Sexta-feira, 03.05.13

Exposição World Press Photo no Museu da Electricidade

Exposição World Press Photo no Museu da Electricidade


Exposição World Press Photo no Museu da Electricidade

A exposição World Press Photo é composta por fotografias dos grandes eventos que marcaram o ano de 2012, retratando situações tão díspares como a guerra na Síria ou os jogos olímpicos de Londres. 
Este ano, há um fotógrafo português entre os premiados: Daniel Rodrigues, vencedor da categoria “Daily Life” para fotografias individuais.

Para Daniel Rodrigues, a sua vida “mudou muito” desde que foi anunciado como um dos vencedores da competição mundial. 
O fotógrafo confessa que desde que recebeu o prémio em Amsterdão que têm surgido imensos projectos para trabalhar, projectos que não revela para já mas que decerto o trarão novamente à atenção do público português.

Daniel Rodrigues confessa que tinha “expectativas muito grandes” ao viajar para a Guiné com a Missão Dulombi, uma missão humanitária em África que partiu do Congo. “Estava à espera de muita coisa, não estava era à espera de ser recebido como fui recebido na Guiné”, afirma o fotógrafo, asseverando que “uma pessoa lá é muito bem recebida.

Quanto aos rapazes que jogam futebol na fotografia de Daniel Rodrigues, já sabem do prémio através dos colegas do fotógrafo na Missão Dulombi. 

Daniel confessa que “não teve a oportunidade” de voltar a falar com os rapazes retratados, mas espera “ter nos próximos tempos possibilidade de lá ir e entregar uma fotografia impressa.” Para o autor da foto intitulada “Youth Playing Football”, “eles é que são os vencedores”.

Outras grandes fotografias compõem ainda esta exposição dos vencedores. O grande vencedor foi Paul Hansen, do jornal sueco “Dagens Nyheter”, com uma fotografia extremamente emotiva: a imagem do funeral de duas crianças palestinianas, mortas num ataque aéreo israelita. 

Segundo Santiago Lyon, director do júri da competição, “a boa fotografia vem da mente, vem do coração, e vem do estômago”. 

Esta frase resume bem o que os visitantes podem encontrar nesta exposição: um reflexo do mundo actual, com fotografias de guerra, da vida diária, de desporto. Este ano, foi retirada da competição a categoria de Arte e Entretenimento; em seu lugar, foram acrescentadas as categorias de Retratos e Desporto. 

Esta mudança representa, segundo o representante da World Press Photo, uma alteração no sentido de se “concentrarem naquilo em que realmente são bons”. 

Quanto à componente artística destas fotografias, o curador confessa que “não se trata de uma exposição de arte”, porém, “muitas vezes estas fotografias são multifacetadas” e quando uma fotografia tem também uma dimensão artística, “isso também conta” entre os critérios do júri. 

Uma viagem pelas grandes notícias do ano de 2012 e uma exposição a não perder, de 03 a 26 de Maio no Museu da Electricidade.

Fotos Museu da Electricidade

 

Retirado do HardMúsica

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Sábado, 27.04.13

World Press Photo inaugura a 02 de Maio no Museu da Electricidade

World Press Photo inaugura a 02 de Maio no Museu da Electricidade
As fotografias premiadas no concurso World Press Photo de 2012, entre elas uma captada por um português, vão estar em exposição a partir de 02 de Maio no Museu da Electricidade, em Lisboa, revelou hoje fonte da entidade.

Contactado pela agência Lusa, o gabinete de comunicação da Fundação EDP, que gere o museu, indicou que a exposição inaugura às 19:00 de 02 de Maio, e estará patente ao público entre 03 e 26 de Maio.

 

Para esta edição os membros do júri do World Press Photo avaliaram 103.481 fotografias, submetidas por 5.666 fotógrafos de 124 nacionalidades.

 

O júri deste concurso internacional de fotojornalismo - conhecido pelas imagens de grande impacto - anunciou em Fevereiro deste ano os vencedores de 2013, relativos a fotografias do ano anterior.

 

O primeiro prémio desta edição do concurso foi atribuído a uma fotografia de um grupo de homens a transportar os cadáveres de duas crianças mortas num ataque aéreo israelita em Gaza, captada pelo sueco Paul Hansen.

 

Colaborador do jornal sueco Dagens Nyheter, o fotógrafo estava na altura no cortejo fúnebre da menina de dois anos Suhaib Hijazi e do seu irmão de três, Muhammad, numa rua da cidade de Gaza. O pai das crianças também foi morto no ataque, enquanto a mãe ficou nos cuidados intensivos.

 

Os fotógrafos da AFP Fabio Bucciarelli, Itália, e Javier Manzano, dos EUA, ficaram em segundo e terceiro lugar da mesma categoria, respectivamente, com uma série de fotografias tiradas na cidade síria de Alepo.

 

O fotógrafo português Daniel Rodrigues, 25 anos, foi distinguido com o primeiro prémio na categoria Vida Quotidiana do World Press Photo com uma imagem de jovens a jogar futebol num campo de terra na Guiné-Bissau.

 

Quando os prémios foram anunciados, contactado pela Lusa, Daniel Rodrigues indicou que a fotografia que lhe valeu um prémio no valor de 1.500 euros, foi tirada em Março do ano passado, mas nunca foi publicada em nenhum jornal ou revista, porque "ninguém quis" comprar o trabalho.

 

Daniel Rodrigues, enquanto acompanhava uma missão humanitária na Guiné-Bissau, aproveitou para tirar um conjunto de fotografias de futebol. Foi com uma selecção dessas imagens que concorreu ao World Press Photo de 2013.

 

Em 2012, a exposição da World Press Photo no Museu da Electricidade foi vista 33.076 pessoas, segundo os números da entidade.

