com a componente prática da arqueologia.

- Destinatários: recomendado para famílias com crianças a partir dos 6 anos

- Duração: 1h30

- Tarifário: 8€/participante

- Requer inscrição prévia: info@parquesdesintra.pt; +351 21 923 73 00

- Nota: a realização da atividade depende de um número mínimo de participantes. A mesma poderá ser cancelada, caso as condições meteorológicas sejam adversas

 

 

Viagem à Corte do Século XVIII

Domingo, 31 de julho, 15h00, Palácio Nacional de Queluz

Os participantes são convidados a conhecer todos os recantos do Palácio Nacional de Queluz, a ouvir a sua história, a ver pessoas de outra época. Vão ouvir cantar, tocar e dançar músicas de setecentos. Aprenderão como se realizavam grandes festas e que vestidos e outros trajes se usavam neste espaço de enorme beleza e requinte. Descobrirão também que os príncipes e infantes não iam à escola mas tinham muitas matérias para aprender.

- Destinatários: recomendado para famílias com crianças a partir dos 5 anos

- Duração: 2h00

- Tarifário: 9€/participante

- Requer inscrição prévia: info@parquesdesintra.pt ou +351 21 923 73 00

- Nota: a realização da atividade depende de um número mínimo de participantes

 

 

Visitas guiadas à exposição de arte contemporânea “Point of View”

Todos os sábados, 14h30, Parque da Pena

Exposição coletiva de arte contemporânea, site specific, com direção artística de Paulo Arraiano, reúne dez artistas de diferentes nacionalidades, reconhecidos internacionalmente: Alberto Carneiro (Portugal), Alexandre Farto/Vhils (Portugal), Antonio Bokel (Brasil), Bosco Sodi (México), Gabriela Albergaria (Portugal), João Paulo Serafim (Portugal), NeSpoon (Polónia), Nils-Udo (Alemanha), Paulo Arraiano (Portugal) e Stuart Ian Frost (Reino Unido).

-Destinatários: todos

- Duração: 3h

- Tarifário: adultos: 15€/pessoa (inclui entrada no Parque); jovens e seniores: 10€/pessoa (inclui entrada no Parque); crianças <6 anos: gratuito

Notas: a visita poderá ser cancelada, caso as condições meteorológicas sejam adversas. Disponível em outras datas, e horários, mediante marcação prévia (info@parquesdesintra.pt;+351 21 923 73 00) com um mínimo de 8 participantes ou pagamento equivalente.

- Tarifário visita livre: entrada livre mediante aquisição de bilhete para o Parque da Pena

- Mais informações: www.penapointofview.com 

 

 

Aqui Há Burro!

Todos os sábados de julho, 10h00, 12h00 e 15h00, Tapada de D. Fernando II (junto ao Convento dos Capuchos)

Pacientes, afáveis e muito calmos, os burros serão grandes cúmplices de crianças e adultos nesta aventura, na qual é contada a sua história ao longo dos séculos, explicado que são meigos, não dão coices nem mordem (quando tratados com respeito), não são nervosos (quando se assustam param, em vez de fugir), são fortes e espertos. Segue-se um passeio pela floresta: as crianças montam e os adultos conduzem os animais à mão.

- Destinatários: recomendado para famílias com crianças dos 3 aos 12 anos

-Duração: 1h30

- Tarifário: 10€/participante

-Aconselha-se inscrição prévia: info@parquesdesintra.pt; +351 21 923 73 00

- Nota:os passeios poderão ser cancelados, caso as condições meteorológicas sejam adversas. Atividade disponível todos os fins de semana, mediante reserva prévia.

 

 

International Garden Photographer Of The Year (IGPOTY)

Até quarta-feira, 31 de agosto, Parque de Monserrate

O International Garden Photographer Of The Year (IGPOTY) é a principal competição e exposição mundial de fotografia especializada em jardins, plantas, flores e botânica, aberta a fotógrafos profissionais mas também a amadores. Anualmente, a exposição dos trabalhos vencedores é inaugurada nos Kew Gardens (Reino Unido), percorrendo posteriormente diversos locais do mundo, nomeadamente o Parque de Monserrate. Este ano a exposição será novamente ao ar livre, integrada na natureza envolvente.

- Tarifário: entrada livre mediante aquisição de bilhete para o Parque de Monserrate

- Mais informações e reservas:info@parquesdesintra.pt; +351 21 923 73 00

 

 

Exposição 180 anos da morte de D. Pedro IV

Todos os dias, 09h00 – 17h00, Palácio Nacional de Queluz

Projeto museológico do Quarto D. Quixote, no âmbito dos 180 anos da morte de D. Pedro d’Alcântara de Bragança. O objetivo deste projeto museológico prendeu-se com o estudo e valorização do Quarto D. Quixote e os espaços adjacentes, bem como a figura de D. Pedro IV, através de uma nova museografia e de vários suportes interpretativos, com destaque para os digitais. Foram reunidas peças do Palácio Nacional de Queluz e protocolados empréstimos com outras instituições: Museu Nacional de Arte Antiga, Palácio Nacional da Ajuda, Museu Nacional dos Coches, Museu Militar de Lisboa e Museu Nacional Soares dos Reis. Estão expostas 48 peças, incluindo 15 pinturas e miniaturas, 15 objetos pessoais de D. Pedro IV e 9 peças de mobiliário.

- Tarifário: bilhete para o Palácio Nacional de Queluz

- Saber mais: www.dpedroiv.parquesdesintra.pt

 

 

Exposição - Melhores Imagens do BIO+Sintra

Todos os dias, 10h00 – 17h00, Info Parques de Sintra

Exposição das imagens premiadas pelo júri na sessão de verão dos Concursos de Fotografia “Captar Sintra – A Biodiversidade das estações”, promovidos no âmbito do projeto BIO+Sintra. No espaço Info Parques de Sintra é possível ver os três vencedores da última sessão dos concursos e as quatro menções honrosas atribuídas pelo júri.

- Tarifário: gratuito

 

 

Documentário “A Sinfonia”

Sábados e domingos, 15h30 – 16h30, Info Parques de Sintra

Documentário "A Sinfonia", produzido no âmbito do projeto BIO+Sintra, em exibição no espaço Info Parques de Sintra, todos os sábados e domingos, com entrada livre. O documentário apresenta dez importantes valores naturais, pela voz de biólogos especialistas, conduzidos por João Rodil, conhecido escritor e historiador local. Pretende-se tornar pessoal e emocional o envolvimento do espetador na salvaguarda do equilíbrio dos ecossistemas da Serra de Sintra.

- Tarifário: gratuito

- Nota: legendado em inglês

- Saber mais:www.youtube.com/user/lifebiomaissintra

 

 

Passeios a cavalo e de pónei

Todos os dias, Parque da Pena

Passeios a cavalo em que o visitante percorre, de uma forma diferente, os caminhos e trilhos do Parque da Pena. A duração dos passeios a cavalo pode variar entre os 30 e os 90 min, ou as 3h00 e as 6h00. No programa mais longo existe a possibilidade de visitar outros polos sob gestão da Parques de Sintra e mesmo agendar um almoço em local a especificar. Todos os passeios são feitos mediante acompanhamento dos tratadores dos cavalos, que guia os visitantes através do percurso.

A pensar nas crianças, a Parques de Sintra dispõe também de uma atividade que permite aos mais novos terem a sua primeira experiência a cavalo num pónei, treinado especialmente para o efeito e acompanhados também por um dos seus tratadores.

- Passeios a cavalo: 15€/30 min, 30€/90 min, 50€/3h00, 100€/6h00 (acresce o bilhete de entrada no Parque da Pena)

- Passeios de pónei: 7€/15 minutos (acresce o bilhete de entrada no Parque da Pena)

- Mais informações e reservas:info@parquesdesintra.pt; +351 21 923 73 00                           

- Nota: a realização do passeio depende das condições meteorológicas

- Saber mais: www.parquesdesintra.pt/experiencias-e-lazer/passeios-a-cavalo/

 

 

Passeios de Charrete

Parque da Pena

Os passeios de charrete no Parque da Pena proporcionam uma verdadeira viagem no tempo num percurso entre o Vale dos Lagos e o Chalet da Condessa d’Edla, passando pela Quinta da Pena e o Jardim da Condessa d’Edla. Este passeio pode ser livre ou acompanhado por um guia especializado. Conduz os visitantes à descoberta da História deste Parque e dos seus criadores, das espécies botânicas e animais que surgem ao longo do percurso e dos edifícios históricos e recantos do jardim que se encontram no trajeto.

Os passeios de charrete no Parque da Pena proporcionam uma verdadeira viagem no tempo num percurso entre o Vale dos Lagos e o Chalet da Condessa d’Edla, passando pela Quinta da Pena e o Jardim da Condessa d’Edla. Este passeio pode ser livre ou acompanhado por um guia especializado. Conduz os visitantes à descoberta da História deste Parque e dos seus criadores, das espécies botânicas e animais que surgem ao longo do percurso e dos edifícios históricos e recantos do jardim que se encontram no trajeto.