 

Retirado do Sol

publicado por olhar para o mundo às 10:47 | link do post | comentar
Sexta-feira, 15.02.13

Grande prémio World Press Photo para um cortejo fúnebre que não se esquece

Grande prémio World Press Photo para um cortejo fúnebre que não se esquece

O sueco Paul Hansen ganhou o importante prémio de fotojornalismo com um funeral de crianças em Gaza. Na lista de premiados deste ano há um português, Daniel Rodrigues.

 

Suhaib Hijazi tinha apenas dois anos quando a sua casa foi destruída por mísseis israelitas. Muhammad, o irmão mais velho (três anos), e o pai, Fouad, também morreram. A mãe sobreviveu, mas foi internada nos cuidados intensivos. 20 de Novembro, mais um dia de bombardeio israelita sobre Gaza.

 

Na fotografia que valeu ao sueco Paul Hansen o prémio principal da World Press Photo de 2012, anunciado nesta sexta-feira, vêem-se em primeiro plano os corpos das duas crianças, numa rua estreita da Faixa de Gaza. São os tios, irmãos de Fouad, que os levam ao colo. Os rostos serenos de Suhaib e Muhammad contrastam com o desespero, a raiva e a tristeza que marcam os adultos. O pai vem atrás, envolto numa mortalha branca como manda a tradição, numa maca. Só há homens neste cortejo que parece encenado. A mesquita onde farão a cerimónia fúnebre não fica longe.

 

Santiago Lyon, presidente do júri desta 56.ª edição dos prestigiados prémios de fotojornalismo e director de fotografia da agência Associated Press (AP), diz que este trabalho de Hansen para o diário sueco Dagens Nyheter “é simplesmente uma colecção forte de expressões”, que o tamanho dos corpos das crianças acentua. É, garante, “uma imagem incrível” que mostra, como tantas outras nas mais de cem mil que foram a concurso, que o fotojornalismo continua a ser um instrumento poderoso para contar uma história. 

 

“Ali está toda a dor, toda a tristeza; o desespero e a perda”, acrescentou Mayu Mohanna, membro do júri, citada pelo diário espanhol El País. “A força da fotografia está no contraste de tudo isto com a inocência das crianças. É uma imagem que não vou esquecer.”

 

A violência sobre as populações civis no Médio Oriente foi o tema dominante na categoria de notícia, uma das nove destes prémios que neste ano tiveram em concurso 5666 fotógrafos de 124 países. É neste cenário de desespero e destruição que Hansen fez a fotografia do ano. “Estou muito feliz e ao mesmo tempo muito triste”, disse o sueco à agência de notícias norte-americana, referindo-se à “honra” que sente ao receber este importante prémio que lhe é atribuído por colegas de profissão quando uma família perdeu duas das suas crianças e uma mulher permanece inconsciente na cama de um hospital.

 

“Estas situações são muito complexas", acrescentou Hansen, que vai receber dez mil euros da fundação World Press Photo. “É difícil exprimir as emoções, traduzir o que está a acontecer. A luz é dura e há muita gente.” À AP explicou por que razão escolheu o beco para fotografar: “A luz fazia ricochete nas paredes e por isso pensei que ali se poderia olhar para tudo isto como uma procissão… Temos a profundidade da imagem e a luz que se move.”

 

Aida, a mulher retratada pelo argentino Rodrigo Abd (primeiro Prémio Notícia), poderia funcionar como espelho da imagem de Hensen – ela é a única sobrevivente da sua família – marido e os dois filhos morreram quando a sua casa em Ibid foi bombardeada pelo exército sírio – e a 10 de Março o fotógrafo escolheu-a a ela. Não seguiu os mortos, mas a que, apesar de tudo, resistiu.

 

Nas diferentes categorias, que incluem fotografia de natureza, desporto e retrato, merecem destaque Japan after the wave, do australiano Daniel Berehulak (terceiro Prémio Temas Contemporâneos – Histórias), que mostra uma raiz de pinheiro arrancada pelo tsunami numa praia em Rikuzentakata; a ternura com que Mirella cuida do seu marido, Luigi, um doente de Alzheimer, numa imagem a preto e branco que nos toca, da autoria do italiano Fausto Podavini (primeiro Prémio Vida Quotidiana – Histórias); o retrato encenado do artista chinês Ai Weiwei, tirado pelo malaio Stefen Chow em Pequim (segundo Prémio Retrato); e a dança dos pinguins-imperador, série de Paul Nicklen, do Canadá, para a revista National Geographic (primeiro Prémio Natureza).

 

O português Daniel Rodrigues, 25 anos, também optou pelo preto e branco e venceu na categoria Vida Quotidiana com uma fotografia de crianças a jogarem futebol num campo em Dulombi que servira de aquartelamento militar quando a Guiné-Bissau era uma colónia portuguesa.

 

O jovem fotógrafo, que está neste momento desempregado, registou a imagem que lhe valeu o prémio quando participava numa missão humanitária e tornou-se o quarto português distinguido pela WPP (o primeiro foi Eduardo Gageiro, em 1974, com um retrato de Spínola; o segundo Carlos Guarita, 20 anos depois, com uma reportagem sobre armamento; e o terceiro Miguel Barreira, em 2007, com uma fotografia do bodyboarder Jaime Jesus).

 

A edição deste ano merece uma visita ao site da World Press Photo e outra à exposição, cujo calendário internacional não foi ainda anunciado (regra geral o itinerário passa por Portugal e no ano passado esteve no Museu da Electricidade, em Lisboa).
 

Notícia corrigida às 18h30. Na verdade, com Daniel Rodrigues são já quatro os fotógrafos portugueses premiados pela World Press Photo. Faltava mencionar Carlos Guarita, distinguido em 1994.

 

Retirado do Público

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