 

PASSEIOS DE CHARRETE REGULARES

De quinta-feira a domingo (incluindo feriados), passeios de 20 minutos, nos seguintes horários:

  • Percurso Lagos-Chalet: 10h00, 11h00, 14h00, 15h00 e 16h00
  • Percurso Chalet-Lagos: 10h30, 11h30, 14h30, 15h30 e 16h30

Tarifário:

  • Adultos (> 18 anos) – 3,5€ + bilhete de entrada no Parque da Pena
  • Jovem (dos 4 aos 17 anos) – 2€ + bilhete de entrada no Parque da Pena
  • Crianças até 3 anos – gratuito

 

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

- Não se efetuam reservas

- Aquisição dos ingressos na bilheteira

- Recomenda-se a chegada cerca de 15 a 20 minutos antes do horário pretendido

 

 

PASSEIOS DE CHARRETE EM EXCLUSIVIDADE

De segunda-feira a quarta-feira, passeios de 1 hora:

  • Percursos: Lagos => Chalet => Lagos ou Chalet => Lagos => Chalet

Tarifário:

  • 75€ + bilhete de entrada no Parque da Pena 

 

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

- Reserva prévia obrigatória com pagamento antecipado

 

- Saber mais: www.parquesdesintra.pt/experiencias-e-lazer/passeios-de-charrete/

- Mais informações e reservas:info@parquesdesintra.pt; +351 21 923 73 00

- Notas: o passeio pode incluir até 6 adultos ou 4 adultos e 4 crianças. A realização da atividade depende das condições meteorológicas

 

 

Exposição “Vitrais e Vidros: Um Gosto de D. Fernando II”

Todos os dias, Palácio Nacional da Pena

Exposição de um notável conjunto de vitrais dos séculos XIV a XIX, no qual se insere o mais antigo vitral conhecido em Portugal. Inclui também elementos da coleção de vidros do Palácio da Pena, uma das mais representativas coleções da história do vidro europeu existente no nosso país. Recentemente, passou também a englobar algumas peças que pertenceram à coleção de vidros do rei D. Fernando II e que são das reservas do Museu Nacional de Arte Antiga.

- Tarifário: bilhete para o Palácio Nacional da Pena

- Saber mais: www.parquesdesintra.pt/evento/exposicao-vitrais-e-vidros-um-gosto-de-d-fernando-ii/

02
Jun13

Portugal tem mais praias com "qualidade ouro" este ano

olhar para o mundo

Portugal tem mais praias com

Associação Quercus distinguiu 355 praias pela excelente qualidade da água. No estuário do Tejo, uma praia passou a integrar lista oficial de zonas balneares.

As praias portuguesas estão numa maré positiva: a associação ambientalista Quercus atribuiu medalha de ouro a 335 zonas balneares, mais 40 do que em 2012. E até o estuário do Tejo quebrou um enguiço com mais de dez anos e voltou a ter uma zona balnear classificada.

 

Com base na informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Quercus procurou as praias que cumprem três requisitos: tiveram qualidade da água com a classificação máxima nos últimos cinco anos.

Segundo a lista divulgada neste domingo, a qualidade da água das praias está a melhorar. De um total de 543 praias classificadas pela APA como zonas balneares este ano (mais 17 do que no ano passado), 335 têm qualidade de ouro, com destaque para Albufeira. Neste concelho algarvio há 20 praias que cumprem os critérios da Quercus. A seguir na lista está Vila Nova de Gaia com 16, Almada com 15, Vila do Bispo com 12, Torres Vedras com 11 e Grândola com dez.

 

A tendência positiva é visível também nas praias interiores, que no ano passado tinham obtido piores resultados. Na época balnear deste ano, que começou oficialmente neste sábado, há 20 praias interiores com qualidade de ouro. Macedo de Cavaleiros, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei são os concelhos com mais distinções, com duas praias cada um.

 

As restantes seis premiadas são águas de transição, ou seja, onde se mistura a água do mar com a dos rios.

 

Ainda assim, nem tudo é ouro. Ainda há quatro praias com qualidade “má”, menos uma do que na época balnear passada. São elas a praia de São Roque, em Machico, na Madeira, a do Pontilhão da Valeta, em Arcos de Valdevez, Fragas de S. Simão, em Figueiró dos Vinhos, e Agroal, em Ourém. Além disso, 23 praias têm o uso limitado por situações de risco associado à estabilidade das arribas.

 

Em comunicado, a Quercus sublinha uma boa notícia: a praia dos Corvos, no Seixal, também conhecida como “praia dos Tesos”, integra a lista das zonas balneares assim classificadas este ano pela APA. Esta praia no esuário do Tejo estava interdita a banhos desde 2001 devido à má qualidade da água, mas nem por isso os banhistas deixaram de a frequentar, apesar de não ter vigilância.

 

O regresso da praia dos Corvos ao mapa das zonas balneares classificadas “é sem dúvida resultado do esforço de tratamento de efluentes domésticos que tem sido feito em ambas as margens do estuário nos últimos anos”, diz a Quercus em comunicado. Desde 2005, foram construídas 22 estações de tratamento de efluentes nas margens norte e sul do Tejo e na zona de Cascais, num investimento de 600 milhões de euros.

A classificação oficial de uma praia como zona balnear significa que ela é reconhecida como uma área muito frequentada por banhistas, e por isso tem de estar sujeita a uma série de normas e cuidados, sobretudo a análises regulares à qualidade da água durante o Verão.

A distinção de ouro da Quercus junta-se à classificação da Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), que este ano atribuiu 277 bandeiras azuis. Destas, 262 são costeiras e 15 são fluviais. Veja a infografia com o mapa das praias premiadas aqui.

 

retirado do Público

09
Set12

E as 7 Praias - Maravilhas de Portugal são...

olhar para o mundo
E as 7 Praias - Maravilhas de Portugal são...
Praias de Arribas: Odeceixe. Aljezur - Faro, Algarve DR

Guincho, Ribeira (Azibo), Porto Santo, Lagoa do Fogo, Odeceixe, Furnas (Milfontes) e Zambujeira do Mar. São as 7 Praias - Maravilhas de Portugal anunciadas na noite de sábado numa gala em Tróia. Alentejo é a única região com duas presenças e três das praias ficam no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

 

Quase se pode dizer que, além do Alentejo, o grande vencedor da gala 7 Maravilhas - Praias de Portugal, realizada sábado à noite em Tróia, foi o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, onde estão três das praias eleitas após a contabilização de, segundo a organização, mais de 620 mil votos.

 

É neste parque que ficam as alentejanas Furnas (Milfontes) e Zambujeira do Mar, ambas no concelho de Odemira, vencedoras, respectivamente, nas categorias de praias de rios e urbanas. Mesmo ao lado, outra eleita, Odeceixe (Aljezur): já no Algarve, a praia, porém, abre-se dos dois lados de Seixe, ribeira que faz fronteira com o Alentejo. Aliás, para visitar estas três praias basta percorrer cerca de 40km.

 

Ao Alentejo, única região a eleger duas praias - e que patrocinou o evento com a chancela Costa Alentejana -, e Algarve, juntam-se Trás-os-Montes e Alto Douro com a Ribeira, na Albufeira do Azibo (Macedo de Cavaleiros), na categoria praias de Albufeiras e lagoas; por Lisboa e Setúbal, a distinção recaiu sobre o Guincho (Cascais, praias de uso desportivo); a lista completa-se com a madeirense Porto Santo (praias de dunas) e a açoriana Lagoa do Fogo (praias selvagens).

 

A lista das 7 Praias-Maravilhas de Portugal foi revelada numa gala realizada sábado à noite na Base Naval de Tróia, com transmissão directa na RTP1. Anunciada como "a maior festa de sempre das praias portuguesas" teve também direito a outro recorde, "o maior palco de sempre construído em areia" (cerca de 3000 toneladas foram usadas) decorado com esculturas com mais de sete metros de altura um total. 

 

O resultado final foi apurado a partir de 621.802 votos recebidos, via telemóvel ou Internet - um número que fica abaixo, em quase 300 mil votos, do último evento similar organizado pelas 7 Maravilhas de Portugal, dedicado à gastronomia portuguesa (foram recebidos 899.069 votos). Na última fase, os votantes tinham à escolha 21 praias (onde o Alentejo já liderava, com quatro nomeações, seguido do Algarve, Beira Interior e Lisboa e Setúbal com três cada), repartidas por sete categorias, nomeadas após um processo que levou quase um ano. Depois de cerca de três centenas de candidaturas de praias, avaliadas por um Conselho Científico, foram escolhidas 70 por um comité de 70 especialistas. Destas 70, um "painel de 21 notáveis" seleccionou as 21 que foram colocadas a voto popular.


As 7 praias-maravilha


A Fugas dedicou uma edição às 21 candidatas, onde jornalistas do PÚBLICO escreveram na primeira pessoa sobre as praias com que têm uma relação especial e pessoal. Entre declarações de amor, nostalgia e dicas, eis os textos das, agora, 7 Praias - Maravilhas de Portugal.


PRAIAS DE RIOS


Furnas de Milfontes
, ligação perfeita rio-mar


Aqui, a junção entre o rio Mira e o oceano Atlântico é perfeita: a terra parece ter sido desenhada de propósito para este efeito. A enorme garganta trava a ferocidade das águas agitadas do mar e oferece ao rio a calma necessária. A praia das Furnas de Vila Nova de Milfontes, no concelho de Odemira (distrito de Beja), em pleno litoral alentejano, tem uma luminosidade que vai da extensa duna até à água transparente (mas fria). O que, juntando ao sol que ali não encontra fronteiras, faz com que os extremos se toquem. A praia das Furnas - que faz parte do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina - fica na margem Sul da foz do Mira, onde se chega de barco ou de carro. Há quem faça a travessia de canoa ou a nado, mas atenção às fortes correntes. Milfontes fica do outro lado do rio, a poucos metros, na margem Norte - o peixe fresco, o arroz de sapateira ou as migas estão logo ali. Reparo: a construção do lado de Milfontes já devia ter parado há anos. Na praia das Furnas, a natureza ainda é o elo mais forte. {Pedro Andrade Soares}


PRAIAS DE ALBUFEIRAS E LAGOAS


Azibo
, a praia improvável


Quem hoje trata do bronze e dá uns mergulhos no Azibo (a dois quilómetros de Macedo de Cavaleiros) não poderá imaginar que está na praia mais improvável do país. Encaixada entre as serras de Nogueira e de Bornes, a barragem do Azibo era uma das peças do complexo agro-industrial do Cachão, um projecto de Camilo Mendonça, membro do Governo de Salazar. O Cachão avançou, acabando por entrar em decadência no pós 25 de Abril de 1974, mas a barragem do Azibo só seria construída em 1982. Ao regadio acrescentaram-lhe o abastecimento de água. A vertente turística só chegaria em meados da década de 1990, com a praia da Fraga da Pegada (muitos hectares de areal e mais ainda de relvado), e mais recentemente (2005) com a praia da Ribeira (9200 m2 de areal). A separá-las (uma está localizada a nascente da albufeira, a outra a poente) estão cerca de 600 metros de água que os nadadores mais habilitados cumprem facilmente. Para uma praia improvável, com areia fina vinda de Zamora, pranchas de mergulho, gaivotas, barcos de remos, bares de apoio e tudo o mais a que uma (duas) praia(s) obriga - há mesmo seis nadadores-salvadores em permanência -, o melhor é mesmo ficar por lá uns dias e explorar também a ciclovia entre Salselas e a praia da Ribeira (15,6 km), os três percursos pedestres que dali partem, nomeadamente o trilho dos Caretos entre Podence e o Azibo, tudo isto aproveitanto a mata de carvalhos e sobreiros que cerca toda a albufeira. {Raposo Antunes}


PRAIAS URBANAS


Zambujeira do Mar, vida de praia
  


A Zambujeira não é a minha praia. A Zambujeira é a minha vida. Cresci aqui, entre aparições da Ti' Maria Jacinta na mercearia dos meus pais a revelar-me, uma e outra vez, a sempre primordial revelação. "Sabes que fui eu que te fui buscar ali à praia, não sabes?". "Estavas numa cestinha no mar e eu trouxe-te para a tua mãe, vê lá a sorte que tiveste!" E tive. Com a mãe, com o pai, com a praia e com toda esta costa de prodígios. Por causa do meu mitológico nascimento, cada mergulho na Zambujeira é um renascimento. Reconheço à praia os traços da beleza mas é no seu mar que me torno religioso. Por isso, parece-me de natural redundância que lhe chamem maravilha. E, entre cada elevação, olhos na rocha, aquela lá ao fundo, quase no ar, quase ilha, aquela que dá o equilíbrio da perfeição a todas as fotografias. É o Palheirão e, para nós, é mais que uma rocha, é uma espécie de divindade, imagem que persegue todos os caídos sob o feitiço da Zambujeira, o símbolo de toda a presença, de toda a saudade, o coração da terra. {Luís J. Santos}


PRAIAS DE ARRIBAS


Odeceixe
, o tudo-em-um


Odeceixe é o dois-em-um. Ou o três-em-um. Ou mais ainda. Passo a explicar: é mar e piscina, é espaço e luz. É Alentejo e é Algarve. É uma praia que, conforme as marés, é duas. Aliás, três. Confuso? Na verdade, é tudo muito simples... e maravilhoso. Deixando a pequena vila de Odeceixe para trás, o caminho evolui conforme os caprichos da ribeira de Seixe, que faz a fronteira entre o Alentejo e o Algarve. As casas desaparecem para ressurgir três quilómetros à frente, quando já se adivinha o mar. Chegamos junto com a ribeira, que contorna o imenso areal e despeja no Atlântico. Este enlace dá origem a duas praias - a de água doce, onde se toma banho com peixes, caranguejos e lebres-do-mar e se escrevem juras de amor em pequenas pedras de xisto colocadas em frágil equilíbrio na falésia, e a praia de vagarosas ondas, ladeada por imensas falésias, onde saltitam os miúdos da escola de surf e os nossos munidos de pranchas de bodyboard. Mas o mais fabuloso é a amplitude de marés, que lembra o recuo das águas de um tsunami, deixando para trás pequenas piscinas naturais. É esse recuo que nos abre as portas à praia dos nus (terá outro nome mas não é assim que lhe chamamos por razões óbvias). A praia do lado, onde há a gruta onde vivem ursos (pelo menos é a teoria dos meus filhos), onde se apanham caranguejos e onde a imensa luz nos consegue sempre, anos e anos a conhecê-la, deixar extasiados. Odeceixe é isto tudo, e mais ainda, em-um.  {Ana Fernandes}


PRAIA DE DUNAS


Porto Santo, a linha do horizonte


Porto Santo, a praia: quase nove quilómetros de areia fina e amarela, água límpida, temperaturas amenas, a da água e a do ar. Mar calmo excepto em dias de calema. Dizem-na única pela composição da areia, com propriedades terapêuticas. Que convida a fazer? Mergulhar, nadar, andar de barco, conhecer a escarpada costa norte, dar longos passeios na beira-mar, repousar. A vida urbana não tem interesse. A nocturna resume-se praticamente aos restaurantes. Os guias turísticos dizem o resto. É aconselhável mesmo fora do Verão pelo clima ameno. Menos atraente, pela muita população, na primeira metade de Agosto, excepto se o viajante quiser cumprimentar na praia Alberto João Jardim. A ilha ainda não foi "formatada" pelo turismo de massas. As melhores zonas da praia têm uma razoável densidade de crianças - os pais não têm medo de as perder de vista ou, se perdem, é fácil reencontrá-las. O maior prazer é contemplar a infinita e límpida linha do horizonte. {Jorge Almeida Fernandes}


PRAIAS SELVAGENS


Lagoa do Fogo
, uma aventura na lagoa


Não há conversa sobre os Açores em que não me lembre daquele dia na Lagoa do Fogo. Recordo perfeitamente a sensação de espanto - quando a olhamos de cima, antes de começar a descer a encosta, parece saída de um livro de aventuras juvenil, com direito a bruma e tudo. Foi nessa primeira ida à lagoa que perdi quase toda a minha fé nos placards de informações do Turismo dos Açores (já lá vão anos, devem tê-lo alterado entretanto). O que li naquela altura dizia que o percurso que contornava a lagoa, classificado como "fácil", era de 12 quilómetros, demorava quatro horas a fazer e, eventualmente, poderia exigir aos caminhantes que entrassem na lagoa para cumprir parte do trilho, mas sem que a água passasse do joelho. O que posso dizer passado todo este tempo é que eu e os meus amigos - todos habituados a andar a pé na natureza - demorámos mais de sete horas a concluir o percurso e para transpor algumas das "etapas" tivemos de nadar e de fazer escalada livre. Pelo meio soltámos uma cria de garajau e escrevemos mentalmente várias cartas ao turismo das ilhas. No fim do dia, a grande língua de areia da lagoa parecia-nos muito pouco uma praia, mas diz quem mora em São Miguel que é boa. {Lucinda Canelas}


PRAIAS DE USO DESPORTIVO


Guincho, Vulcão e deserto


Em certos dias de fúria, a praia morde. A areia ergue-se no ar com a ventania e ataca a pele nua dos turistas até fazer sangue. Isto não é lenda. Quem frequenta a Praia do Guincho com regularidade já presenciou alguma vez esta cena de pesadelo: raparigas de biquíni correndo aos gritos pelo areal, ou estrada acima com as pernas vermelhas de agulhadas. Sangue. Quem não acredita não conhece o Guincho. Não é uma praia para descansar. Pode ficar desmaiada num lençol de tons púrpura, quase silenciosa, estralejando como lava a conspirar nas profundezas. A rebentação das ondas é sempre distante, as vagas longas, de alto-mar. Mas a qualquer momento uma brisa nasce ao nível dos pés, num zunido de remoinhos que em minutos se transforma em tempestade de areia. Há algo de vulcão e de deserto neste areal rodeado de falésias tingidas de névoa rósea e chamejante apontando o Cabo da Roca, entre Cascais e a serra de Sintra. Do Guincho quem se atreve a dizer: é a minha praia? {Paulo Moura}


Noticia do Público

08
Set12

Campismo: o intruso da tenda 3009

olhar para o mundo

Campismo, ou bairros de lata na Caparica


Entrei na recepção, tirei uma senha, e quando chegou a minha vez disse à jovem no guichê que queria acampar.

“Só com carta de campista”, objectou ela. “É sócio do CCCA [Clube de Campismo do Concelho de Almada]?” Se não, teria de me fazer sócio de outro clube, o Benfi ca ou o Sporting, sugeriu, para requisitar a carta de campista. 

“Por que não do próprio CCCA?”, alvitrei. Difícil. Só se um sócio me propusesse, e ele precisaria de me conhecer bem. Depois, a proposta seria afi xada 15 dias, durante os quais qualquer sócio teria oportunidade de aduzir objecções à minha entrada no clube. No caso de não haver nenhuma, o requerimento subiria à direcção. Quando houvesse oportunidade, o presidente do conselho director reunir-se-ia com o secretário do conselho, para apreciarem o pedido. A decisão dependeria então de factores como a antiguidade do sócio proponente, a idoneidade e o comportamento desse sócio, bem como de uma avaliação das características do candidato. Além de tudo isto, a admissão de sócios está interrompida, por decisão especial da direcção, de 1 de Julho a 12 de Agosto. 

“Vejo que não me querem mesmo como sócio do clube”, concluí. 

“O Benfi ca ou o Sporting”, voltou a aconselhar a funcionária, sem qualquer expressão. 

Optei pelo Automóvel Clube de Portugal, através do qual obtive a carta de campista. Apresentei-me no Parque da Caparica com o prestigioso documento. Surpresa: não havia vagas. Também não era possível fazer reservas. Era chegar e confiar na sorte. Após várias tentativas, havia fi nalmente um lugar: o número 800. Fui autorizado a vê-lo, embora o motivo da gentileza da funcionária fosse óbvio: acreditava que eu odiaria o sítio e iria embora. Afi nal era pior: eu realmente odiei aquele cotovelo de areia suja atrofiado entre a casa de banho e três roulottes, mas quando regressei à recepção para dizer que o aceitava, já tinha sido ocupado.

A minha sorte foi ter percebido que um casal de franceses, na única zona realmente reservada a tendas (com capacidade para quatro), se preparava para partir. Falei com eles e fiquei à espera que desmontassem a tenda, em cujo lugar armei a minha, um pequeno iglô de 35 euros. Quando fui registar-me, o facto estava consumado. Atribuíram-me o número 3009, mediante o pagamento de duas noites em avanço: uma tenda e um campista, sete euros e dez cêntimos por noite. Se incluirmos o carro, estacionado à porta da tenda, custa mais quatro euros por noite. Nada mau, para uma residência em cima da praia. 

(A REPORTAGEM FOTOGRÁFICA DE ENRIC VIVES-RUBIO: CLIQUE AQUI)

Antes de sair da recepção reparei num pormenor: havia vários impressos disponíveis num placard. Um para a proposta de novo sócio, outros para inscrição nos vários torneios e um para… pedido de autorização para obras! Obras numa tenda? Decidi não fazer mais perguntas e dirigi-me ao meu alvéolo. 

O local, na chamada Zona Verde, fi cava junto à porta de saída para o areal, já em cima das dunas. O meu primeiro acto como campista foi sair pela porta, apresentando ao guarda o cartão de utente do parque, para ir dar um mergulho no mar. A água estava morna e transparente, e a multidão de banhistas dispersava-se pelo imenso areal. 

Voltei, apresentando o cartão ao guarda, tomei um duche e sentei-me à porta do iglô a observar o parque. O recinto tem uma área de 12 hectares e é cercado por um muro alto, encimado por arame farpado. Ao centro, há uma larga avenida, com um parque de estacionamento em espinha entre duas filas com 25 enormes bungalows brancos e novos: as Unidades Complementares de Alojamento.


Ler o resto da reportagem no Público

23
Jul12

Na Piscina das Marés mergulha-se em monumento nacional por Siza

olhar para o mundo

Na Piscina das Marés mergulha-se em monumento nacional por Siza

A Piscina das Marés reabriu para o Verão. Um oásis, junto ao mar de Leça da Palmeira, assinado por Siza Vieira e classificado como monumento nacional.

 

Inaugurada em 1966, a Piscina das Marés, oferece uma vista surpreendente, que a destaca de outras da região, estando localizada paralelamente à avenida e ao mar e tendo sido classificada como Monumento Nacional em 2011.

 

O complexo, obra de referência assinada pelo arquitecto Siza Vieira, é composto por duas piscinas de água salgada - uma para crianças e outra para adultos -, e ainda um bar, onde são servidos snacks e refeições ligeiras.

 

A água salgada e a vista para o mar são mais-valias desta piscina que ainda conta com dois areais, um a sul e outro a norte, o que a faz assemelhar-se a uma verdadeira praia. 

 

Este Verão, a piscina, a cargo da empresa municipal Matosinhos Sport, disponibiliza novo programa de actividades, como fitness, pilates, yoga, hidroginástica e hidrobike.

 

A participação é livre e gratuita, excepto para as actividades aquáticas em que é necessário pagar o valor do bilhete de entrada na piscina.

Está aberta até Setembro, todos os dias, e o horário é das 9h às 19h. O bar, composto por uma esplanada e zona lounge, abre à mesma hora mas a hora de fecho prolonga-se até às 2h.

 

Os preços de entrada na piscina variam de acordo com as idades e os dias da semana. De segunda a sexta, os adultos pagam 6€ por dia e ao fim-de-semana são 7€. Já os mais jovens (com menos de 14 anos) pagam 3€ durante a semana e 3,50€ ao sábado e domingo. Para crianças até aos 3 anos, a entrada é gratuita.

 

Ainda em Leça, encontra-se outra obra de Siza Vieira, classificada como Monumento Nacional ao mesmo tempo das piscinas, a Casa de Chá da Boa Nova, encerrada este ano para obras de restauro e modernização.

 

Notícia do Público

23
Jul12

Os meses quentes predispõem ao amor

olhar para o mundo

Os meses quentes predispõem ao amor

Recurso a agências matrimoniais regista aumento de 20%

 

Os meses de verão são tradicionalmente descritos como meses namoradeiros e casamenteiros.

 

As pessoas convivem mais e os dias de calor acabam por despertar paixões.

 

Esta é também uma altura em que aumentam os casos de depressão e de suicídio.

 

Esses dias acrescentam, muitas vezes, um adicional de nostalgia àqueles que estão sozinhos, não por opção mas por não terem ainda encontrado a pessoa certa. Numa época em que, mais do que nunca, se celebra a alegria de viver e apetecem os prazeres da natureza, quem procura um par pode sentir ainda mais a solidão. É por isso que, está demonstrado, homens e mulheres estão mais do que nunca predispostos, nesta altura, à ideia de conhecer alguém para amar.

 

E é também por isso que, segundo Liliana Duarte, diretora-geral da agência matrimonial Amore Nostrum, este tipo de serviços regista, nos meses quentes, um acréscimo de 20% de candidatos, homens e mulheres empenhados em encontrar o par ideal. Fruto da maior disponibilidade das pessoas, em tempo de férias, para repensar a vida sentimental e conhecer alguém com quem partilhar um sentimento de felicidade a dois, a procura aumenta.

 

«Isto acontece com homens e mulheres de várias idades, classes sociais e interesses, mas sempre com os denominadores comuns de quererem partir para uma relação duradoura, seja união de facto ou casamento, e de não deixar, ao acaso do destino, o encontro com o parceiro idealizado», sublinha a diretora da maior agência matrimonial nacional.

Análise de perfis aumenta taxa de sucesso da procura

O recurso a uma agência matromonial é simples. «Na Amore Nostrum, estabelece-se um perfil da maneira de ser e dos gostos dos candidatos, o que permite apresentar pessoas que, à partida já terão um elevado grau de afinidade, como base para uma união de sucesso», assegura Liliana Duarte.

 

Os primeiros contactos dos interessados são presenciais e têm lugar nas agências da empresa. Durante o processo, a confidencialidade e a segurança são garantidas, já que só são aceites «candidatos livres e que procurem um relacionamento sério e estável», sublinha a executiva, psicóloga licenciada pela Universidade do Minho, que coordena a gestão das seis delegações da agência, em Lisboa, Braga, Porto, Coimbra, Leiria e Faro.

 

Retirado de Sapo Mulher

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